Montfort Associação Cultural

14 de março de 2006

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João Clá Dias e os Arautos do Evangelho

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Tibério Magalhães
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil

Prezado Professor Orlando Fedeli,

Dado o grande crescimento dos Arautos do Evangelho, com toda a aprovação da Igreja, seria conveniente um artigo contando a história de João Clá Dias, líder de tal movimento.

Tibério Magalhães

Muito prezado Tibério, salve Maria!

Não creio que deva eu perder tempo, por ora, fazendo uma biografia dessa pessoa que foi o discípulo preferido de Plínio Corrêa de Oliveira, que o chamava de “meu João de olhos redondos e andaluzes”.

Por ora, conto apenas que ele, quando estava na tfp, foi quem “manoelou”- gíria tefepista para manobrou — os eremitas para fazerem a Ladainha de Dona Lucília, que eu denunciei, e que Dom Mayer condenou.

A Tfp escreveu então uma longa defesa dessa ladainha, num dos três volumes que ela escreveu contra mim — um dos volumes assinado por João Scognamiglio Clá Dias — obtendo até a aprovação de um canonista espanhol para a ladainha e para o culto do Profeta.

Algum dia voltarei a publicar essa Ladainha, com a defesa que a tfp fez dela.

A defesa é bem interessante. A ladainha é de um ridículo único.

Depois da morte do “imortal” “Profeta” de Higienópolis, Scognamiglio cindiu a tfp, e fundou uma banda.

De início, publicou uma revista de nome esdrúxulo “Dr. Plínio”, e fazia seus “cavaleiros” da banda andarem com um enorme medalhão com a foto de Dr Plínio e de Dona Lúcilia, mãe de Dr Plínio, ao peito. Pareciam oratórios ambulantes.

De repente, Scognamiglio aderiu à Missa Nova, e foi ao Vaticano ajoelhar-se aos pés daquele que ele chamava de “JP 2″, e nunca de Papa.

Desapareceram a revista Dr Plínio, e os medalhões com as fotos do Profeta e da mãe dele.

Desapareceram também 40 anos da vida de Scognamiglio, pois que na biografia que ele publica dele mesmo, em folhetos, ele diz, agora, que se converteu em 1956, e que fundou então uma banda.

De 1956 a 1996, ele nada conta publicamente de sua vida.

Deve contar — à sua maneira de contar — a sua vida só para alguns devotos, em círculos mais secretos da Sempre Viva. A sociedade secreta da antiga tfp, onde Scognamiglio se chama Plínio Fernando.

Muitos dos que pelas ruas trabalham para ele, vendendo santinhos de Nossa Senhora de Fátima, desconhecem a vida dele, e nem sabem da tfp, como origem dos arautos.

Aposto que lá dentro, nos círculos mais ou menos secretos dos arautos, ele continua a cultuar o profeta de Higienópolis. A menos que um novo profeta já tenha substituído o imortal… que morreu.

Tudo passa nesta vida. E, como me dizia uma velha senhora venezuelana: “Los santos nuevos sostituen a los santos viejos”.

Estamos bem longe de falar de santos “viejos o nuevos”.

Porém, é natural que pseudoprofetas sejam substituídos por pretensos profetas.

Aguardemos.

Nada como o tempo para desmascarar profetas imortais que morrem e cujas profecias jamais se cumprem, sendo constantemente adiadas.

Você conhece aquele jeitinho caipira de pendurar a cenoura diante do burro que puxa a carroça?

Há quem pendure profecias.

Há burros que esperam alcançar a cenoura.

E há sectários que crêem em profecias sempre adiadas.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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