Montfort Associação Cultural

20 de janeiro de 2005

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Indiferentismo religioso e ecumenismo no programa do Pe. Zezinho

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Eli
  • Localizaçao: Leme – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Contador
  • Religião: Católica

 

Prof. Orlando

Assisto todos os Sábados na Rede Vida, um programa intitulado “Palavras que não Passam”. Ele é apresentado pelo Pe. Zezinho e os Cantores de Deus (grupo musical católico), que acaba de lançar um disco intitulado “Iguais”.

Lá participam muitos irmãos de outras igrejas, e o Ecumenismo é uma das principais bandeiras por eles defendidas. Mas entre tantas coisas o que mais me chamou a atenção foi o programa sobre Santos e intercessão. Lá o Pe. Zezinho colocou em pauta a condição para se ir ao céu. Ele disse: “Não tem maior amor, do que dar a vida por outro irmão” e assim por meio deste texto, começou a citar os santos a que ele “as vezes pede interseção” e segundo ele estão no Céu. ; São Gandi, São Martin Luter King, entre outros. Espero eu que eles estejam no Céu, mas pergunto: eles são santos mesmos?

Lá uma das integrantes do Grupo: Cantores de Deus afirmou que todos somos iguais e que todas religião levam a Deus, “todo rio corre ao mar”. O Pe. Zezinho afirma que seu programa é calcado nas palavras que não passam, a Bíblia o catecismo e a posição oficial da Igreja no momento! O que isso quer dizer? Que transformação a Igreja Católica está sofrendo, para agora unir-se a outras igrejas? Mandei um e-mail para eles (do programa) mas não me retornaram, e acredito que não irão dar resposta.

Um grande Abraço.
Eli.

Muito prezado Eli, Salve Maria.

Você vê bem a que absurdos leva o ecumenismo e o igualitarismo.

Falar em “São” Ghandi e em “São” Martin Luther King é uma piada. Isso faz parte daquilo que impõe o naturalismo: que a Igreja aceite que há “santos” por mera filantropia, isto é , por puro amor ao homem e não por amor a Deus.

Ademais, Ghandi não amou, de fato, os homens, pois foi um admirador de Hitler, a quem considerava como um dos maiores homens de nosso tempo. Era um seguidor de religiões diabólicas e foi um dos responsáveis pela guerra entre a Índia e o Paquistão, por causa das vacas que os paquistaneses comiam e que os bramanes adoram, e por causa da Cashemira.

Luther King era um indivíduo ligado às lutas raciais, nas quais sempre houve muita infiltração marxista. Os odiosos maus tratos e os absurdos preconceitos dos protestantes americanos contra os negros foram infelizmente explorados pelos marxistas, para acirrar as lutas entre negros e brancos.

Que o tal padre Zezinho reze esses falsos “santos”, é uma prova da falsa espiritualidade e da pouca fé desse padre.

Todos os rios correm para o mar, que é um abismo amargo. A Igreja faz subir ao céu.
Usar a métafora dos rios para dizer que todas as religiões salvam é colocar a Igreja Católica ao nível das falsas religiões.

Se isso fosse verdade, seria indiferente se deixar levar por um rio ou outro, já que todos chegam ao mesmo fim. É o erro do INDIFERENTISMO, condenado pelos Papas em vários documentos. Por exemplo, esse erro do INDIFERENTISMO foi condenado por Pio IX, no Syllabus, ao reprovar as seguintes teses:

Erro 15: “Todo homem é livre para abraçar e professar a religião que, guiado pela luz da razão, tiver como verdadeira” (Denzinger, 1715).
Erro 16: “Os homens podem encontrar no culto de qualquer religião o caminho da salvação eterna e alcançar a eterna salvação” (Denzinger 1716).
Erro 17: “Pelo menos deve-se ter fundadas esperanças acerca da eterna salvação de todos aqueles que não se acham, de modo algum, na verdadeira Igreja de Cristo” (Denzinger 1717).
Erro 18: “O protestantismo não é outra coisa que uma forma diversa da mesma religião cristã e nele, do mesmo modo que na Igreja Católica, se pode agradar a Deus” (Denzinger 1718).

Quem defende essas teses é condenado pela Igreja.

E sobre a união da Igreja Católica — única esposa de Cristo — com as falsas religiões, devemos perguntar: que união pode haver entre a esposa e as concubinas? Entre a verdade e o erro? Entre a luz e as trevas? Entre Cristo e Belial?

Um abraço de seu amigo
sempre in Corde Jesu,
Orlando Fedeli.

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