Montfort Associação Cultural

24 de março de 2006

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Igreja vs. Espiritismo

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Cadubernar
  • Localizaçao: – Brasil

Prof. Orlando
Passo a seguir texto que li na Revista “o espirita” de minha cidade … sobre as “novas” idéias do Vaticano sobre o espiritismo.

Vaticano e Espiritismo.
O Vaticano Admite Consulta aos Mortos matéria transcrita da revista O Espírita, de Brasilia/DF, que, por sua vez, o transcreveu do Jornal O Popular, de Goiânia:

Há anos radicada na Europa, psicóloga goiana divulga a aprovação pela Igreja da comunicação com os mortos através de médiuns.
Oficialmente a Igreja Católica nunca admitiu o contato com os mortos, como prega a doutrina espírita. Nem mesmo a atividade de médiuns e paranormais, até há bem pouco tempo, era levada em consideração pelos religiosos. Essa opinião mudou. Através do jornal Osservatore Romano, órgão oficial da Igreja com sede em Roma, em edição de novembro de 1996, o padre Gino Concetti concedeu uma entrevista, depois reproduzida em outros periódicos, como os italianos Gente e La Stampa e o mexicano El Universal, revelando os novos conceitos católicos em relação às mensagens ditadas pelos espíritos depois da morte carnal. Padre Gino Concetti, irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, considerado um dos mais competentes teólogos do Vaticano, admite ser possível dialogar com os desencarnados. Segundo ele, o catecismo moderno ensina que “Deus permite àqueles que vivem na dimensão ultraterrestre enviar mensagens para nos guiar em determinados momentos da vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal, a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, desde que elas sejam feitas com finalidades religiosas e científicas e com muita seriedade”.

Alegria, a medida ditada pela nova cartilha da Igreja Católica deixou eufórica a espírita Terezinha Rey, psicóloga e ex-professora goiana, que reside há mais de 40 anos na Suíça. Ela é tradutora e divulgadora do texto do padre Gino Concetti. De férias em Goiânia, faz a divulgação desse material. Terezinha diz que as novas opiniões dos católicos a respeito da doutrina pregada por Allan Kardec é uma questão da evolução natural das coisas. “Tenho um grande respeito pela Igreja Católica e creio ser oportuna esta revisão de suas opiniões sobre o espiritismo”, afirma ela, que preside um centro espírita em Genebra, freqüentado por centenas de pessoas.
Terezinha considera importantes as pregações do padre italiano porque tiram a culpa dos católicos por procurar os espíritas em busca de contatos com seus entes queridos. “Conheço padres na Europa que são médiuns”, revela a professora, citando como exemplo o padre Biondi, capelão dos jornalistas de Paris. Fundadora do Instituto Pestalozzi, Terezinha Rey foi para a Suíça em 1957 para fazer um doutorado em psicologia. Lá conheceu o renomado professor Andre Rey, um dos criadores da psicologia clínica, e acabou ficando em Genebra, onde também foi aluna da professora Helene Antipoff, educadora de grande prestígio no mundo inteiro. Hoje, paralelamente às atividades que desenvolve no centro espírita, faz palestras e organiza os arquivos científicos do marido.

Prezado senhor,
salve Maria !

Estranho muito essa notícia, porque a espiritista que a cita chama ora Gino Concetti de irmão, ora de padre, e depois informa que ele é frade franciscano. Isso mostra que a tal espírita não conhece muito da religião católica.
Mas, suponhamos que o tal Gino Concetti tenha, de fato, escrito as loucuras que ela cita sobre a possibilidade e a liceidade de comunicação com os mortos. Suponhamos mesmo que seja verdade que essa loucura saiu estampada no “Osservatore Romano”.
Isto não invalida a condenação da Sagrada Escritura que afirma abominável a consulta aos mortos:
Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te há de dar, guarda-te de querer imitar as abominações daquelas gentes. Não se ache entre vós (…) quem indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina todas estas coisas…” (Deuteronômio , XVIII, 9-12).
Se Deus condenou como abominação consultar os mortos, de nada vale o que diz o tal padre Gino Conccetti. Nem o Osservatore Romano é superior à Sagrada Escritura.
Vale, sim, o que a Igreja sempre ensinou com o texto da Sagrada Escritura: é uma abominação invocar as almas dos mortos.
E esta condenação do que faz e recomenda o espiritismo jamais poderá ser levantada.
In Corde Jesu, semper, “

Orlando Fedeli

*** 

Leia também:
:: Igreja vs. Espiritismo – 2

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