Montfort Associação Cultural

16 de setembro de 2004

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João Clá Dias e sua suposta afilhada

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Valter Santiago
  • Localizaçao: – Brasil

Caro Orlando Fedeli…
Gosto de ler o site de vossa organização. Só não compreendo por que razão foi tão duro com a srta.Graziela.

Em primeiro lugar eu tenho dúvidas se o padrinho da moça acima é o Sr. João Clá Dias. Caso seja é uma pessoa muito boa e possuo o livro de Fátima dele e consta algumas coisas sobre Dr.Plinio. Por que ofende assim a ambos? É Inveja? Eu sei que esta mensagem não será publicada em seu site mas pense bem. Por que esta mágoa? Dr. Plinio foi para o Céu e deixou aqui uma organização notável e conhecida internacionalmente e creio que você não pode macular assim o nome de alguém que já morreu. Outra coisa não consegue esquecer o Sr. João Clá? Leia o livro sobre Fátima e veja se nestes tempos terríveis a “Bagarre” não se faz presente. Pense bem e publique se tiver coragem ou se for “valente”como se acha. Seja pequeno para ser grande um dia…

A Valter Santiago,

Você me escreve uma carta na qual se revela ou um Dom Quixote, defensor das donzelas desamparadas, ou um pseudo Papa, pois canoniza como santa pessoa, que — parece…– você não conheceu, e sem lhe ter feito qualquer processo de canonização, e, além disso, excluindo o chamado “advogado do diabo”. Caso você monte esse processo, espero que me chame pelo menos como testemunha, senão como “advogado do diabo”. Estarei à sua disposição. Tenho cada coisa a testemunhar…

Embora pondo-se como valente defensor de donzelas desamparadas, montado em seu computador qual em um Rocinante eletrônico, ao contrário do valente “cavaleiro da triste figura” que não temia desfraldar sua bandeira ao vento, você não deixou claro se é um tefepista ou um membro do bando da banda do Scognamiglio. Não desfraldou a sua “bandeira”, pois nosso ideal é como uma bandeira… Nem sequer assinou sua mensagem. De você tenho apenas um nome no endereço do email.

Já incidi em equívoco por uma questão de homônimas… e gato escaldado tem medo de água fria.

Será que esse nome no e mail é seu nome mesmo? Ou você escreve usando o e mail de outro? Será que você escondeu sua identidade real?

Que equívocos não me preparam nomes em endereços de emails não assinados? Será esse apenas um pseudônimo eletrônico?

De qualquer forma, há males que vem para bem, e equívocos que nos dão oportunidade de meter o bisturi em tumores ocultos. Foi um equívoco que nos permitiu essa troca de emails, obrigando-me, ou dando-me aso, de desenterrar velhos temas e velhas figuras há tempos sepultadas… Se esses desenterramentos trouxerem à atmosfera maus odores, a culpa não será minha… — (Nunca tive devoções tumulares nem cultos aos ossos de ninguém que não foi canonizado pela Igreja) mas a culpa foi de um equivoco por homonímia até a duplicidade de letras. E a Providência divina pode utilizar-se de equívocos, de homonímias, de aspas e de duplicidades… de letras ou de pessoas, para que surja algum bem.

Dizia-lhe, pois, que você se esqueceu de assinar seu email, e que no endereço eletrônico aparece apenas um nome: “valter.santiago”

Um nome de cavaleiro…espanhol…

E a cruz de Santiago é o símbolo dos eremitas ex-tefepistas, e agora membros da banda do Scognamiglio…

Será que seu nome é mesmo “Valter”? Será esse apenas um pseudônimo eletrônico?

Não sei.

Pode ser que seja. Pode ser que não seja.

E veja que só estou pondo uma dúvida. Uma dúvida despertada pela ausência de sua assinatura. Nada estou afirmando. Só me pergunto.

Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro da “triste figura”, se apresentava impávido, de viseira aberta, mostrando claramente quem era. Se você quer ser um Dom Quixote, defensor de donzelas desamparadas omitindo sua assinatura, que triste figura você faz !

É muito feio atirar pedradas eletrônicas sem deixar claro quem se é.

Mamãe não lhe ensinou isso? Isso, é claro, se seu nome for outro que Valter Santiago…

Sem me esconder, já respondi à Graziella — a de Niterói — pedindo-lhe perdão pelo equívoco causado pela sua homonímia. Agora, se você tem dúvida que a Graziella — a que não é de Niterói, e sim do Jardim Tiradentes, em São Paulo — é, ou não é, afilhada de Scognamiglio, escreva a ela mesma, perguntando-lhe isso. Tenho certeza que você saberia escrever-lhe sem nenhum dureza, e com todo o cavalheirismo de um Dom Quixote, ou com toda a sinceridade de um devoto da cruz de Santiago…. Mas, por favor, assine sua carta.

Previno-o também de outro equívoco seu: no endereçamento de seu e mail para mim, você colocou como assunto: “Graziela Scognamiglio”.

Foi um erro grave, certamente por inadvertência. E não me refiro à falta de um L no nome Graziella, mas ao erro de sobrenome. Ser padrinho de alguém, não transmite o sobre nome. Graziella Comunale não é Scognamiglio. Garanto-lhe o que sei.

De sua parte, você me garante que “Dr. Plínio foi para o Céu”.

Essa é uma excelente notícia que você me traz.

Poderia perguntar-lhe qual é a fonte de sua informação?

Foi em sessão espírita que você soube disso?

Foi João Claque lhe disse?

Foi Dona Lucília que lhe apareceu notificando-o da “glorificação” de PC dos Ohs no céu, onde certamente foi recebido pela clá_que dos anjos reverentes e entusiasmados, gritando “Oh” e “Fenomenal”, para o profeta de Higienópolis?

Sabia que alguns tefepistas — poucos agora — ainda esperam que PCO ressuscite. Sabia até que a revista fundada por Scognamiglio, com o esdrúxulo nome de “Dr. Plínio” (nome esdrúxulo para um mensário), era publicada por uma editora significativamente intitulada de “Retornarei Ltda.”, deixando transparente a esperança que PC dos Ohs voltaria do túmulo, logo mais. Na “Bagarre”. Embora o Ltda. ameace que o retorno não será ilimitado…

Dr. Plínio seria um primeiro “revenant” por ação limitada.
Não sabia que houvesse alguém que acreditasse na ‘Introdução” de Plínio nos céus”. Essa é nova, para mim. Que eu soubesse a “Glorificação de Dr. Plínio” seria na terra, logo depois de acabada a “Bagarre” (Aquela que nunca chega, mas é sempre esperada pelos fanáticos do “profeta”, para …depois de amanhã).

Desse novo delírio, do qual você me dá garantia, ainda não tinha ouvido falar.

Em todo caso – ironias absolutamente à parte — tomara que você esteja certo: que Deus tenha tido, realmente misericórdia de Plínio, dando-lhe, na última hora, o arrependimento que o levou ao céu. É que desejo, pois Nosso Senhor nos mandou amar até os inimigos.

É o amor aos inimigos, que todo católico deve ter, que me permite, embora atacando os erros deles, e a eles mesmo enquanto erram — sem ofensas pessoais, como você julga que fiz, e não fiz — deseje para eles, dizia, o arrependimento, o perdão de Deus, e a graça divina.

Pergunta-me você se ajo por inveja.

Espanta-me a pergunta.

Invejar o quê?

Invejar a capacidade de ocultar o próprio pensamento, para “passar rasteiras nos outros”?

“Non merci !”

Invejar o quê?

A capacidade de fazer “restrições mentais “engazopantes?

“Non merci !”

Invejar o quê?

Por acaso, a capacidade de assumir atitudes absolutamente opostas às que se defenderam por 40 anos com a maior “cara de pau”?

“Non merci!”

Invejar o quê?

A capacidade de ser mais auto transformante do que um camaleão? Ou que uma mariposa, animal das trevas?

“Non merci !”

Invejar o quê? A capacidade de não enrubescer, mesmo ao cair nas contradições mais evidentes?

“Non, merci! Non merci ! Non merci !”

Mon cher, sachez que je ne les admire, et que je ne les imite point.

Absolument du tout…

Deus sabe que jamais invejei ninguém, e nada. Mas que sou feliz e agradecido por Deus em ter feito como sou, e o que sou: “um simples professorzinho de História do curso secundário”, como disse alguém “profeticamente”… C ‘est ma gloire ! C’est mon honneur!

Mágoa?

Minhas dores e minha cruz não me causaram mágoa, mas honra. E uma profunda e bem doce alegria, garanto-lhe. In Cristo.

Você me diz: “você não pode macular assim o nome de alguém que já morreu.”, aludindo que eu não poderia criticar o “imortal” Dr. Plínio, que já morreu, e, segundo me informa você, “está no céu”.

Meu caro, minha velha sogra me diz um ditado lusitano, cheio de sabedoria, e que afirma: “De todo homem que nasce, se diz que é bonito. De todo homem que morre, se diz que foi bom”

A sabedoria do ditado está na constatação da superficialidade, e na generosidade dos julgamentos das pessoas comuns, nessas ocasiões. Mas, o refrão lusitano não garante nem a beleza de todos os bebês, nem a santidade de todos os mortos.

Não se poderia “falar mal dos mortos”, diz-me você.

Não se pode falar mal de ninguém, digo-lhe eu.

Mas dizer a verdade sobre todos — vivos ou mortos — é obrigação.

Mesmo dos que já morreram, deve-se dizer a verdade. Mormente quando eles se disseram imortais e inerrantes, e, depois, erraram, e morreram.

Tanto mais que digo, agora, de Plínio, o que dele disse e escrevi, em letra de forma, pelos jornais, e em alta voz na TV, enquanto ele ainda estava vivo. E muito vivo.

Por que deveria mudar a verdade dos fatos, em consideração de que o autor dos fatos morreu, embora se acreditasse e se fizesse crer imortal?

Pelo contrário. A morte dele provou que seus fanáticos estavam redondamente, pliniescamente enganados sobre a imortalidade em que ele mesmo os acalentava.

Você me alega em defesa de Plínio C. de Oliveira que ele “deixou aqui uma organização notável e conhecida internacionalmente”.

Concordo que a sociedade que ele fundou é “uma organização notável e conhecida internacionalmente”.

Mas, meu caro “valter.santiago”, há outras “organização notáveis e conhecidas internacionalmente”, hoje, e nem por isso elas são boas.

Veja se descobre um exemplo. DE HOJE. ATUAL.

Descobriu?

Ser “notável” e “Conhecido internacionalmente” não é o mesmo que ser bom e louvável.

Você, na sua ânsia de paladino, não sofreou devidamente seu corcel … eletrônico. E “caiu do cavalo”.

Lamento.

Mas foi você que veio a galope, sem ter sido chamado. Penso…

Você me pergunta ainda : (Repare que sigo sua carta linha a linha): “Outra coisa não consegue esquecer o Sr. João Clá? Leia o livro sobre Fátima e veja se nestes tempos terríveis a “Bagarre” não se faz presente”.

Como sabe você se esqueci ou não esqueci do “João Clá”.

Você fala como se fosse conhecido dele e meu.

Será que você foi nosso conhecido?

Se foi, e oculta isso, que feio !

“Que tout ce que vous pensez, soyez fier qu ‘on le sache!”

Lembra-se?

Foi assim que ensinei João Clá a ser, assim como a outros… Muitos outros. Pena que alguns esqueceram o exemplo e a lição de franqueza que receberam de um simples professor de História, de colégio secundário. Pena que Scognamiglio tenha preferido seguir a lição do profeta: “sorrir com os lábios, enquanto se tem fúria nos olhos”. E na alma.

A duplicidade não consta de meu curso. Aprendi bem no Evangelho que nossa linguagem deve ser “Sim, sim ; não, não. Tudo o que passa disso vem do maligno” (Mt V, 37).

Não li o livro de Scognamiglio — aliás, não sabia que ele era capaz de escrever livros — sobre Fátima. Li o livro que ele “escreveu” intitulado “Dona Lucília”.

Você já leu esse livro “do” Scognamiglio?

É “FENOMENAL !”, pelas revelações e confissões que contém. É um documento extraordinário… Talvez escreva eu um comentário crítico dessa obra…sectária.

Você relaciona o livro que Scognamiglio teria escrito sobre Fátima — certamente com finalidades devotas, para ser piedosamente vendido por mailing ou nos semáforos — com a “Bagarre”.

Se você não é um tefepista, nem um tocador de trombone na banda do Scognamiglio, como é que você usa essa palavra do jargão da seita pliniana com tal “propriedade”?

Então, você continua a acreditar na “Bagarre”. Antes você deve ter acreditado na Bagarre do Vaticano II, do Mitterand, do soldado Ham, na bagarre azul, parda, lilás, etc., etc., etc.

Agora chegou a “Bagarre” do Bin Laden. A “Bagarre” dos “quirguizes e afgães”. Lembra-se do que dizia Dr. Plínio dos quirguizes e afgães?

Profético, dirão os adeptos do Profeta imortal.

Para você, então, a “Bagarre” — AFINAL !!! — está aí.

Ela — AFINAL ! — chegou! De Boeing, nas torres do World Trade Center. Lá vem ela com pó de Anthrax !

Que festa e que alegria nos corações dos sectários, pela ação do terrorismo mundial.

Mas complete, então, em sua carta, o que os tefepistas da banda e da anti banda esperam da “Bagarre”. Conte que eles esperam a ressurreição de Dr. Plínio e de Dona Lucília. Conte também como será a “glorificação do Sr, Dr. Plínio, na terra e não no céu, como você me noticiou. Conte que, nessa ocasião, o Papa e o Imperador terão que lamber o chão, diante do grande vencedor da Guerra da ‘Bagarre’, o Sr. Dr. Plínio.

Você parece conhecer tanto do caso TFP x Scognamiglio que desconfio que você conhece também a canção que João Scognamiglio fazia cantar em homenagem ao Profeta de Higienópolis.

Se não conhece, posso publicá-la de novo…

Por último, você me lança um desafio:

“Pense bem e publique se tiver coragem ou se for “valente” como se acha.”

Meu caro, não me julgo nem valente, nem corajoso.

Espero apenas, que Deus me dê força de alma, sempre que for necessário defender ou confessar a fé.

Mas, para publicar sua carta, não necessito de coragem alguma. Ela só me divertiu um bocado, como sei que ela divertirá a muitos que lêem o site Montfort. Você percebeu, pelo tom de minha carta, como me diverti pela oportunidade que você me deu?

Vou publicá-la com prazer, pois que sua carta deixa patente que os erros milenaristas que grassavam na TFP e no bando da banda, continuam vicejantes. Ainda que a banda toque “Luar do Sertão”, ou canções moderninhas em Missas ainda mais moderninhas.

Mas previno-o que, cartas de homônimas, reais ou falsas, ou sem assinatura, passarão a ir diretamente para a lixeira.

Apesar de tudo, e aceitando ingratidões e incompreensões, calúnias e menosprezos, porque os pedi a Deus quando Lhe disse “Da minhi animas et coetera tolle”, me despeço “sanza rancore”, como dizia “sinceramente” o profeta citando a Bohême (Imagine-se ! Um profeta citando a Bohême !!!), e me despeço

In Corde Jesu, semper, Orlando Fedeli

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