Montfort Associação Cultural

23 de agosto de 2005

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Infalibilidade Papal

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Leonardo
  • Localizaçao: – Brasil

Vocês acreditam na infabilidade papal proclamado por um dos papas (não me lembro qual)no século passado?

Eu acho que não acreditam…Visto ás críticas que vocês fizeram á João XXIII e Paulo VI.

Meu caro Leonardo, salve Maria !

Você é um católico tão “profundo” que nem conhece quem proclamou a infalibilidade papal.

A infalibilidade do Papa em matéria de Fé e Moral, quando usa o poder concedido por Cristo a São Pedro e a seus sucessores, foi definida como dogma pelo I Concílio do Vaticano, e proclamado pelo papa Pio IX, em 1870.

Segundo este dogma, o Papa é infalível:

1) Quando ensina sobre Fé e Moral;

2) Para toda a Igreja;

3) Usando o poder concedido por Nosso Senhor Jesus Cristo a São Pedro e a seus sucessores;

4) Definindo que uma tese é certa e que o contrário delas é condenado.

Caso falte uma dessas condições, não há pronunciamento infalível, o que não quer dizer que quando o Papa não se pronuncia infalivelmente, não se deve levar em conta o que ele diz. Também o magistério Papal ordinário, embora de si não seja infalível, por sua constância e universalidade, se torna infalível. Por exemplo, o ensinamento de Paulo VI, condenando o controle da natalidade, na encíclica Humanae Vitae, embora não tenha sido um pronunciamento infalível (“ex Cathedra”), foi de fato infalível, porque repete um ensinamento constante e universal da Igreja em toda a sua História. Por isso, todo católico –e nós o somos, graças a Deus — são obrigados a obedecer o que ensinou Paulo VI nessa encíclica condenando o controle de natalidade.

Outra coisa completamente fora da infalibilidade papal é a questão da pecabilidade de um Papa.

O Papa, enquanto chefe da Igreja, não pode errar nas questões de Fé e Moral, nas condições expostas acima. Entretanto, como pessoa, ele continua a ser um homem, e enquanto homem ele pode pecar, seguir uma política errada, e nestas coisas os fiéis católicos têm liberdade, e não estão sujeitos a obedecer sob pena de serem excomungados.

Espero que você tenha compreendido…

Muitos há que exigem obediência à política dos Papas, mas que se rebelam contra o que os Papas têm ensinado infalivelmente. Por exemplo, recusam aceitar o que o Concílio de Trento proclamou dogmaticamente. Espero que você não esteja nesse número.

Colocando-me a sua disposição,

in Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

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