Montfort Associação Cultural

12 de maio de 2010

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Informativo sobre os bastidores do projeto

Amigos,

Depois de informar a situação financeira do projeto, creio que seja útil expor brevemente como estão seus bastidores. 

Falarei do geral para depois tratar da situação de cada objetivo em particular.

Geral

Creio que a questão geral mais importante do momento seja a da abertura de contas bancárias específicas para o Legado. Deixem-me explicar o que está acontecendo.

Desde o começo, julho/agosto de 2009, pareceu-me importante abri-las, pois se facilitaria muito a gestão dos recursos que fossem entrando para o projeto.

Não as consegui, porém. O argumento em contrário era o seguinte: abrir novas contas implica mais custos bancários e trabalho. Temos poucos recursos. É melhor captarmos os recursos do Legado por meio das contas atuais. Se as doações vierem mesmo, abrimos novas contas.

Diante desse argumento, não bati o pé. Mas tive de desenvolver um método para conseguir separar o dinheiro de fora com o dinheiro de dentro.

Dinheiro de fora com o dinheiro de dentro? O que é isso?

Explico. A Montfort, até o início do Legado, sempre arrecadou um quantidade muito pequena de dinheiro de fora, isto é, das pessoas que não frequentam a sede da associação. Quase todas as atividades da Montfort até então eram financiadas com, digamo-lo assim, recursos próprios: aluguel da casa e sua manutenção, hospedagem do site, compra de livros, viagens do Prof. Orlando etc., etc. E tudo isso sempre com um orçamento bastante apertado.

Claro que, nessa situação, eu não poderia usar o dinheiro de dentro para executar um projeto que eu havia inventado e que gozava, até então, inclusive, de um apoio interno relativamente reduzido.

Pois então.

O dinheiro de fora começou a entrar. Doações de R$ 15,00, R$ 20,00, etc. E eu tinha de ficar “catando milho” nos extratos das contas para dizer: esse aqui não é para pagar o aluguel, mas para fazermos os vídeos, etc. Era um inferno. E, conforme as doações iam aumentando, esse trabalho ia se tornando rapidamente impossível. Ou eu fazia o Legado ou ficava contando dinheiro.

Então, em dezembro de 2009, eu disse: temos de abrir novas contas de qualquer jeito. Enquanto isso, vou limitar a captação de recursos ao PagSeguro (as doações internas vêm via depósitos em conta corrente).

E, então, ficou decidida a abertura de novas contas…

(Nesse ínterim, apareceu um anjo do céu para me salvar da árdua tarefa de ter de captar também os recursos internos da “sede”. Graças a Deus, o Sr. Fernando está cuidando disso desde dezembro, liberando-me para as outras atividades mais diretamente ligadas ao Legado e não à administração da sede da Montfort).

Em janeiro, fomos abrir as tais novas contas. E o que aconteceu? Não foi possível. O Banco Central baixara uma resolução segundo a qual cada pessoa jurídica pode ter apenas uma conta em cada banco. Ou seja, a Montfort não poderia ter duas contas no Itaú, Banco do Brasil e Bradesco, por exemplo.

O que fazer? Abrir uma nova associação chamada Legado?

Mas por quê? O Legado não é nada mais que um projeto da Montfort?

Sim, é verdade. Não faz sentido abrir uma nova associação. Vamos abrir uma filial.

Então, fomos abrir a tal filial.

A decisão foi tomada em fevereiro.

E o processo começou. Em março, creio que foi em março, os papéis chegaram à mão do Prof. para ele assinar.

A papelada foi para o cartório.

Voltou.

Era preciso acertar alguns detalhes de acordo com o novo código civil de 2001.

Daí, foi para um escritório de advocacia para análise e verificação… Deve voltar nesta semana, segundo me informou, ontem, a pessoa que está cuidando disso.

Depois, vai retornar ao cartório para a aprovação final.

Somente aí, que conseguiremos abrir as contas para o Legado, o que vai exigir mais umas duas semanas a partir da entrada nos bancos.

Vocês não imaginam o meu desespero.

Ainda mais neste momento em que as doações mínguam.

Não posso fazer nada além de esperar e rezar.

E sofrer.

E pedir que as doações venham via PagSeguro para que o projeto não pare.

 

Objetivo 1: as 100 vídeo-aulas do Prof. Orlando

No dia 18 de março, atingimos a verba destinada à compra de materiais: R$ 24 mil ou 40 adoções.

Desde então, tenho trabalhado na preparação do local e me dedicado à compra do material de filmagem.

Já tenho, aqui no Brasil, o local certo para comprar. É pronta-entrega. Como ainda tínhamos algum tempo, porém, por causa da lentidão das doações, decidi ver quanto custa importar direto dos EUA. Conforme for, compramos lá.

A mão de obra também já está acertada. Só falta atingirmos as 80 adoções.

E o cronograma de filmagens pronto. Se começarmos em junho, até dezembro, teremos, pelo menos, 80 aulas filmadas (não editadas). Nosso plano é lançar uma nova aula por semana. Depois que as filmagens terminarem, a velocidade das edições vai aumentar. Não sei dizer se será possível publicar, então, duas por semana, mas é o que queremos. Vamos ver como o trabalho flui.

Por fim, estou cotando seguro para os equipamentos. O seguro anual de cada câmera custa R$ 457,19 à vista na Porto.

 

Objetivo 2: a opera ominia do Prof. Orlando

Os trabalhos deste objetivo estão mais adiantados. Pois, antes do Legado se tornar público, eu já estava trabalhando nisso há algum tempo.

Esse objetivo compreendia tanto a organização dos trabalhos já escritos pelo Prof., como a ajuda na redação de outras obras que ele planejava escrever ainda.

Desde fevereiro deste ano, trabalhamos duro na confecção de um livro sobre X. Ele vai sair agora no dia 31 de maio, como um caderno do site.

E não pela Editora Montfort, que concebi no primeiro semestre deste ano como uma extensão desse primeiro objetivo. Aliás, já vi todos os detalhes para o funcionamento prático dela. Só falta a questão burocrático-legal.

Além disso, pareceu-me importante, antes, recuperar os direitos de edição de duas obras já escritas pelo Prof. Orlando, Os Labirintos de Eco e O Carta a um Padre. Estamos negociando com o antigo editor uma solução benéfica para ambas as partes, mas as coisas estão difíceis e caminhando lentamente.

Creio que será melhor tocar o assunto, apesar dessa pendência. 

Também, aproveitando a ideia da editora, planejei montar uma livraria virtual dentro do novo site Montfort. Já está tudo pronto e desenhado. Nesta livraria, disponibilizaremos os títulos da Editora Montfort, que vai trabalhar principalmente com e-books gratuitos. Tenho a intenção, por exemplo, e já falei com a Dra. Ivone Fedeli, de publicar, com adaptações, as teses de mestrado e doutorado dela pela USP sobre literatura portuguesa. São teses muito interessantes que tratam do papel da ficção na propagação de ideias.

 

Objetivo 3: a reformulação do site Montfort e de sua gestão.

O prazo de lançamento em maio não será mais possível.

Fiz tantas correções e modificações no layout e funcionalidades do novo site que a fase de programação está começando somente agora.

Tive de adaptar muita coisa por falta de orçamento. Por exemplo, estava previsto que os vídeos seriam carregados diretamente no site Montfort e, portanto, estariam numa única parte e com disponibilidade para download. Isso não será mais possível, pois exige a contratação de um servidor dedicado, que implicaria um custo inviável para nós agora. Por isso, tive de redesenhar as páginas para abrigarem as partes de aulas que serão disponibilizadas no YouTube.

O prazo é de 60 dias a partir da aprovação do layout. O novo site, frankstein, deve sair provavelmente em julho.

 

Objetivo 4: a redação de uma história da Montfort

Nada de novo.

 

Objetivo 5: criar um corpo de professores Montfort

Nada de novo.

 

Objetivo 6: criar curso para formar “professores” Montfort

Nada de novo.

 

Objetivo 7: verter o site para o inglês, francês, espanhol e italiano.

Por ocasião da redação do último livro do Prof., fui pesquisar mais a fundo os custos de tradução, especificamente, de versão. O preço tabelado pela associação brasileira de tradutores gira em torno de R$ 0,16 por palavra, o que é inviável para nós.

Para vocês terem uma ideia, a versão para o italiano do último livro do Prof. custaria, fazendo a conta quadradinha, sem negociação, por volta de R$ 27 mil.

Um absurdo para nós.

A solução mesmo será contratar tradutores, pagando um fixo por mês, o que também não será barato. Mas isso é futuro.

Vou explicar, numa entrevista, por que essas traduções são tão importantes.

Correção feita no dia 19 de maio de 2010:

O preço da versão é de R$ 0,32 por palavra. Confiram aqui.

 —

É isso aí, amigos.

Continuem rezando e doando.

Nós vamos chegar lá.

Nossa Senhora vai nos ajudar.

É o mês de maio.

Salve Maria,

Guilherme

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