Montfort Associação Cultural

2 de setembro de 2012

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“Guerra e pena de morte: Católicos podem legitimamente ter opiniões diferentes”

Ponto crucial da participação dos católicos na política americana é a atitude a tomar diante dos políticos ditos católicos, mas que defendem e votam leis permissivas quanto ao aborto e a eutanásia. Em uma carta endereçada ao Cardeal McCarrick em 2004 o então Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – intitulada A dignidade para receber a Santa Comunhão. Princípios gerais – lembra o dever do ministro que distribui a Sagrada Comunhão de recusar a comunhão a pessoas que colaboram manifestamente fazendo campanha ou votando a favor desses graves pecados. Entretanto, argumentando a respeito da condenação do aborto e da eutanásia, ele lembra que em outros pontos, como a pena de morte e a guerra justa, há liberdade para opinar e podem se exprimir opiniões contrárias até mesmo ao Santo Padre! Eis aí  também – e num ponto doloroso para a modernidade –  uma aplicação da noção dos graus de assentimento ao Magistério da Igreja.

Tradução Montfort

“As questões morais não têm todas o mesmo peso moral que o aborto e a eutanásia. Por exemplo, se um católico estivesse em desacordo com o Santo Padre sobre a aplicação da pena de morte ou sobre a decisão de se fazer guerra, ele não seria considerado, por esta razão, como indigno de se apresentar para receber a santa comunhão. A Igreja exorta as autoridades civis a buscar a paz e não a guerra e a demonstrar moderação e misericórdia na aplicação de uma pena aos criminosos. Entretanto, pode ser permitido tomar as armas para repelir um agressor ou mesmo fazer uso da pena de morte. Os católicos podem legitimamente ter opiniões diferentes sobre a guerra ou a pena de morte, mas em nenhum caso sobre o aborto e a eutanásia.”

Trecho da carta assinada pelo Cardeal Ratzinger em 2004

 Worthiness to Receive Holy Communion: General Principles

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