Montfort Associação Cultural

15 de fevereiro de 2010

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Jovem fiel ao Concílio de Trento

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Thales Eduardo Reis
  • Localizaçao: Capitólio – MG – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Estudante de Eletrotécnica
  • Religião: Católica

Caro professor Orlando,
Salve Maria.

Escrevo-lhe esta mensagem para contar-lhe as minhas aflições.
Sou católico tradicionalista, pelo menos me esforço para ser, e desejo ser padre, porque sinto o chamado de Deus em mim, pois, amo a Santa Igreja Romana de todo coração e com todo o meu entendimento, mas, a verdadeira Igreja Católica, não a Igreja criada pelo Concílio Vaticano II.
Tomei essa convicção a partir do estudo da doutrina e da história da Santa Madre Igreja. Pesquisando pude, graças a Deus, descobrir a verdades que os modernistas procuram esconder. E não consigo entender como puderam fazer tudo isso com a Igreja de Cristo.
Como já disse, desejo ardentemente ser padre, mas no apostolado tradicional. Celebrar apenas a Santa Missa de São Pio V. No entanto para tal, vejo que terei muitos obstáculos a superar.
Digo isso porque eu era candidato ao seminário de minha Diocese. Mas minha diocese é ultra-moderna. A começar pelo Sr. Bispo.
Todos os padres daqui, inclusive o Sr. Bispo vestem-se como civis, nem mesmo o ridículo clergymam se vê por aqui, aliás, o Bispo fala que padre de batina parece “urubu”, portanto usar batina nesta Diocese é arrumar problemas com sua Excelência Reverendíssima. Quanto aos seminaristas é proibido o uso de batina, e mesmo que não o fosse ninguém teria o mínimo interesse em usar.
Mas isso não é nenhuma novidade aqui no Brasil. Todas as práticas religiosas se resumem a palavras vãs, cheias de sentimentalismo. Quando não é pura Teologia da Libertação, é Renovação Carismática. Isso pra mim não tem nada a ver com o catolicismo romano.
A missa nova é cada vez mais modernizada. Virou um show de entretenimento. Por causa disso fui dispensado do seminário, porque não me calei diante dos erros. Não suportei ficar calado e consentir com toda essa apostasia.
E numa incrível hipocrisia inventaram várias desculpas para não me deixarem entrar no seminário. Mas a real não falaram de frente: é porque sou contra o Vaticano II.
O bispo quando vai criticar algum ponto negativo da Igreja sempre faz menção ao Santo e Infalível Concílio de Trento. Sendo que as determinações deste concílio são o único meio de salvar a cristandade que está desmoronando.
Peço sua ajuda professor Orlando. O que devo fazer? Já pensei em entrar em contato com a FSSPX, será que é o melhor pra mim?
O padre de minha paróquia diz que sou um fanático, estou totalmente errado, preciso ser mais humilde e aceitar as mudanças. E o fato é que não consigo me calar, na maioria das vezes falo bem alto o creio, porém, estou correndo o risco de nem poder mais entrar na Igreja de minha paróquia. Em toda a Diocese está começando a correr minha fama de conservador e é bem capaz do Sr. Bispo me dar uma nova advertência. O que eu faço? Ainda nem sou padre e já sou perseguido e caluniado.
Sei que o senhor é muito ocupado, mas gostaria de ter um contato periódico com o senhor. São seus escritos em defesa da Fé que me impedem de cair no erro.
Eu o admiro muito e espero com a Graça de Deus, um dia me tornar um Defensor da Fé assim como o senhor, que não se cala perante os maus. Ainda tenho muito que aprender por isso humildemente peço que me mostre qual o melhor caminho.
Parabéns por esta grande obra que é a Montfort, de onde vi a Luz da Verdade.
Que Nossa Senhora de Fátima abençoe a todos vocês.

Respeitosamente

Thales Eduardo

Ad Majorem Dei Glorian

P.S.: desculpe pela grande extensão da carta.

Muito prezado Thales,
Salve Maria.

     Obrigado por sua confiança e por suas palavras de elogio ao trabalho e à luta da Montfort. Mantenha-se combativo e não ceda. Seja sempre respeitoso mas inflexível na fé.
     Atualmente só posso lhe recomendar seminários no exterior porque os do Brasil estão completamente dominados pela heresia modernista e pelo anti clericalismo do clero modernista. Por exemplo, um bispo que debocha da batina é, de fato, tão anti clerical como eram os maçons que proibiam a batina no século XIX e XX. Os maçons proibiam a batina. Hoje, os bispos modernistas fazem piada dela e perseguem quem a usa.
     O melhor para você seria aprender francês e escrever ao Padre Phillippe Laguérie pedindo para ir ao Seminário do Instituto do Bom Pastor em Courtalain na França. Outra possiblidade seria ir para a Fraternidade São Pedro.

     Escreva-me quando precisar.
     Que Nossa Senhora guarde sua vocação e lute varonilmente.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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