Montfort Associação Cultural

16 de setembro de 2004

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Hóstia Sagrada e pão ázimo

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: João
  • Localizaçao: Santana – AP – Brasil

Um Abraço a todos!

Primeiramente parabéns a todos que fazem parte da organização deste site, que aprofunda o conhecimento de Cristo e de nossa Igreja Católica.

Gostaria de saber em que dado momento histórico, houve a mudança dentro da Igreja Católica da ultilização da Hóstia em lugar do pão azimo, se possível seu contesto histórico, pois esta é uma dúvida que uma colega de pastoral suscitou e que as pessoas presentes não conseguiram responder. Ficarei agradecido se vocês me auxiliarem.

Atenciosamente,
Júnior. Santana-AP.

Prezado João, Salve Maria.

Muito obrigado por seu apoio, que vem nos incentivar em nossa luta pela defesa da Igreja Católica Apostólica Romana.

A respeito da pergunta que você me coloca sobre o uso do pão ázimo, tenho a citar-lhe o seguinte:

“Há sido sempre um uso antigo na Igreja que os fiéis oferecessem o necessário para o serviço divino e sobretudo o pão e o vinho, que são a matéria rigorosa do sacrifício.
Contudo, essas ofertas desapareceram desde o século XI, uma vez que o clero preferiu que os pães utilizados no altar fossem preparados à parte e com o maior cuidado. Assim, ficou o costume dos cristãos dar doações com as quais o clero preparava o necessário para o culto do Senhor.

A respeito do pão há de ser de farinha, ázimo e que tenha marcas que o distinga do pão comum e ordinário.
O pão ázimo funda-se em N. Sr. Jesus Cristo que celebrou a Eucaristia depois de haver comido o cordeiro pascal da lei mosaica. Desde que este cordeiro fosse imolado não se permitia comer nem conservar pão com levedura (fermento). Esse pão representava mais vivamente a suma pureza de Deus, que oferece, e a santidade que exige a recepção deste terrível mistério, segundo as palavras de São Paulo: “Comamos, não o trigo antigo, senão os ázimos de sinceridade e de verdade.” (1 Cor 52).

No século XI, a Igreja ordenou que na Missa não se utilize outro pão senão aquele sem levedura. Contudo, deu liberdade para que o rito grego continuasse a consagrar com pão levedado, posto seja uma questão acidental, determinado tão somente por um preceito eclesiástico.

Quanto à forma do pão eucarístico, o Papa São Ceferino (séc. III) os chama de “coroas” por causa de sua forma redonda: fazia-se expressamente para a Eucaristia e se vê por muitas antigas estampas que neles se imprimia o sinal da Cruz”.
(“La Santa Misa – Ediciones Rialp – Madrid – 1975″ – Autor: Anônimo – a citação encontra-se no Cap. III – Tercera Parte del Sacrificio – De la oblación o principio del sacrificio” Pg. 211 – 224s)

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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