Montfort Associação Cultural

15 de janeiro de 2011

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Horrores na diocese de São José do Rio Preto – SP

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Católico E Muito Indignado
  • Localizaçao: São José do Rio Preto – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Religião: Católica

Caro Sr. Orlando
Salve Maria!

Gostaria inicialmente de manifestar meus votos de apoio ao vosso site e ao trabalho que o Sr. se propôs a realizar. Sempre estou lendo os artigos e as cartas e confesso foi a partir daí que consegui sanar muitas dúvidas e estou a cada dia aprendendo sobre a Santa Igreja Católica. Fui batizado na igreja católica mas nunca a frequentei, só nos casamentos e missas de 7º dia.

 
Há pouco tempo tive alguns problemas sérios (que prefiro não relatá-los publicamente) e decidi ir para a Igreja. Na época eu estava me afundando no espiritismo e por Misericórdia Divina Deus me deu a oportunidade de voltar, exatamente como na parábola do Filho Pródigo, ou seja, eu estava me sujando de lama no espiritismo.
Encontrei um amigo e disse a ele que queria dar um basta naquilo tudo e ele me levou ao grupo de oração da RCC na paróquia perto de nossa casa. Me acolheram bem e conversaram bastante comigo, disseram que eu teria que procurar um sacerdote e me confessar e que deveria confessar frequentemente e ir às missas e se possível ir também ao grupo de oração. E todas as semanas eu me reunia com uma pessoa do grupo que me acompanhava nesse caminho na igreja. E assim minha vida mudou.
Hoje vou as missas todos os dias, confesso a cada 15 dias, tenho por devoção o rosário, mas sempre gosto de rezar também o ofício de nossa senhora, a ladainha, novenas, enfim, muitas coisas belas e boas que nossa Igreja nos oferece. Vou também nos encontros da RCC e outros encontros promovidos pela Igreja.
Também no Grupo de Oração aprendi sobre a Consagração a Nossa Senhora segundo São Luis Maria Grignion de Montfort. O grupo de oração ja orientou a Consagração de mais de 150 pessoas de diversas paróquias da cidade, pois na nossa diocese essa devoção só é divulgada pelo grupo de oração e o padre da paróquia também a aceita e incentiva. A maioria dos padres da diocese disseram-nos que essa devoção é uma coisa ultrapassada, e alguns “nunca ouvi falar”.
O grupo de oração também promove diversas outras atividades na paróquia e seus membros participam da maioria das pastorais da paróquia.
Também ali foi me orientado que deveria estudar os documentos da Igreja, principalmente a respeito da Eucaristia, o bem mais precioso da Igreja. Enfim quero relatar isso para dizer que a RCC me ajudou no meu retorno a Igreja e me apontou por onde aprender. Passado algum tempo e estudando algumas coisas, comecei a perceber muitas diferenças entre os grupos de oração. Em encontros na Cançao Nova, por ex, quando me perguntavam como era nosso grupo de oração e eu explicava, as pessoas se espantavam e eu mais ainda por perceber que esses outros nada faziam, ou seja, achavam que era só aquela reuniao uma, duas vezes por semana e nada mais. Eu aprendi que não é assim. Precisa-se trabalhar e seguir os mandamentos, orar, enfim, não é fácil.
Então Sr. Orlando, comecei a notar muitas coisas que contradizem o que a própria RCC ensina. Não só eu, mas muitas pessoas do grupo de oração. No entanto, isso não é só nesse movimento. Percebi também na Legião de Maria, no Apostolado da Oração, nos Vicentinos (o sr. acredita que na minha Diocese que é a de São José do Rio Preto tem a paróquia São Vicente de Paulo e que nessa paróquia não existe a pastoral dos Vicentinos! a paróquia é de São Vicente e não tem a pastoral dos Vicentinos… é igual ir na farmácia e lá não ter Doril…
Analisando, lendo, aprendendo sobre a Igreja, consigo perceber diferenças nos sacerdotes, aqueles que verdadeiramente amam os mistérios da Igreja. Por ex., nessa paróquia de São Vicente o Frei Francisco (discípulo do padre Mosconi – das Santas Missões Populares) fez ostensórios de ISOPOR para colocar a Eucaristia para ser adorado nas casas das pessoas. E nesse fim de ano foi passar as férias em Búzios acompanhado de uma paroquiana. O Sr. imagina um padre de sunga em Búzios olhando para (XXXXXX)??? Será que é penitência isso??? Ah! Só para lembrar, esse mesmo Pe. Mosconi no primeiro encontro Diocesano das Santas Missões Populares aqui na Diocese de São José do Rio Preto – SP disse no microfone que o Demonio não existe, que o Demonio como ser espiritual não existe. O demônio é o desemprego, a violencia, a inflação, a depressão, etc…
Daí, sr. Orlando, comecei a ler sobre a Missa e realmente entendi que a Missa é a representação do Calvário (se eu estiver errado o sr. me oriente, por favor) e que o que erradamente chamam de Missa Carismática está longe de ser a representação (ou atualização) do calvário. Eu não conheço a Missa Antiga, essa que o nosso Papa ordenou ao Institudo Bom Pastor celebrar e confesso que gostaria muitíssimo de participar dela. O que me entristece, sr. Orlando é que somente as pessoas que buscam a santidade e procuram se sacrificar para viver o evangelho conseguem amar e entender o significado dessas coisas. Nesse grupo de oração que eu citei, tenta-se explicar isso e graças a Deus muitas pessoas conseguem entender.
Então o que eu queria dizer ao Sr. é que não importa por qual caminho a pessoa entre na Igreja, o que não pode é ficar estagnada, tem de procurar aprender sobre a Igreja, seus ensinamentos e colocá-los em prática na sua vida. Tem de amar a Igreja e amar Cristo. Hoje eu não aceito de forma alguma um protestante sequer falar uma palavra má da Santíssima Virgem.

Gostaria, sr. Orlando de que o sr. me orientasse em algumas coisas:

1 – O sr. acha correto dizer em questão da obediência, no caso para um sacerdote que nós obedecemos desde que esteja de acordo com os ensinamentos da Santa Sé?

Explico: na paróquia Sta. Terezinha de minha diocese, a de São José do Rio Preto – SP o padre Marquinhos se recusa a seguir o que a igreja ensina na administração do sacramento da Eucaristia, e disse: o Bentinho não tá com nada.

As homilias que ele faz são rebuscadas de teologia, percebe-se que ele jamais pronuncia as seguintes palavras: pecado, perseverança, obediência, mandamentos, demonio, mal, sacramentos, etc…. ele é light, no final da homilia o sr. se pergunta: O que ele disse mesmo? e ainda percebendo o espanto das pessoas diz que se baseou nos ensinamentos do Papa Bento XVI, o mesmo que ele chama de Bentinho. Do demonio fala o mesmo que o Pe Mosconi fala. Contesta o Magnificat, enfim, vem com a teologia barata dele agradando àqueles que querem sempre uma desculpa para não mudar de vida.
Há algum tempo esse mesmo padre Marquinhos estava na paróquia Santo Expedito, onde por problemas morais foi afastado e mandado para uma cidadezinha aqui perto. Porém o estrago já estava feito, um casal veio a se divorciar por causa disso.

1 – Eu pergunto quem nos socorre nesse momento?

Outra coisa: proibiram na paróquia divulgar a Consagração a Nossa Senhora e tivemos que levá-la para outra paróquia em que um sacerdote nos acolheu e permitiu divulgá-la.

O Diretor do Seminario da Diocese realiza missas afros com pessoas dançando pela igreja, batendo bumbos e fazendo uma coreografia que lembra os terreiro de candomble….

2 – Quem nos defende desses abusos? Onde eles se baseiam para isso?

E sr. Orlando, o que vem a ser essas Santas Missões Populares? As boas e raras paróquias de minha cidade não apóiam e eu não me interesso nem um pouco. Qual o fundamento delas? Esse pe Mosconi, o sr. já leu alguma coisa dele? Se leu, pode me orientar a respeito?

Meu amigo ao se confessar com o Padre Irineu, Vigário da Diocese peguntou: Padre, (XXXXXXXX) é pecado? Ele disse que não sabia, que pode ser que sim e pode ser que não, – Como um sacerdote pode ter essa linguagem dupla?

3 – E se ele disse que não, a quem vai o pecado? Deve-se confessar com outro padre para tirar a dúvida?

Nas questões da má administração do sacramento ou na sua negação, por ex., na Paróquia Santa Terezinha da Diocese de São José do Rio Preto – SP o padre disse que não era pra comungar de joelhos e que nao precisava disso. Mas as pessoas que o fazem, o fazem por respeito, amor e por entender que o que vão comungar é o corpo e osangue do Cristo….

4 – A quem recorrer se o Bispo tb faz cara feia para quem comunga de joelhos?

Será que falta amor?

Um padre achou ruim que eu disse que meus pais me levaram para batizar para que eu levasse uma vida justa e santa e não de pecados…..disse que o mundo mudou muito….

Gostaria para encerrar, dizer que fiquei sabendo que em Sao Paulo há a missa antiga, o sr. poderia me informar quando e onde?

Gostaria de dizer que aprecio vossas explicações e indiquei o site a um padre que também gostou demais e o tem estudado.
Meus amigos do grupo de oração também o estão acessando e compreendem a sua explicação e estao de acordo com os abusos que ocorrem na RCC. também não concordamos com isso. Procuramos dentro do que podemos, orientar e ser exceção a essa regra.
A parte de Teologia eu tenho procurado estudado e gostaria que o Sr. me indicasse um bom livro sobre a Eucaristia.

Sr. Orlando ora pela intercessão da Bem Aventurada e Virgem Mãe de Deus em todos os assuntos de sua vida…

Muito Grato

Ah! Gostei muito de sua resposta ao Felipe Aquino no caso do Instituto Bom Pastor. Não é pecado errar, mas é uma característica de quem busca a santidade quando apontado seu erro, reconhecer que errou e ser humilde em se desculpar…

Data: 18 Maio 2007


 
Muito prezado ”Católico”,
Salve Maria.
 
     Inicialmente tenho que agradecer suas palavras de louvor e apoio ao site Montfort. Deus lhe pague e reze sempre por nós que estamos na luta pela defesa da Fé.
     
     Sobre a Missa e a eucaristia recomendo-lhe muito o livro de São Leonardo de Porto Maurício, “Excelências da Santa Missa“. Esse é um pequeno opúsculo fácil de encontrar em livrarias. Livrinho que é uma maravilha.
 
     Dou graças a Deus que você tenha se livrado das heresias do espiritismo. Que Nossa Senhora o guarde e o conserve para sempre longe de todo erro e de todo o mal. Recorra sempre a Ela que a nossa guardiã contra todas as ciladas do demônio.
 
     Você fez coisa excelente se consagrando a Nossa Senhora pelo método de São Luis de Montfort. Só posso louvar o trabalho desse grupo que o acolheu por divulgar a devoção a Nossa Senhora conforme o método de São Luis de Montfort. Continuem a fazer isso sempre. E que bom que haja um padre que os apoia nesse trabalho. Graças a  Deus vocês não são como os demais grupos da RCC
     Repare que muitos grupos, na Igreja, hoje, são só de fachada católicos. Assim como você bem notou que haver uma paróquia de São Vicente de Paulo sem movimento vicentino é como haver uma farmácia sem remédio, percebe-se que esses grupos são católicos só de fachada. Só de nome. Infelizmente.
 
     E que horror você me conta do tal Frei Francisco e de Padre Mosconi! (que não conheço e do qual nada li) Imagine-se: ostensórios de ISOPOR!
     Esses são maus pastores que escandalizam e ensinam erros doutrinários destruidores de toda fé.
     
     Permita-me corrigir uma palavra que me escreveu
     A Missa não é a representação do sacrifício de Cristo no Calvário.
     Ela é a RENOVAÇÃO do sacrifício de Cristo no Calvário. Na missa, CRISTO MORRE MISTICAMENTE ATUALIZANDO O SEU öNICO SACRIFÍCIO DO CALVÁRIO.
 
     Esse Padre Marquinhos que afirma contra o Papa Bento XVI que “o Bentinho não tá com nada”, é um rebelde contra o papa. Se ele não obedece ao Papa, porque se deveria obedecer a Padre Marquinhos?
     E se ele critica o Magnificat, ensina erros graves contra a Fé e dá escândalo, faça uma denúncia de tudo isso ao Bispo local, e mande uma cópia da denúncia ao Núncio Apostólico no Brasil, Sua Excelência Revdma. Dom Lorenzo Baldissieri, que certamente tomará as providências cabíveis.
     E denuncie também Frei Francisco por seus ostensórios de Isopor.
     Denuncie também o Diretor do Seminário com suas sacrílegas Missas afro.
 
     Um abraço bem amigo.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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