Montfort Associação Cultural

27 de janeiro de 2005

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Graça e natureza

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Jorge
  • Localizaçao: – Brasil

A graça pressupõe a natuza. Qual o significado prático dessa afirmação, considerando a influência Divina sobre o psiquismo humano.

Prezado Jorge, salve Maria.

Deus criou o homem composto de corpo material e de alma racional. Em nossa alma, possuímos três faculdades ou potências (Note: não são partes da alma, mas capacidades da alma) que são a capacidade de conhecer, ou inteligência; a capacidade de querer ou vontade; e a capacidade de sentir, ou sensibilidade.

Deus, além de nos dar essa natureza, bondosamente quis nos dar ainda um bem infinitamente maior: a graça santificante.

Isso significa que Deus quis que nós participássemos da sua vida divina.

Assim como um ferro, colocado ao fogo, fica em brasa, continuando, porém, a ser naturalmente ferro, assim também, Deus quis viver em nossa alma.

Pelo Batismo, recebemos a Deus na alma, por meio da graça habitual ou graça santificante, que nos torna filhos adotivos de Deus e herdeiros do céu.

Quando estamos em estado de graça, quando Deus vive em nossa alma, continuamos a ser seres humanos. Porém, assim como o ferro em brasa continua a ser ferro, mas adquire a luz e o calor do fogo, assim também nós, continuando a ser puramente e naturalmente homens, podemos agir junto com Deus, e assim adquirir méritos infinitos. A graça nos faz semelhantes a Deus. Viver em estado de graça é viver numa ordem acima da natureza, ter vida sobrenatural.

A vida sobrenatural, supõe a vida natural. Isto é, Deus só pode dar a sua vida a nós, porque somos naturalmente racionais, com inteligência e vontade, como Ele mesmo tem Inteligência e Vontade infinitas.

Se recebemos a graça santificante pelo Batismo, nós a perdemos quando cometemos pecado mortal, que é uma expulsão de Deus de nossa alma. Com a confissão dos pecados, Deus nos perdoa e nos torna a dar a vida da graça, a participação em sua vida divina.

Esperando tê-lo atendido, me subscrevo atenciosamente,

in Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli.

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