Montfort Associação Cultural

21 de novembro de 2012

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João Paulo II “vazio” reinaugurado em Roma

Comentário Lucia Zucchi

Sobre o noticiário de Vatican Insider

O município de Roma reinaugura estátua de João Paulo II, retirada para reforma após sua criticadíssima instalação por ocasião da beatificação. Colocada inicialmente diante de estação ferroviária Termini, a imagem foi doada à cidade de Roma por seu autor, que se encarregou também de reforma-la diante das queixas generalizadas. A obra, de cinco metros de altura, se resumia a um manto oco e uma cabeça de traços pouco distintos e olhar severo. A nova versão lembra, agora um pouco menos vagamente, os traços do Pontífice e faz um gesto de acolhimento com a capa. Ainda que essa permaneça vazia.

“Um santo de pau oco”, mostrava às gargalhadas meu filho de doze anos. Parece Mussolini, afirmam muitos italianos, que manifestaram em 86% não gostarem da estátua, segundo pesquisa online do jornal La Stampa. Mau gosto dos restantes 14%!

Por que a insistência em expor algo tão feio e desagradável? São os direitos soberanos da modernidade? Poderia se supor uma simples afirmação agressiva de que o Papa e, em consequência, a Igreja são grandes estruturas vazias e insinceras. Entretanto, o autor está em perfeita sintonia com os teólogos da arte sacra em moda, até muito recentemente, pois ostenta um diploma de Arte e Liturgia do Instituto Teológico Santo Anselmo, de Roma.

Aí está provavelmente o sentido de sua obra: a tese modernista da kenosis, que vê na santidade o esvaziamento do próprio eu até atingir a divindade vazia. Tese condenada por Pio XII, no documento Sempiternis Rex e triunfante na Nova Teologia que conduziu o Concílio Vaticano II.

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