Montfort Associação Cultural

16 de dezembro de 2011

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Igualdade na ignorância, fruto da Revolução Francesa

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Adolfo de Oliveira
  • Localizaçao: Petrolina – PE – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Contador
  • Religião: Católica

Gosto muito de História, e sei que aquilo que estudamos em cursos do primeiro e segunda Grau são inverdades que nos são impigidas. Tolo se continuarmos acreditando!!!
Apesar de não concordar com o ponto de vista do senho Fedellis, gosto de ler seus artigos um pouco “inflamados” ao defender a Igreja Católica(é a sua religião!). Mas, neste artigo, para mim ficou a impressão de sectarismo e um certo preconceito social ao defender a aristocracia, que não devia se igualar aos “inferiores”!!
É certo que a revolução francesa teve seus excessos e erros clamorosos, mas, acredito que foi a base da liberdade hoje desfrutada por todo mundo livre. Uma época – marcada por execuções, paixões acima do bem comum, violência contra a população – “o povo”, muito sangue correu no período! Mas, me diga, qual o movimento seja ele religioso, ou secular, que ao promover reformas não se utilizou de métodos nem sempre pacíficos? Apesar do senhor não gostar, mas, creio que foi uma conquista do povo – não só francês, a Liberdade, Igualdade e Fraternidade!!! Quando deixaram de misturar religião com politica – pelo menos no papel – fazendo com que o estado passasse a ser laico, grande conquista! A História da Humanidade, no geral, é feita de traições, sangue, muito sangue, como ainda ocorre nos dias de hoje.
No mais, gosto de “saborear” seus artigos, excelentes, muito embora não concorde com seus pontos de vista, o que não me impede de admirá-lo.
Apesar de ter sido “obrigado” a colocar uma religião, não sigo nenhuma delas, me considero um pensador livre, sempre em busca da verdade que acredito estar dentro de cada um. Coloquei a religião católica por ter nascido nela, e cumprido todos os sacramentos “obrigado”, até quando deixei de estar sob a autoridade de meus pais!
Meu muito obrigado pela sua atenção, desejo-lhe um feliz 2009 e que a Paz esteja com todos!

Data 05.01.2009

Muito prezado Adolfo,
Salve Maria.

     Muito obrigado por suas palavras de elogio pessoal. Mas a verdade que defendo é que merece elogios, adesão e devoção. 
     Ao receber elogios pessoais, lembro-me de Jeus a quem os judeus saudavam dizendo “Salve Mestre, advinha quem te bateu”.
     Você se diz livre pensador e repete o que a mídia diz da Igualdade, da Liberdade e da Fraternidade.  

     A Fraternidade foi quem montou a guilhotina.

     Liberdade de pensar, hoje, significa repetir como papagaio o que a mídia é paga para repetir até o povinho e os intelectuais decorarem como verdade. A Liberdade de pensar está atrelada à propaganda que impinge essas “idéias” revolucionárias que não passam de slogans.
     Liberdade da Revolução Francesa, hoje triunfante, é a liberdade de burrico de olaria que vai  “sempre para a frente”, trotando continuamente em círculo, fazendo girar o eixo a que está acorrentado.
     Hoje, graças ao triunfo da Revolução Francesa, só há liberdade para a mentira e para o crime. 

     E a Igualdade é um mito. Peço-lhe que leia meu estudo intitulado Igualdade e Desigualdade: considerações sobre um mito. Nesse estudo, cito inúmeras provas da desigualdade de direitos. Foi Deus que nos fez semelhantes. Portanto, não iguais.

     Uma vez, num colégio em que dava aulas, uma professorinha muito ignorante, me desafiou, dizendo-me: “Somos iguais”.
     Respondi-lhe respeitosamente:  “Professora, somos diferentes”.
     Ela não me deixou dar argumentos e insistiu teimosa: “Somos iguais”.
     Não era um argumento. Era uma teima. Respondi-lhe: “Professora, se fôssemos iguais teríamos a mesma opiniâo”.
     Houve risos, e ela se calou. Mas duvido que tenha entendido. Ficou lá pensando… 
     Hoje ela deve ser do PT. 

     O mesmo lhe digo, se fôssemos iguais pensaríamos igual.
     Mas, como você se manifesta com respeito, peço-lhe que, antes de teimar, leia no estudo citado, as provas de que Deus nada fez igual e que foi sua Sabedoria que nos fez diferentes como explica São Tomás.

     Não há ordem na igualdade.
     Repare que desordem a igualdade da Revolução Francesa trouxe ao mundo. Pois só é possível por em ordem coisas diferentes.     

     Meu caro, até a ignorância dos igualitários comunistóides do PT é diferente daquela dos igualitários bolivianos sequazes do Evo Morales.
     E você acha, por acaso, que possa existir sabedoria igual à do Lula?
     O Chávez não concorda. Para o Chávez, sabedoria igual a dele, Chávez, não existe. E, enquanto o Chávez se auto contempla, o Lula, que não sabe de nada, sacode a cabeça, lamentando a ignorânicia sem par do Chávez, que não sabe que é de Brasília que se irradia a Luz para o mundo. E logo dá uma sapientíssima entrevista, provando que “nóis” é que somos o maior. 

     Será que você compreendeu, então, que sempre uma aristocracia domina o mundo.
     Hoje, graças à Revolução Francesa, reina a Igualdade.
     Na sabedoria… metalúrgica brasileira. Na sabedoria, mineralógica, boliviana. Na inteligência, militarista, da Venezuela.

     Tempos felizes os nossos.

     E lá vem o Obama, com Hilary e Clinton a tiracolo, para completar a sabedoria do mundo atual.
     Cósmica.
     Vivemos uma Revolução cultural!

     E saiba, meu caro, que por ser filho de operário, por ser oriundo do povinho mais simples, admiro a Nobreza verdadeira. E, por isso mesmo, detesto os marquesinhos adúlteros de Versailles, aristocratas falsos cheios de fricotes e de berloques, que liam Voltaire e apoiavam Danton e Robespierre.
     O povo lutou contra a Revolução Francesa. Foram os camponeses que deram o maior contingente de vítimas para Madame “Guillotine”, que matando o povo, colocou no poder os sábios atuais, a aristocracia do dinheiro.

     Pergunte de onde vem, e onde se esconde o dinheiro do PT…
     Mensalão, mensalão! Quantas verdades se escondem em teus andrajos!…

     Liberdade, Igualdade, Fraternidade é o que defendem as sociedades secretas, a CNBB, e uma descendente da aristocracia lusitana que foi candidata a prefeita, e que teve sobrenome de um plutocrata ex imigrante italiano.

      Graças a Deus nem tudo é igual no mundo.
     Imaginou que chatice?!
     Aliás, não é preciso imaginar.
     Contemple o mundo atual.
     Que igualdade na ignorância, no vício, e no crime.
     Nunca na História se atingiu horror igual.
     Batemos o record.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

 

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