Montfort Associação Cultural

4 de abril de 2016

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Hierarquia dos instrumentos musicais

Autor: Fernando Schlithler

Enviada em:  20/03/2016
Nome: Lucas
Religião: Católica
Local: Salvador – BABrasil
Mensagem:

Lucas, Salvador

Salve Maria!

Eu gostaria de saber se há alguma hierarquia entre os instrumentos musicais. Há algum que seja mais elevado que os outros? Por quê? que se encontra no Youtube, no canal da Montfort.

Resposta:
Data:  04/04/2016
Prezado Lucas,
Salve Maria!

Podemos sim dizer que há uma hierarquia entre os instrumentos musicais. Como a ordem natural das coisas foi estabelecida por Deus com hierarquia – e estando a arte fundamentada nessa ordem – é normal que haja de fato uma hierarquia entre os instrumentos musicais.

O instrumento musical mais elevado e perfeito que existe é a voz humana. É natural que seja assim, pois ela é o único “instrumento musical” que não foi inventado pelo homem, mas criado pelo próprio Deus. Por isso, por ter uma causa mais elevada, é natural que seja o “instrumento” mais elevado.

A voz possui um timbre magnífico, a sonoridade mais doce e expressiva de todas. Ela apresenta uma grande variedade de tipos (soprano, mezzo soprano, contralto, tenor, barítono, baixo, sopraninos, etc), uma grande capacidade de variação dinâmica, e uma enorme variedade de timbres (não há duas vozes idênticas, assim como não há duas impressões digitais idênticas).

Além disso, a voz humana também é o instrumento musical mais elevado devido ao fato dela permitir que a música (a organização dos sons conforme a ordem ontológica estabelecida por Deus, em vista de uma finalidade contemplativa) esteja a serviço de algo que é superior a ela: as palavras. Nenhum outro instrumento pode cantar (sequer pronunciar) palavras, mas somente acompanhá-las.

A música, de fato, não necessita de palavras para ser música: ela tem tudo em sua natureza puramente sonora que é necessário para manifestar-se de maneira inteligível e completa, e assim atingir perfeitamente a sua finalidade (sem auxílio de um texto). Ao contrário do que muitos pensam, a música puramente sonora ou instrumental (isto é, sem estar acompanhando ou ilustrando um texto) não é um discurso incompleto, e comunica sim idéias, princípios filosóficos, conceitos abstratos bem definidos e articulados, de maneira completamente inteligível. Isso se dá ainda que aqueles que não possuam uma formação musical (que não tenham desenvolvido os recursos cognitivos próprios para apreender o discurso musical) tenham mais dificuldade para apreender esses princípios presentes na obra musical. Pois a música, de fato, é a mais difícil e abstrata das artes, pois ela é somente audível e não visível. Infelizmente há quem afirme que a música puramente instrumental seja imperfeita, incompleta. Afirmam isso por estarem baseados em falsos princípios (uma falsa estética) e/ou por incompetência, petulância, precipitação, por não terem desenvolvido os recursos cognitivos necessários para a apreensão do discurso musical, e, orgulhosamente, acreditarem que não há nada que não esteja além de seu alcance intelectual. Tal como um adolescente presunçoso e mimado que abre um livro de cálculo integral ou a suma teológica e julga-os conforme sua ignorância, capricho e/ou preguiça.

Sendo apenas audível e não visível, a contemplação musical requer um esforço muito maior da parte dos sentidos internos (senso comum, imaginação, memória e sobretudo, da cogitativa) para que se forme uma espécie sensível (imagemrepresentação sensível) adequada e precisa da obra musical e de seus elementos constitutivos, de modo que permita ao intelecto agente abstrair dela o seu conteúdo intelectual. Esforço esse que não pode ser reduzido a meras representações superficiais, analogias e associações vagas e imprecisas (do tipo, associar flauta com passarinhos, etc), ainda que essas, muito comuns, não deixem jamais de ter algum grau de objetividade. Esforço esse que, menos ainda, não pode ser reduzido ao mero “emocionar-se” com uma obra musical ou com o “estado de alma” por ela produzido, ainda que esse seja ordenado (pois, ainda que ordenados, são insuficientes para produzir uma verdadeira compreensão da obra musical).

A linguagem propriamente dita, constituída por palavras, por ser mais objetiva e inteligível (podendo comunicar um conteúdo intelectual maior e mais vasto do que a música, e de modo mais preciso e direto) é, portanto, por natureza, superior à linguagem musical. Isso não quer dizer que a música seja anulada tiranicamente diante das palavras.

Existe algo que os teólogos chamam de “potência obediencial”. Potência obediencial é a aptidão que um ser possui de “receber de um agente superior uma determinação que ultrapassa sua natureza” (Gardeil, Henri-Dominique, Iniciação à filosofia de São Tomás de Aquino – Psicologia, Metafísica, p. 534. São Paulo: Paulus, 2013). Um exemplo é a graça: a felicidade última do homem, a finalidade última para a qual fomos criados (a visão beatífica de Deus no Céu) está acima da nossa natureza, está acima da nossa capacidade natural. Portanto, é Deus quem nos comunica a graça, e nos eleva a capacidade de vê-lo no Céu, caso sejamos salvos. E a graça não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa, eleva-a a um grau de perfeição acima do natural.

Do mesmo modo, o mármore não pode por si mesmo (isto é, sozinho, somente com os recursos de sua natureza) tornar-se uma escultura. No entanto, o mármore possui a potência obediencial de, quando o artista nele intervém, ser elevado a um grau de ordem superior ao de sua natureza, ter sua forma acidental alterada e elevada de modo a ser conformada com o planejamento intelectual do artífice. E isso chamamos arte! Por isso, podemos dizer que o material que é usado para produção de obras de arte adquire sua “bem aventurança” quando se torna de fato obra de arte!  São Tomás ensina que os seres inferiores ao homem atingem seu fim último (Deus, fim último de todas as coisas) ao serem utilizados pelo homem (não somente para obras de arte, mas também para fins utilitários). No entanto, é óbvio que ser usado para fazer arte é mais digno, pois o fim é contemplativo, mais semelhante a bem aventurança do próprio homem.

Por isso que Santo Inácio diz em seus Exercícios Espirituais que, quando a alma for julgada por Deus após a morte, as criaturas inferiores que foram utilizadas por ela virão dar testemunho desse bom uso, ou acusá-la diante de Deus devido ao mal uso. Imagina só! O violão dos MPBistas, dos “sertanojos”, dos carismáticos, tão maltratado, poderá até ele ser justiçado! E a madeira e o metal usados para fazer a guitarra dos rockeiros? Voltarão todos para tirar satisfações com aqueles que deles fizeram mal uso! Pobres notas musicais, pobres colcheias, semicolheias… tão vilipendiadas pelos Caetanos, Lobões e Chicos (mas também por padres cantores “showmen”, que usam botox), ao menos poderão no juízo final tirar satisfações com eles!  (Que não se entenda isso no sentido literal, obviamente, mas sim no sentido de que todo homem será julgado por Deus também pela forma como se relacionou com as criaturas inferiores, inclusive estas).

Do mesmo modo, a linguagem musical pode ser “elevada” a uma natureza acima dela, ao estar a serviço de um texto cantado. A música possui essa admirável “potência obediencial”. E o texto faz isso sem destruir a natureza da música, mas tomando como suporte todos os recursos próprios da música puramente sonora, instrumental e se valendo deles à serviço da expressão do conteúdo literário do texto cantado. E desse modo, elevando-os acima da sua natureza. Por isso que canto gregoriano e polifonia sacra não são apenas música, são verdadeiras orações. São como que “metamúsica”.

E isso é também uma imagem da bem-aventurança. Por isso – e somente por isso – podemos dizer que a música cantada é mais perfeita do que a música puramente instrumental. Ela é mais perfeita por isso, e não por ser a música puramente instrumental imperfeita ou incompleta. Ao servir a um fim acima de sua natureza por estar a serviço de um texto, ela é, obviamente, mais perfeita. Sua capacidade de expressão, comunicação de princípios e verdades é portanto, potencializada. Se esse texto ainda por cima for uma oração, e estiver a serviço da liturgia, mais perfeita ainda ela será. Como somente a voz permite isso, é ela a rainha de todos os instrumentos musicais, e é dela o tipo de música mais perfeito que há.

Note, novamente, que quando a música está a serviço de um texto, ela não precisa se dissolver nele: os recursos próprios da música instrumental não devem ser abolidos (a não ser por transgressão voluntária do compositor, o que ocorre frequentemente, por exemplo, no recitativo das óperas, – mas isso é assunto para uma outra carta ou aula).

O segundo instrumento mais perfeito que existe, podemos seguramente dizer que é o órgão de tubos, presentes nas Igrejas e usado na liturgia. Ele é mais perfeito tanto pela ideia de majestade que ele transmite (por ser enorme, de construção e aparência muito bela, e pelo fato de ser um instrumento imóvel: os grandes órgãos não podem ser deslocados). É majestoso e imóvel, assim como Deus, Primeiro Motor, Motor Imóvel. O fato dele não poder ser deslocado de lugar com facilidade, garante que ele tenha um lugar fixo dentro das Igrejas, o que de fato é muito conveniente. Pois, desta maneira, esse instrumento não pode ser tirado de seu ambiente sagrado e ser usado para uma função que contrarie a lei de Deus.

O grau elevado de perfeição do órgão também se deve ao fato dele ser o instrumento que possui a maior tessitura de notas (maior extensão de notas musicais), de grande variabilidade dinâmica e de grande variedade timbrística (o órgão pode emular o timbre e a tessitura de todos os instrumentos musicais). Devido a tamanha riqueza, diz-se comumente que há uma verdadeira orquestra dentro de todo órgão. O órgão, de certo modo, contém em si todos os instrumentos! Outra analogia: Deus é o Ipsum esse subsistens, Ato de todos os atos. Não há nenhuma perfeição nas criaturas que em Deus não seja em grau infinito. As criaturas possuem o ato de serpor participação, limitados pela essência. Assim também, o orgão teria em si todas as notas e timbres musicais, todas as perfeições dos outros instrumentos. Já os outros instrumentos, comparados ao órgão, possuem uma tessitura limitada (tessitura essa que se encontra participada na própria tessitura do órgão). O orgão está para os outros instrumentos assim como Deus, Atualidade de todos os atos está para as criaturas. Deus é o Ato de ser por essência, nEle não há distinção entre ato de ser e essência, não há uma essência limitante, mas a essência de Deus é seu próprio ato de ser. Já na criatura, há distinção entre ato de ser e essência, pois na criatura, a essência é limitante (por ser distinta do ato de ser). A limitação de tessitura dos outros instrumentos em relação ao orgão é simbolo da limitação que a essência acarreta nas criaturas.  E o fato de o órgão possuir em si todas as notas que todos os instrumentos possuem, é símbolo da não limitação do ser de Deus e da participação das criaturas no ato de ser dEle.

O fato da voz humana ser o instrumento mais perfeito por ter sido criado por Deus e por permitir a harmonia entre música e texto (permitindo que exista um tipo de música que seja, acima de tudo, uma oração, como é o caso do canto gregoriano), e do órgão ser símbolo de majestade e nobreza do ser de Deus, é o que faz com que esses instrumentos sejam os mais adequados para serem aplicados na liturgia da Igreja. Pois para o que é de Deus, é preciso que seja dado o mais perfeito.

Abel ofereceu a Deus seus melhores animais, os mais perfeitos, e por isso, tal oferta constituiu-se como um sacrifício agradável a Deus.

Caim, apresentou a Deus não aquilo que ele tinha de melhor para dar, mas somente “os frutos da terra e do trabalho do homem”, e tal oferta não constituiu-se como um sacrifício agradável a Deus.

Convém, portanto, que na Santa Missa, que é um sacrifício, faça-se uso dos melhores instrumentos musicais, e também da melhor música que existe. Em suma, tudo aquilo que de melhor pode ser oferecido ao culto divino.

Talvez se o sacrifício oferecido por Caim e Abel envolvesse também música, Abel teria cantado e, talvez, (se o instrumento já existisse) fosse acompanhado com o órgão. Já Caim, é capaz que ele mugisse algum samba, grunhisse algum rock ou música pop e também tocasse guitarra, bateria e reco-reco.

Que catástrofe são essas missas nas quais se usam instrumentos inferiores como guitarra (esse não somente inferior, mas feio mesmo), bateria, reco-reco, pandeiro! Isso sem falar nos tipos de música que são tocados/”cantados” e que já foram aliás objetos de outras cartas e aulas no site Montfort.

Outros instrumentos são também muitos elevados e possuem diversos símbolos. Os instrumentos de corda, como o violino, violoncelo, violão são também muito elevados, e possuem uma simbologia muito interessante.

Originalmente, as cordas desses instrumentos eram feitas de tripa de cordeiro. Até hoje fabricam-se cordas feitas de tripa, e muitos instrumentistas preferem-nas no lugar de cordas feitas com material sintético, pois a sonoridade das cordas de tripa é muito mais doce e superior em beleza (no entanto esse material traz uma dificuldade: sobretudo em países muito quentes, essas cordas perecem muito rapidamente, e são mais difíceis de se manterem afinadas devido as rápidas oscilações climáticas).

Note também, que, além das cordas feitas de tripa de cordeiro, esses instrumentos são feitos de madeira. Logo, o paralelo com Cristo é evidente: Cristo é o Cordeiro de Deus que morreu por nós estirado no madeiro da Cruz, e assim, com esse sacrifício cantou a maior glória de Deus. O “canto” do Verbo na Cruz satisfez a dívida infinita do pecado original. Música sublime, transcendente, misteriosa, sobrenatural, musica coelestis vel divina (como dizia Jacobus Leodiensis).

Assim, note que, o violinista, usa o arco de madeira para ferir as cordas de tripa de cordeiro esticadas no corpo do violino ou cello (de madeira). E quando ele toca as cordas, ele o faz com um movimento transversal em relação ao corpo do violino, ou seja, em posição de cruz. Para que soe a música no violino, é preciso que as cordas (simbolo do cordeiro) sejam como que “crucificadas” (falando em termos analógicos). No violão esse símbolo também está presente, ainda que de modo menos perfeito, e mais bruto. Pois o violão não é tocado com arco de madeira. No entanto, é o braço do violonista que “crucifixa” as cordas (que também originalmente eram de tripa de cordeiro), transmitindo a ideia também de que Cristo foi condenado a cruz por homens, por aqueles por quem Ele veio (o braço e as mãos que tocam o violão como símbolo das obras humanas).

Assim, os instrumentos de corda são símbolos de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz, onde Ele cantou a maior Glória de Deus. Canto que deve ressoar em todos nós, que deve ser reproduzido em nossas almas, de modo que nossa vida seja diante dEle uma pequena e curta melodia, (uma melodia derivada, uma variação, um motivo, uma frase musical) que se insira na gigantesca trama musical da história, cujo “tema”, “sujeito”, “melodia” principal é o “canto” do Verbo de Deus na cruz. Todo o Antigo Testamento, por prefigurar a Jesus Cristo, pode ser considerado (por analogia) como constituído de melodias que vão sugerindo, dando os indícios, os traços indiciais que prefiguram a melodia principal do Verbo encarnado. A vida dos patriarcas e profetas são essas melodias. O Novo Testamento já apresenta o canto do Verbo encarnado, a manifestação, exposição dessa melodia. E a história da Igreja até os dias de hoje e até o fim dos tempos, é a perpetuação, desdobramento dos elementos internos dessa melodia, via variações, melodias derivadas, etc. Assim, aquilo que ocorreu na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo deve ocorrer na história da Igreja e na vida de cada cristão. Como melodias análogas, em diversos graus.

O sacrifício da Cruz é, portanto o centro da história. É o centro para o qual convergem todos os acontecimentos anteriores e posteriores a ele. A missa, renovação incruenta do sacrifício da Cruz, é que está no centro. Por isso ela deve ser o centro de nossas vidas e, na crise atual da sociedade (que é uma crise religiosa e moral, envolvendo diretamente a questão da Santa Missa) ela deve ser o nosso foco. Muito mais do que qualquer questão cultural ou política.

Uma melodia é constituída pela estruturação do percurso temporal de notas musicais. Uma vida, uma biografia é constituída pela estruturação do percurso temporal de nossas escolhas, do caminho que traçamos nessa vida. A história da Igreja é também um percurso temporal. Portanto, a analogia musical cabe muito bem.

Todas as outras melodias da história da Igreja são derivadas dessa melodia da Cruz. O Algumas melodias mais perfeitas do que outras, com um grau de perfeição e variedade inigualável. As diversas melodias derivadas que são os santos (a melodia mais perfeita derivada da de Nosso Senhor Jesus Cristo é a de Nossa Senhora), cada um tão diferente do outro, e ainda assim, todos derivados da mesma melodia principal, que é o Verbo de Deus. Todos os santos e católicos são em diversos graus como que “cores” sonoras irradiadas da melodia luminosa, luz branca, inaudível, inefável, do Verbo de Deus. Irradiadas, tornadas visíveis, audíveis, inteligíveis no vitral temporal e sinfônico que é a história (que também é, portanto, música).

E a ação dos maus (dos ímpios que vão para o inferno), na história, seriam melodias tortas? E o pecado, o sofrimento, o mal, seriam melodias tortas, desordenadas, na história? Que nada! Ao serem considerados pela perspectiva da eternidade (pela visão de conjunto), todo o mal, todo o pecado, toda a ação dos maus não passam de dissonâncias de passagem, notas de passagem que serviram para ressaltar a beleza da consonância formada pelas belas melodias que buscaram sempre serem conformes a Deus. Deus é um hábil contrapontista que sabe conduzir todas as dissonâncias a se resolverem em magníficas consonâncias, de modo que, quando a história for considerada em conjunto, na perspectiva da eternidade, essas dissonâncias nem serão percebidas em quanto tais, mas serão apenas suportes para a escuta das consonâncias. Deus permite o mal para dele tirar um bem maior. E isso também tem seu símbolo da música.

Quanto aos outros instrumentos, deixo para uma próxima carta ou aula, pois essa carta já se alongou demais.

No entanto, podemos dizer com certeza que os instrumentos mais inferiores (com o menor grau de perfeição) são os instrumentos de percussão, pois não possuem altura definida, exercendo uma função meramente rítmica. Os instrumentos de percussão, como o tambor, também podem apresentar um simbolismo análogo ao dos instrumentos de corda (pois a pele do tambor é de um animal, e o corpo é de madeira). Anos atrás o professor Orlando Fedeli fez um discurso num jantar de Natal expondo de maneira sublime esse símbolo do tambor e relacionando-o com a música “Little Drummer Boy”. Ele fez isso tão bem que não me atrevo a repeti-lo aqui, mas recomendo que seja lido assim que possível.

Com certeza os instrumentos de percussão podem ser bem usados (quando estão à serviço da melodia, não procurando encobri-la ou estarem no primeiro plano, mas contribuindo para que a ordem interna das alturas na melodia seja ressaltada e sempre colocada em primeiro plano). Sobre essa questão do ritmo e sua inferioridade em relação as notas musicais, recomendo a vídeo aula “Princípios de estética na música”, que se encontra no Youtube, no canal da Montfort.

Espero que essa resposta o tenha satisfeito e motivado-o conhecer, amar e servir mais a Deus através da boa música.

Salve Maria!

Fernando Schlithler

Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação.

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