Montfort Associação Cultural

2 de dezembro de 2004

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Hipnose

  • Consulente: José Pedro
  • Idade: 26
  • Localizaçao: Assis – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Religião: Católica

Prezados senhores, salve Maria!

Não sou psicólogo, nem estou estudando Psicologia. Mas tenho algumas dúvidas sobre Psicologia e Fé, mas precisamente entre hipnose e Fé.

Gostaria de saber o que a Igreja diz sobre a hipnose. Li em alguns artigos em várias fontes, que a Igreja apóia a hipnose para fins terapêuticos e clínicos, desde que bem aplicados. Mas que se for mal aplicada, é nociva.

Em que casos a hipnose seria uma ajuda, e em que casos é nociva?

***

Também gostaria de saber, o que a Igreja diz sobre as possesões. Como Ela avalia se é realmente uma posseção ou se é um distúrbio mental?

São essas as minhas dúvidas (por enquanto), pois sempre tenho dúvidas, mas não sabia onde recorrer. Agora, graças à Montort, posso recorrer, pois sei que sempre seguem o que diz a Igreja Católica Apostólica Romana.

Desde já agradeço, in Jesu et Mariae,

José Pedro

Carissimo José Pedro, salve Maria!

 A hipnose não deve ser usada nunca, pois ela age diretamente contra a vontade humana. Uma vez que a
pessoa se submeta à hipnose, ela estará, conscientemente, submetendo a sua vontade à outra pessoa.
   
   A hipnose, além de ser inócua para realizar uma cura fisica ou moral, é um método muito perigoso. Além de perigo de dano físico, fisiológico, psíquico e intelectual, constitui principalmente uma perigo moral. As pessoas mais susceptíveis à hipnose são ou histéricos ou os que sofrem de alguma neurose. Estes, pela hipnose, podem ser levados à loucura. O mecanismo cerebral é muito delicado, e a prática constante de hipnose pode tirar este mecanismo delicado do eixo. As sugestões hipnóticas estabelecem idéias e sentimentos, sentidos e razões em conflito, e viciam o funcionamento da mente.

  Portanto, o hipnotismo é perigoso, e uma prática moralmente detestável. No processo de sugestão o indivíduo aliena sua liberdade e sua razão, se submetendo à dominação de outro. Ninguém tem o direito de abdicar desta forma ao seu direito à conciência para renunciar seus deveres para com a sua personalidade. (Fonte, Hypnotism, Catholic Encyclopedia, http://www.newadvent.org/cathen/07604b.htm).

   Quanto a questão da possessão demoníaca, é melhor você consultar um padre exorcista, que é o mais indicado para lhe responder esta questão.

   Adianto-lhe contudo que a possessão demoníaca é real e é relatada várias vezes pela Bíblia. Algumas pessoas costumam dizer que os judeus na época de Cristo não distinguiam deficientes mentais de endemoniados, mas esta mentira rui à analise do próprio Evangelho, pois em Mateus IV,24 está escrito:

"E espalhou-se sua fama por toda a Síria, e trouxeram-lhe todos os que tinham algum mal, possuídos de vários achaques e dores, e os possessos, e os lunáticos, e os paralíticos; e (Ele) os curava."

Para saber um pouco mais sobre o assunto, consulte
http://www.newadvent.org/cathen/12315a.htm.

Auxilium Christianorum, ora pro nobis
Paulo Pedrosa

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