Montfort Associação Cultural

25 de fevereiro de 2005

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Honestidade intelectual e mais-valia marxista

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Claudia Fuentes
  • Localizaçao: Québec – Canadá
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Religião: Católica

Comentario à respeito da resposta à carta do sr. Ivair intitulada “Teologia da Libertaçao e Renovaçao Carismatica Catolica”

Gostaria reagir à respeito do que parece à meu ver ser um erro muito grande, sobre a questao da mais-valia. O que impulsiona o meu gesto é, em boa parte, um sentimento irrepressivel de indignaçao quanto à explicaçao possivel da origem desse erro. Heis aqui, para começar, o trecho em questao:

“Que haja empresários capitalistas que atuam de modo contrário à justiça e a moral cristã é evidente. Porém isso não justifica a doutrina falsa da mais valia. É falso que o valor de algo provenha apenas do trabalho realizado. O material empregado, o capital e as máquinas utilizadas, a qualidade da execução de uma obra, o valor pessoal que se dá a algo, são alguns fatores que a doutrina de Marx não considera.”

É possivel que um tal erro proceda apenas da ignorância. Nesse caso, sugiro ao autor que, antes de escrever sobre o assunto, tenha a delicadeza de se informar sobre a questao, consultando ao menos algum dicionario qualquer de ciências sociais, afim de entender simplesmente a definiçao do conceito de mais-valia, que, por definiçao (saliento) compreende intrinsecamente um aspecto imoral, segundo o cristianismo (ou seja, a apropriaçao da parte do beneficio obtida pelo esforço do trabalhador, uma vez calculada e retirada da equaçao a parte dos investimentos necessarios à obtençao e manutençao dos materiais, maquinas, etc. Em outras palavra, appropriaçao do bem – força de trabalho – de outrem = roubo).

Infelizmente a tese da ignorância me parece pouco provavel, isto por duas razoes: primeiro, pela relativa simplicidade do conceito, pelo seu carater evidente, simples: nao ha espaço à muita ambiguïdade no conceito da mais-valia, ela é por definiçao (saliento) a apropriaçao do valor obtido graças ao trabalho de outrem, nao vejo onde se possa encontrar matéria à discussao ou à mal-entendidos: ela é por definiçao um elemento objetivo de uma equaçao matematica. As discussoes, as interpretaçoes, sejam elas politicas ou filosoficas, podem vir depois, sobre como pode ela ser distribuida, por exemplo, sobre o carater cultural ou natural de praticas do tipo, etc., mas nao sobre a definiçao de um conceito tao elementar como esse.

A segunda razao pela qual a tese da ignorância me parece improvavel, é a dificuldade que eu tenho de imaginar que uma pessoa que, se bem entendi, criou ou gera um site como este, onde abundam tantos textos entre os quais muitos sao pertinentes, trabalhados e manifestam em todo caso (queira esteja eu ou nao de acordo com eles) um espirito critico, um esforço de analise pessoal, e, pela variedade dos textos e dos assuntos discutidos, uma curiosidade intelectual estimulante, e portanto, uma certa erudiçao, me parece pois improvavel que uma pessoa com tal cultura geral desconheça o sentido de um conceito tao basico como o da mais-valia.

Nesse caso, o fato que o sr. pretenda identificar o conceito de mais-valia à uma “doutrina” (invés de reconhecê-lo como un instrumento conceitual, largamente utilisado em ciências sociais independentemente da ideologia do autor) me parece tendenciosa; o fato que o sr. afirme que “O material empregado, o capital e as máquinas utilizadas, a qualidade da execução de uma obra, o valor pessoal que se dá a algo, são alguns fatores que a doutrina de Marx não considera” é falso (visto que a diferença entre o valor mercantil do produto e a mais-valia reside precisamente nesses elementos mencionados, a mais-valia sendo exatamente o valor adicionado à esses fatores pelo trabalho realizado, o que vem pois invalidar sua outra afirmaçao segundo a qual “É falso que o valor de algo provenha apenas do trabalho realizado.”), e o carater errôneo de tais afirmaçoes, se nao vier da ignorância, as tornam engano, de aparência voluntaria e, nesse caso, mentiras.

Espero sinceramente que a minha impressao seja um equivoco, pois no caso contrario, tal grau de deshonestidade intelectual, da parte de um cristao especialmente, seria nao somente revoltante, mas à meu ver muito triste.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertara” (Joao 8:32) À meu ver, essa é a base da libertaçao, nao o comunismo (inclusive, o fato de confundir as duas coisas é em minha opiniao outro engano que pode também provir de intençoes diversas). Muitas afirmaçoes difamatorias e à meu ver tendenciosas, nesse artigo, mereceriam (provavelmente bem mais do que este ponto sobre a mais-valia) resposta, quem sabe ulteriormente venha eu atender à esse chamado. Espero profundamente que o sr. possa aceitar, fraternalmente, o meu pedido mais sincero de perdao no caso em que a minha interpretaçao de suas intençoes tenha sido equivoca, e que assim o tenha ofendido, o que nao é de modo algum o meu desejo nem a minha intençao. Mas a verdade que aflora do meu coraçao, bem pessoalmente, é que, enquanto uma afirmaçao equivoca em um instrumento de midia como este é uma pena, um engano intencional et tendencioso provindo da deshonestidade intelectual é hediondo e, para mim, intoleravel.

Na medida em que o amor nao é sempre doçura:

paz e amor em Cristo,

Claudia Fuentes

(P.S.: sinto muito pela pontuaçao e provavelmente também pela ortografia, escrevo desde o Canada onde o teclado nao inclui todas as opçoes de pontuaçao do português)

Muito prezada Cláudia,
Salve Maria!
 
    Deixe-me, em primeiro lugar, agradecer sua carta.
    Fazer isso é de obrigação, pois toda carta é como um convite a uma refeição, e, por vezes, a um banquete. Pois se nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus, uma carta, ou nos traz essa palavra de Deus, e é então um banquete excelente, ou, por seus erros, nos leva a meditar nessa palavra, para refutar erros que nos mandam. E, nesse caso, a carta cheia de erros é uma simples sopa, que indiretamente nos faz pensar no banquete da palavra de Deus.
    Sua carta não me oferece um banquete. É  uma sopinha.
    De modo que considero sua carta um convite para meditar, indiretamente, por contraste, na palavra de Deus, tal como só a doutrina católica a expressa.
    De qualquer forma – “comunque”, como dizem os italianos, usando uma palavra iridescente de significados – “comunque”, muito obrigado.
           
    Tanto mais que você, muito educadamente, se preocupou até em me pedir perdão por uma pequena falha material, da qual você não tem nenhuma culpa: os erros de digitação de sua missiva, causados por um teclado sem os acentos próprios da grafia portuguesa. Desculpa-se, você, dessa falha insignificante, que não é de sua responsabilidade, dizendo-me num delicado Post Scriptum:
 
(P.S.: sinto muito pela pontuaçao e provavelmente também pela ortografia, escrevo desde o Canada onde o teclado nao inclui todas as opçoes de pontuaçao do português)
 
    Estando você no Canadá, não há de que pedir desculpas.
    Isso é como coar um mosquitinho que caiu numa sopa.
    Não tem importância.
 
    Entretanto, a substância da sopa que você me oferece é que merece análise.
 
    Você se sente indignada pelo fato de que ataco a mais-valia marxista:
 
O que impulsiona o meu gesto é, em boa parte, um sentimento irrepressivel de indignaçao quanto à explicaçao possivel da origem desse erro”.
 
    Delicadamente ainda, você procura um meio de explicar o “erro”  de que me acusa – não aceitar a mais-valia de Marx – dizendo-me que não quer ver em minha posição um alto grau de “desonestidade intelectual”, porque isso seria “revoltante” e a tornaria “muito triste”
 
“Espero sinceramente que a minha impressao seja um equivoco, pois no caso contrario, tal grau de deshonestidade intelectual, da parte de um cristao especialmente, seria nao somente revoltante, mas à meu ver muito triste”.
 
    Minha cara Cláudia, peço-lhe: não fique triste, e nem revoltada, depois de ter ficado indignada. Quero que fique apenas elucidada.
    E sua delicadeza vai mais além, pois que amavelmente me pede um perdão antecipado, caso tenha se equivocado em sua interpretação sobre minha intenção:
 
Espero profundamente que o sr. possa aceitar, fraternalmente, o meu pedido mais sincero de perdao no caso em que a minha interpretaçao de suas intençoes tenha sido equivoca, e que assim o tenha ofendido, o que nao é de modo algum o meu desejo nem a minha intenção”.
 
    Creia-me: não fiquei ofendido com sua carta.
    Só muito triste, ao constatar uma pessoa que se apresenta como católica –e tão delicada– acreditar na mais-valia marxista.
    O que é coisa bem maior do que um mosquito.
    Diria até que, se comparada com o minúsculo mosquito que você coou tão delicadamente, defender a doutrina da mais-valia comunista é engolir um camelo imenso.
    Camelo, mesmo.
    Aquele, que tem duas corcovas.
    Você admite ser possível que eu ignore o que é o camelo da mais-valia marxista. Pensa que eu – por ignorância e não por desonestidade intelectual (Como você é delicada e caridosa!) — o confunda com o dromedário.
    Aquele, que só tem uma corcova.
    E, para remediar minha ignorância camelística, você se apressa em me socorrer, atravessando as dunas do deserto imenso de minha ignorância, levando-me o cantil de água fresca da doutrina marxista, colhida num dicionário de ciências sociais.
    Pois você me escreve apressada e muito gentilmente:
    
É possivel que um tal erro proceda apenas da ignorância. Nesse caso, sugiro ao autor que, antes de escrever sobre o assunto, tenha a delicadeza de se informar sobre a questao, consultando ao menos algum dicionario qualquer de ciências sociais”.
 
    Deus há de lhe pagar, no dia do juízo, tanta caridade de intenção. Pois não está escrito que Jesus recompensará todo aquele que der um copo de água a seu irmão sedento?
    Entretanto, permita-me dizer-lhe algumas coisas antes de beber da água do cantil vermelhinho que você gentilmente me oferece.
    Você me afirma que, seu dicionário de Ciências Sociais, a mais-valia deve ser entendida como roubo:
 
 “afim de entender simplesmente a definiçao do conceito de mais-valia, que, por definiçao (saliento) compreende intrinsecamente um aspecto imoral, segundo o cristianismo (ou seja, a apropriaçao da parte do beneficio obtida pelo esforço do trabalhador, uma vez calculada e retirada da equaçao a parte dos investimentos necessarios à obtençao e manutençao dos materiais, maquinas, etc. Em outras palavra, appropriaçao do bem – força de trabalho – de outrem = roubo”.
 
    Deixe-me ver se entendi bem a posição sua tirada de seu dicionário.
 
    Mais-valia seria “a apropriaçao da parte do beneficio obtida pelo esforço do trabalhador, uma vez calculada e retirada da equaçao a parte dos investimentos necessarios à obtençao e manutençao dos materiais, maquinas, etc.”
 
    Esse texto é marxista.
    Quer dizer que o industrial teria direito apenas a recuperar o dinheiro que investiu.  O lucro além do que ele investiu seria roubo.
    É isso?
    Mas e o trabalho do industrial?
    E o risco do investimento?
    Seu dicionário condena o lucro como roubo.
    E me garante você que, segundo o cristianismo, o lucro seria roubo.
    Minha cara Cláudia, você viu quem é o autor de seu dicionário?
    Temo que ele se chame Stalin.
    Ou então Frei Boff.
    Aquele que largou a batina, e virou Genésio. E cuja Teologia da Libertação foi condenada pela Santa Sé.
    Minha cara, seu cantil contém água envenenada pela doutrina marxista.
    Sendo assim que significou seu cuidado em coar o mosquito?
    A mais-valia é um conceito marxista decorrente da idéia que só existe a matéria, e de que o único valor de algo fabricado está nas horas-trabalho necessárias para a sua fabricação.
    A mais-valia marxista considera que o salário é uma forma de alienação e de roubo, pois se o patrão cobra, pelo produto fabricado um preço maior do que o de horas trabalho empregadas para fazê-lo, ele estaria roubando o comprador. Caso ele, para ter lucro, pague ao assalariado um valor menor do que o das horas-trabalho, ele estaria roubando o operário. De toda forma, o lucro do patrão seria sempre o produto de um roubo, e todo proprietário que assalaria pessoas seria ladrão.
    Conseqüentemente, toda propriedade particular seria um roubo.
    Para Marx, então, sempre há exploração do patrão sobre o assalariado ou sobre o comprador, e toda propriedade particular seria ilegítima e ilícita.
    É nela que se fundamenta a doutrina marxista da luta de classes. Ora, tudo isso é condenado pelo bom senso.
    O bom senso demonstra que essa doutrina da mais-valia é um erro do tamanho de um camelo.

    A eliminação do lucro significa a eliminação de todo incentivo. E a eliminação do incentivo, causa a paralisação da economia. Por isso, os regimes marxistas são regimes geradores de miséria. De fome e de escravidão. 

    A URSS era faminta e miserável. O Chile de Allende era uma miséria. O Cambodge, a Angola e a Etiópia, que seguiram a doutrina marxista contrária ao lucro, foram regimes de fome. E estou citando apenas alguns dos desgraçados países que aceitaram a loucura da mais-valia marxista, para lhe comprovar que a mais-valia faz o homem valer menos.
    Será que preciso lhe falar da miséria cubana, de onde os felizes escravos de Fidel Castro, fogem como do inferno abençoado por Dom Arns?
    Minha cara, a realidade da História não lhe ensinou nada?
    Isso é ignorância de sua parte ou desonestidade intelectual?
    Fico indignado com sua teimosia que indica exatamente cegueira intelectual e muito triste por ver alguém se dizer católico e defender doutrinas materialistas como cristãs.
    E será honestidade intelectual você querer fingir que não vê esse camelo materialista—de duas corcovas — dentro da sopa da qual você delicadamente fez questão de coar o mosquitinho dos erros de digitação dos quais você não tem culpa?
    Pretendendo que eu não perceba a mentira da mais-valia, comprovada pela miséria que ela sempre produziu, você quer que eu não perceba um segundo camelo dentro da sopinha que você me envia: o camelo da mentira histórica.
    Pior do que me fazer querer engolir o camelo marxista, comunista – de duas corcovas — de sua sopa, é o pretender que esse camelo seja cristão.
    Pois a doutrina da mais-valia, aprovada por seu dicionário vermelhinho, jamais pode ser dita cristã, pois foi condenada pelos ensinamentos dos Papas.
    A Igreja sempre defendeu que a propriedade é um direito natural do homem, defendido explicitamente no sétimo e décimo mandamentos da lei de Deus.
    A igreja sempre defendeu que a desigualdade é um bem, e que capital e trabalho cooperam mutuamente para o progresso social. A igreja sempre condenou a luta de classes. A Igreja sempre defendeu a legitimidade do salário. A igreja sempre defendeu o direito do investidor ao lucro.
    Você quer provas do que estou lhe dizendo?
    Não vou usar dicionários marxistas, mas as encíclicas dos Papas, para provar-lhe que você engoliu um camelo de duas corcovas — Que digo? Um camelo nada. Várias! Uma caravana! –ao me chamar a atenção para sua gentileza educada de me coar o mosquitinho dos seus erros de digitação em sua carta, para que enganado pro sua gentileza, engolisse eu também seus camelos marxistas apresentando-os como cristãos.
    E isso não é leal. Isso sim que não é honestidade intelectual.
    A honestidade intelectual a obriga — já que você se diz católica – a conhecer a doutrina da Igreja católica sobre esses temas, tal como ela foi ensinada pelos papas.
    Veja, sobre o direito de propriedade particular:
    Sobre a cooperação entre capital e trabalho, assim como sobre a legitimidade de dar salários, assim como contra a luta de classes, mando-lhe alguns textos.
    Veja este diretamente contra a mais-valia, e afirmando que o salário não é de sua natureza injusto:
    Veja agora, o seguinte texto de Pio XI, condenando exatamente o que você me escreveu e defendeu:
    E agora Cláudia?
    Quem é o ignorante e quem é que tem desonestidade intelectual?
    Você tragou avidamente esse erro comunista, e quis passá-lo a mim, metido na sopa que você me enviou, para ver se eu engolia esse camelo vermelho de duas corcovas.
    Como você se apressou em pedir desculpas por erros causados por teclado inadequado—coou um mosquito –  e defendeu esse camelo marxista que você avidamente engoliu e procurou me impingir?
    Veja, minha cara Cláudia, que sua posição doutrinária é totalmente condenada por Leão XIII e por Pio XI.
    Será então que você considerará Leão XIII e Pio XI ignorantes ou intelectualmente desonestos ?
    Será que você recomendaria a esses Papas que lessem o seu dicionário vermelho ?
    Para matar um de seus camelos cito-lhe o que diz Pio XI sobre a maldade do comunismo.
    Depois de chamar o comunismo de “satânico flagelo” (Pio XI, Divini Redemptoris , n0  7), escreveu esse Papa:
 
“Intrinsecamente mau é o comunismo, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretendendo salvar a civilização cristã” (Pio XI, Divini Redemptoris, n0 58)..
 
    Se o Comunismo é intrinsecamente mau, os Teólogos da libertação dizem defender um socialismo cristão. Um socialismo rosicler. Aquele do seu camelo com fita de primeira comunhão
    Evidentemente, você foi envenenada pela Teologia da Libertação, e pretende ser possível um socialismo cristão, fundando-se em deturpações sobre a Igreja primitiva, e em exegeses econômicas da história de Moisés e do faraó.
    Saiba então que um socialismo cristão é impossível.
    Veja o que escreveu Pio XI sobre isso:
 
Católicos e socialistas têrmos contraditórios.
 
“E se este erro [do socialismo],  como todos os mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda-se, contudo, numa concepção da sociedade humana diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são têrmos contraditórios: ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, Quadragésimo Anno, n0 120).
 
    Você, Cláudia, defende a mais valia marxista. Por isso, você é socialista. Mas então não é católica. Ser católico com conceitos marxistas é impossível.
    Disse Pio XI que o comunismo é intrinsecamente mau. Por essa razão ele só pode produzir males, miséria, corrupção e crimes.
    O Gulag é filho normal do Comunismo, como Auschwitz é o filho lógico do socialismo nazista e criminoso. Porque também o nazismo era socialista.
    Ambos eram filhos do capitalismo. Ambos eram filhos do liberalismo, como ensinou João Paulo II em seu último livro que acaba de ser lançado.
    Socialismo e crime andam juntos. Os crimes são os frutos naturais do socialismo.
    Ensinou Pio XI que os crimes dos comunistas na Espanha na década de 1930, quando os rojos assassinaram cerca de 16.000 eclesiásticos (Padres e Bispos), eram frutos naturais e lógicos da filosofia marxista que você, Cláudia,  infelizmente adotou.
    Disse Pio XI: 
 
 “Não se pode dizer que tais atrocidades sejam fenômeno transitório, que sói acompanhar qualquer revolução de grandes proporções, excessos isolados de irritação, comuns a toda guerra. Não, eles são frutos naturais do sistema a que falta todo freio interior” (Pio XI, Divini Redemptoris, n0 21).
 
    Pio XI escreveu isso em 1937, quando ainda não se tinha conhecimento do Gulag soviético, nem de Auschwitz. Quando ainda não se dera o genocídio do comunista promovido por Pol Pot no Cambodge, nem se sabiam dos crimes dos comunistas chineses. E nem se fuzilava ainda no paredón de Fidel. E nem havia ainda Cardeais como Dom Arns que chamam o carrasco de Cuba de “Meu queridíssimo Fidel”, e pedem grosseiramente a renúncia do Papa João Paulo II. Porque pior do que o crime é a defesa dele.
    Vale a pena tentar meter um pouco de verdade numa alma que côa mosquitos e engole camelos?
    Cristo Nosso Senhor disse “Ái” de quem faz esse duplo jogo farisaico: fingir zelo por ninharias e fechar os olhos para grandes crimes.
    Mas, a verdade católica que floresce em minha alma me obriga a escrever-lhe estas verdades duras, pois que uma pessoa que se diz católica e defende o marxismo ou é por ignorância ou por não ter honestidade intelectual. E é intolerável ver alguém se dizer católico e marxista.
    Minha cara, leve para outro endereço sua caravana de camelos indigestos.
    Eles voltam para você com a carga bem pesada com a qual você mos mandou.
    Com eles, devolve-lhe suas acusações injustas e suas palavras indelicadas.
 
 Na medida em que o amor não é sempre doçura.
 
Perchè l´amore é quella cosa che ci fa fedeli”, como dizia Santa Catarina di Siena: O amor é aquilo que nos faz fiéis.
Sim, fiéis, a Cristo, ao Papa, e  á Igreja Católica, que não mente.
 
    E não a Marx. Ou a Boff.
    Passe bem

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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