Montfort Associação Cultural

3 de agosto de 2007

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Heresias e abusos na diocese de Nova Iguaçu

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Daniel André
  • Localizaçao: Mesquita – RJ – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Professor de História
  • Religião: Católica

Abusos litúrgicos e teologia da libertação dominam diocese de Nova Iguaçu

Caríssimo Professor Orlando Fedeli,

Salve Maria!

Escrevo-lhe para pedir vossa ajuda, pois o que lhe contarei, já foi comunicado ao bispo, no ano passado (2006) e até hoje os problemas não foram resolvidos, pois a diocese de Nova Iguaçu, incluindo o seminário Paulo VI, está tomada pela Teologia da Libertação, e tudo isso com a conivência do bispo. Já enviei um relato para Roma, mas não sei se chegou, pois não mandei registrada. (não confio muito nos correios). No relatório enviado, incluí alguns exemplares de um “jornaleco” herético da diocese chamado “Caminhando”, que faz difusão das heresias da Teologia da Libertação e ataca descaradamente o magistério da Igreja. Possuo comigo vários exemplares como prova. Mas enfim, depois de tentar falar com o bispo e este nada resolver, e não saber se as informações chegaram a Roma, a situação que descreverei abaixo continua na mesma.

TRECHOS DA CARTA QUE FOI ENVIADA PARA ROMA

(Os abusos descritos abaixo ocorrem com freqüência na Catedral de Santo Antônio em Nova Iguaçu)

1) Existe um chamado “ministério de música” que com freqüência utiliza muitas vezes ritmos profanos e músicas de origem neopentecostal de “bandas” como oficina G3, Diante do Trono na liturgia. Muitas vezes pedimos para eles tocarem músicas tradicionais da Igreja, músicas em Latim, e eles como se fosse donos da liturgia não permitem. E tudo isso com a conivência do padre, que canta músicas protestantes na liturgia como se não houvesse problema algum.

2) Com freqüência e quase sempre dá-se a substituição do hino “Glória” por outras músicas, a substituição “Agnus Dei” e do “Sanctus” por outras músicas.

3) Existe a utilização freqüente e abusiva de ministros extra-ordinários da eucaristia. Isso acontece sempre.

4) Não se respeita o silêncio sagrado durante a oração eucarística e comunhão dos fiéis.

5) Contrariando as normas litúrgicas é comum o Padre partir a hóstia durante as palavras da consagração do pão e do vinho.

6) Outro abuso dá-se no cumprimento da paz. Onde ocorre a transformação do rito litúrgico em uma verdadeira balburdia em meio à missa. Os fiéis, assim como os padres e os leitores deslocam-se por toda a Igreja para os cumprimentos.

7) Noutras missas, acontece de padres, diáconos e catequista ao invés de falar do mistério de Cristo concentram-se em temas políticos e sociais, demonstrando uma opção clara aos postulados ideológicos da Teologia da Libertação.

8) Outro dado grave que temos observado é a falta de cuidado com o Corpo do Senhor. É comum ministros de eucaristia entregarem o Corpo de Cristo sem o amparo da bandeja, demonstrando negligência e desprezo para com a sagrada hóstia. Chegamos a assistir por diversas vezes com imensa dor a queda ao chão da hóstia sagrada !

9) Ocorre também que muitos padres se omitem de entregar o Corpo de Cristo aos fiéis que são obrigados a subir ao presbitério para tomar a hóstia.

10) Atualmente pratica-se em dadas ocasiões a comunhão em duas espécies. O que ocorre neste caso é que o “ministro extraodinário” da eucaristia e / ou o sacerdote molha no sangue do Senhor a hóstia santa e dá nas mãos do fiel que a toma pela parte molhada. O resultado disso é que os fiéis com as mãos umedecidas levam-na na roupa para secá-las. Secam em suas roupas o Sangue de Cristo !

11) Temos observado também, que há muitos padres que solicitam que fiéis que estão em pecado mortal recebam a comunhão. Por exemplo: há alguns que desprezando o vínculo sagrado do matrimônio, permitem a comunhão a pessoas que vivem em condição irregular de segunda união. Outros dizem que não é preciso estar em estado de graça para comungar. Ora, prática sacrílega e satânica, porque torna quem o recebe réu da própria condenação (1Cor 11,29). Vê-se também, meninas, moças e senhoras, semi-nuas, receberem o Santíssimo Corpo de Nosso Senhor !

12) Quase sempre na ocasião do Crisma permite-se verdadeiros shows de dança teatral com muitas meninas subindo e descendo o presbitério. Sempre nas ocasiões das missas de Natal e Páscoa é comum apresentações teatrais que sobem ao altar do sacrifício. Para ilustrar tais abusos, citaremos um exemplo, de uma prática que tem se difundido por nossa diocese: as danças, as dramatizações e os teatros na Santa Missa. No jornal (em anexo) “Caminhando”, informativo de nossa diocese de Nova Iguaçu, ano XXII, número 190, outubro/ 2006 no artigo “Liturgia e Criatividade”, pág 8, estimula a criatividade na liturgia. Diz o texto do artigo do Padre Jorge Luiz: “A criatividade mostra-se na Celebração através de encenações e dramatizações, expressões corporais, dança, ornamentação, do jeito de fazer a entrada da Bíblia …”
O mesmo jornal, no caderno “círculos bíblicos”, na última página, em “cantos para os encontros de outubro” oferece uma música que fala até de “pinga”, cachaça, uma bebida alcoólica muito conhecida no Brasil ! Existem muitos outros exemplos no mencionado jornal que lhes envio para análise. Esse mesmo jornal, recentemente num artigo fazia apologia de Jon Sobrino e o chamava de “nosso querido”.

13) No mesmo seminário Paulo VI onde predomina o ensino dos ideólogos da Teologia da Libertação, há momentos festivos nas salas com bolas coloridas e músicas profanas e dançantes, e isso, ocorreu neste mês de outubro de 2006; Ocorrência testemunhada por um amigo nosso que mora nas proximidades e que ao chegar em casa por volta das 22 horas da noite. Nesta ocasião ficamos escandalizados com o clima semelhante ao de uma boate reinando num ambiente religioso.

14) Outro exemplo. Fui chamado para ser padrinho de batismo de um amigo e convidado para assistir uma catequese sobre o batismo dada na Igreja de Nossa Senhora de Fátima e São Jorge em Nova Iguaçu por uma catequista da teologia da libertação no dia 22 de agosto de 2006. Foram afirmadas naquela circunstância que:

a) “É válido o batismo (entendido vagamente como iniciação religiosa) em qualquer religião, mesmo não-cristãs, inclusive são válidas as formas de iniciação indígenas que teriam o mesmo valor sacramental do sacramento dado pela Igreja Católica” (sic). Ora, sabemos, no entanto, que tais ensinamentos são contrários a fé da Igreja.

b) Outro grande ataque contra a integridade da fé católica na mesma ocasião deu-se ao dizer que: “A doutrina deve se adaptar às culturas e aos tempos, porque a vida é dinâmica, e as coisas estão sempre mudando, por isso, não devemos manter-nos nas mesmas interpretações do passado, já ultrapassadas” (sic).
c) Outro gravíssimo ataque à fé da Igreja foi a declaração de que “Jesus foi um revolucionário e que foi assassinado por lutar pela igualdade sócio-econômica” e em seguida a insinuação de que “os “verdadeiros pecados são os econômicos e políticos” renegando assim, a noção tradicional de pecado, que de ofensa a Deus foi substituída pela noção de pecado social. Jesus foi assim concebido como chefe político revolucionário e sua proposta era a do igualitarismo.
d) Numa ocasião, um fiel perguntou sobre a vida após a morte, e a Sra. Catequista disse que os ensinamentos da Igreja pouco a dizer tinha sobre o assunto e que devíamos procurar saber o que a ciência dizia a respeito.

15) Sabe-se que uma das pessoas que tem contribuído para difusão dessa doutrina nefasta de fundo progressista e permeado de postulados da teologia da Libertação é o Sr. Francisco Orofino, ex-padre e frade franciscano da OFM que oferece aulas para leigos no Seminário Paulo VI, onde, aliás, é existe grande número de seguidores da Teologia da Libertação. Francisco Orofino é também biblista e educador popular. Assessora grupos populares e comunidades de base nos municípios da Baixada Fluminense. É autor de vários livros e leciona em Institutos de Teologia voltados para a formação de leigos. É também assessor nacional do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos). Fez tese de doutorado em Teologia Bíblica na PUC-Rio (2000), sobre a legislação de remissão de dívidas no Antigo Oriente Médio. (A Anistia de Neemias – Uma leitura de Ne 5 à luz dos Decretos de Anistia dos reis mesopotâmicos). Sabemos que nos seus cursos é comum ele atacar a doutrina tradicional da Igreja, o Magistério, a figura do Santo Padre, incitando os fiéis de Nova Iguaçu à uma atitude de rebeldia em relação a Santa Sé e de desconfiança para com os dogmas da Igreja e as verdades de fé. Oferecendo para os fiéis “veneno mortal com vinho melado, [onde] o incauto o toma com prazer, mas nesse prazer nefasto lhe dá a própria morte” (Inácio de Antioquia, carta aos tralianos). Testemunhamos que no ano de 2003 este senhor numa palestra dada na catequese da catedral de Santo Antônio afirmou dentre outras heresias que: “Nós não deveríamos acreditar na existência de anjos, demônios; e, além disso, disse que nem mesmo haverá a parusia, tal como ela é entendida tradicionalmente, mas, sim, que esta se dará através de um processo evolutivo natural da humanidade, que inevitavelmente levará ao Reino de Deus.” (sic). Além disso, em outras palestras, [Sr. Orofino] usando uma exegese racionalista tem alegado “que os escritos neo-testamentários devem ser despojados de sua carga mitológica” (sic), tida como herança do helenismo. Nesta leitura, afirmou-se que os milagres de Cristo são apenas simbolizações e figuras, sem historicidade. Assim, os textos do Novo Testamento seriam para o Sr. Orofino uma construção ideal e simbólica das comunidades primitivas. O Sr. Orofino chega até a ensinar nestes cursos que a Santa Igreja não foi fundada por Jesus Cristo !

Para exemplificar as doutrinas ensinadas pelo Sr. Francisco Orofino, citarei afirmações de um texto seu que pode ser encontrado na internet. O professor Orofino defende uma “interpretação popular” da Bíblia, e diz que os pobres devem interpretar a Bíblia à luz de sua realidade ! (sic).

Vide link para confirmação das afirmações do Sr. Orofino abaixo citadas:

http://ar.geocities.com/rebilac_coordcont/mesters_orofino

Trechos do texto encontrado no link acima, e que consta algumas afirmações do Sr. Francisco Orofino:

“ O sujeito da interpretação já não é o exegeta. Interpretar é uma atividade comunitária em que todos participam, cada um a seu modo e conforme a sua capacidade, inclusive o exegeta que nela exerce um papel especial.”

“A leitura da Bíblia “por ser ecumênica e libertadora, extrapolou as fronteiras das instituições e agora é lida a partir dos diferentes grupos marginalizados: negros, índios, mulheres, homossexuais. O critério básico não é mais a igreja, mas sim a vida, lida através dos olhos da raça, do gênero, da cultura, da classe.”

“Ela ajuda a relativizar as confissões religiosas em vista do Reino de Deus.”

“No mito do Tucumã, que explica aos índios da região amazônica a origem do mal no mundo, o culpado pelos males não é a mulher, mas sim o homem. Num encontro bíblico, alguém perguntou: “Por que não usamos os nossos mitos em vez dos mitos do povo hebreu?” Não houve resposta. A mesma pergunta foi feita num curso bíblico na Bolívia em Maio de 1991. Os participantes, quase todos Aymaras, perguntavam: “Por que usar só a Bíblia? As nossas histórias são mais bonitas, menos machistas e mais conhecidas!” As religiões da Ásia, mais antigas que a nossa, levantam estas mesmas perguntas há vários anos. Qual o valor da nossa história e da nossa cultura. Será que elas não poderiam valer como o nosso Antigo Testamento, onde estão escondidas as promessas que Deus fez aos nossos antepassados e onde existe a nossa lei como “nosso pedagogo para Jesus Cristo” (Gál 3,24)?

“Os pobres levam consigo, para dentro da Bíblia, os problemas da sua vida. Lêem a Bíblia a partir da sua luta e da sua Realidade.”

“Está em andamento uma descoberta progressiva de que a Palavra de Deus não está só na Bíblia, mas também na vida, e de que o objetivo principal da leitura da Bíblia não é interpretar a Bíblia, mas sim interpretar a vida com a ajuda da Bíblia.”

“A Bíblia entra por uma outra porta na vida do povo: não pela porta da imposição autoritária, mas sim pela porta da experiência pessoal e comunitária. Ela se faz presente não como um livro que impõe uma doutrina de cima para baixo, mas como uma Boa Nova que revela a presença libertadora de Deus na vida e na luta do povo.”

“A entrada das igrejas evangélicas de missão no Brasil na primeira metade do século XX, vindas sobretudo dos Estados Unidos, divulgou e intensificou a leitura da Bíblia. Sua ação evangelizadora contribuiu para que, na igreja católica, muita gente despertasse para a importância da Palavra de Deus. Inicialmente, era um despertar reacionário de defesa contra o que alguns chamavam de “ameaça protestante”. Pouco a pouco, porém, acabou sendo vista como uma das maiores graças de Deus.”

16) O que tem-se disseminado por aqui são doutrinas ímpias e ideológicas por toda parte, principalmente pelas catequeses, onde muitos catequistas de boa vontade se orientam muitas vezes pelos “cursinhos” dados pelo seminário e outros usando de malícia comum aos soberbos desafiam o Magistério e ensinam tais impiedades. Em 2005, numa das aulas de Catequese na Catedral de Santo Antônio em Nova Iguaçu, chegou-se a trazer um psicólogo protestante para dar uma palestra. Na ocasião este psicólogo referiu-se aos Santos como “divindades” !

17) No relatório comentamos também sobre o jornal herético “o domingo” que é distribuído em nossa diocese. Anexei no relatório para Roma, um folheto do semanário litúrgico-catequético “O Domingo”, ano LXXIV, remessa XII, 1-10-2006, no. 45, editado pela Paulus. Creio que o problema desse jornal herético afeta muitas dioceses, pois é enviado para muitas regiões. Na página 2, do citado folheto constava na oração da assembléia, número 1, o seguinte versículo contra a fé: “Senhor, que vossa igreja esteja aberta para reconhecer e valorizar os profetas de outras religiões” (VIDE FOLHETO “O DOMINGO”, PÁG 2, ORAÇÃO DA ASSEMBLÉIA)

18) Outra reclamação foi sobre a bíblia edição pastoral da Paulus, uma fonte de difusão de idéias da Teologia da Libertação e que é muito recomendada aqui em na diocese de Nova Iguaçu. Nesta versão da bíblia, onde as notas e os títulos dos salmos e dos capítulos dá-se uma ênfase muito grande à uma exegese sócio-política da revelação bíblica. Anexamos uma pequena edição pastoral dos Salmos, para que seja analisada, as notas de rodapé e os títulos dos salmos. Para ilustrar o que dizemos desta tradução citaremos a nota de rodapé do salmo 10 (9 B), nota 12-18 que defende explicitamente a luta de classes: “A reviravolta histórica e social começa quando os pobres tomam consciência de sua própria situação e convocam Deus para dar eficácia à luta deles.[...] Desse modo, Deus irrompe na história através do desejo expresso pelos pobres…” (pág, 24/25). Trechos como este existem muitos no decorrer das notas de rodapé da citada edição que envio que insinuam nitidamente as idéias da teologia da libertação.

19) Após enviar uma carta ao bispo fomos chamados para uma reunião. Foi decepcionante. Levamos o título de “papistas”, pois ouvimos que queríamos ser “mais ortodoxos que o papa”. Ainda ouvimos defesas de obras de Leonardo Boff e Gustavo Gutierrez. Foi dito que a doutrinas e tais instruções do magistério são apenas “molduras” ! Nada adiantou.

Por todas estas coisas não sei mais a quem recorrer. Não sei a quem reclamar. Fere a alma ver a Santa Igreja ser vitimada assim. Fere ver tais blasfêmias contra Nosso Senhor. O que devo fazer para:

a) denunciar os abusos litúrgicos;
b) denunciar essa difusão da teologia da libertação através do seminário, dos catequistas e do jornal “caminhando”;
c) denunciar esse folheto “domingo” da Paulus editora;
d) denunciar as heresias de Francisco Orofino.

Mando nova carta para Roma? Envio uma correspondência para o núncio? Envio para o senhor, caso consiga fazer chegar a alguma autoridade? Ou então poderia indicar-me alguma autoridade a quem eu possa contar os fatos e mostrar as edições do “jornaleco”? Não sei o que fazer.

Desculpe se me alonguei, mas precisava desabafar.
Aguardo suas orientações.

Daniel.

Muito prezado Daniel,
Salve Maria.
 
    Apesar de conhecer bem a situação trágica em que estão os católicos, no Brasil, apesar de conhecer muitos erros e abusos sem conta, fiquei muito impressionado por seu relatório. O que você conta é incrível. A desfaçatez com que se ataca a Igreja, de dentro dela, com a conivência do Bispo, é um escândalo como jamais se viu. 
     Tomei a liberdade de colocar em destaque, em letra maior, em negrito e sublinhando, alguns pontos de sue relatório que me chocam mais.
     Publicarei isso tudo no site Montfort.
     Creio que você deve, sim, mandar nova carta de denúncia ao Núncio Apostólico, Monsenhor Lorenzo Baldissieri, a Monsenhor Ranjith, Secretário pda Congregação para o Culto Divino, para sua Eminência o Cardeal Darío Castrillón Hoyos, da Comissão  Ecclesia Dei, e para o Cardeal Levada, na Congregaççao para Doutrina da Fé. A um deles chegará.
     Louvo seu zelo em defesa da Fé. Mantenha-se firme em sua posição sem temor e querendo apenas a glória de Deus e a salvação das almas.
     Um abraço amigo, e escreva-me sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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