Montfort Associação Cultural

9 de outubro de 2005

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Gays poderão ser ordenados ?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Mario Cartaxo
  • Localizaçao: Brasília – DF – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Engenheiro
  • Religião: Católica

Prezados senhores,

Salve Rainha, Mãe de Deus

Fiquei muito preocupado pelo fato do nosso querido Papa Bento 16, voltar atrás e permitir que padres gays que se declarem celibatários sejam ordenados.

Acho impossível que um teste psicológico feito por renomados psicolocos (em sua maioria ateus ou freudianos) consiga identificar se um seminarista consegueria manter-se celibatário e conter seus impulsos pecaminosos.

A Associação Montfort já foi recebida pelo Papa e tem prestígio para demonstrar ao Vaticano que esta atitude é muito perigosa para a Igreja.

Em Cristo Jesus,

Mario Cartaxo


http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2005/10/07/ult729u50945.jhtm

07/10/2005 – 16h12
Igreja permitirá padres gays, desde que celibatários

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) – O Vaticano permitirá que homossexuais sejam padres, desde que eles comprovem que estão se mantendo celibatários por pelo menos três anos, afirmou na sexta-feira o jornal italiano Corriere della Sera.

Mas o jornal afirmou que o Vaticano vai barrar os homens que “manifestarem publicamente seu homossexualismo” ou demonstrarem “uma atração muito forte” pela cultura homossexual, “mesmo que apenas no âmbito intelectual”.

As opiniões do Vaticano sobre os padres gays constam de um documento secreto de 16 páginas, que deve ser divulgado no mês que vem.

O documento, uma “instrução” da Congregação para a Educação Católica do Vaticano, trata de um dos assuntos mais sensíveis à Igreja Católica.

Não foi possível entrar em contato com integrantes da congregação ou da assessoria de imprensa do Vaticano para um comentário imediato sobre a notícia.

A reportagem do jornal afirma: “Candidatos que demonstrarem uma tendência homossexual não serão aceitos como padres, a menos que possam provar que permanecem castos há pelo menos três anos.”

Segundo informações da imprensa publicadas no mês passado, principalmente nos Estados Unidos, o documento proibiria todos os gays de exercer o sacerdócio, mesmo os celibatários.

As reportagens causaram preocupação entre a comunidade católica, já que muitos homens bons poderiam ser excluídos pela proibição total.

A Igreja afirma que, embora o homossexualismo não seja pecado, os atos homossexuais são. Além disso, todos os padres, sejam homossexuais ou heterossexuais, têm de permanecer celibatários.

Tanto o Corriere como a revista semanal Panorama afirmaram na sexta-feira que o papa Bento 16 aprovou o documento.

A Panorama disse que a divulgação será acompanhada por uma explicação por escrito, elaborada por um “psicólogo de reconhecimento internacional”.

No livro “A Face Mutante do Sacerdócio”, o padre Donald Cozzens estima que cerca de 40 por cento dos padres norte-americanos sejam gays, mas apenas uma pequena minoria pratica o homossexualismo.

A reportagem do Corriere, assinada pelo respeitado correspondente para questões religiosas Luigi Accattoli, afirmou que o período de teste para o celibato seriam os três últimos anos de estudos no seminário. Accattoli disse que baseou seu texto em “indiscrições verbais”.

Muito prezado Mário,
salve Maria!
 
    Você tem toda razão de ficar preocupado, e mesmo escandalizado, diante da notícia veiculada pelo Corriere della Sera de que seminaristas homossexuais poderiam ser ordenados sacerdotes, caso ficassem sem pecar contra a natureza durante três anos.
    Afirma o jornal citado que isso constaria do documento de 16 páginas que seria promulgado pela Santa Sé, logo mais.
    Isso seria uma aberração e uma contradição clamorosa.
    Como poderia se harmonizar a lei de Deus, que condena esse pecado contra a natureza, com o sacerdócio ?
    Por acaso, o sacerdote não deve ser em tudo um modelo de vida para os fiéis?
    E como se explica que se exija, em uma hora, tolerãncia zero, e se mandem missões para expurgar dos seminários americanos — e consta de todo o mundo – todos os seminaristas que manifestem tendência para esse pecado, e, depois se permitir que sejam ordenados os que tem essa tendência, e fiquem 3 anos sem pecar?
    Qual a garantia de que não teriam pecado nesses três anos?
    Como você diz bem, seria o juízo de um Psicólogo freudiano ?
    Ou a opinião de um padre de mesma tendência?
 
    Essa exigência de três anos sem pecar não garante nada. Pior: ele implicitamente permite que o seminarista viva amasiado com outro homem até o segundo ano do semnário.
    Só depois do terceiro ano ele teria que cumprir a lei de Deus?
    Isso parece uma brincadeira, se não fosse uma tragédia, e uma tragédia monstruosa.
    Pior ainda é que o mesmo jornal noticia que o documento exige, muito justamente, a expulsão dos seminaristas que tenham fotos, revistas homossexuais, ou que acessem sites homossexuas na internet. Mas, os que tiverem vivido homossexualmente até o segundo ano do seminário, não seriam expulsos?
    É uma contradição escandalosa.
    Por enquanto, é um jornal que diz isso, que contraria tanto tudo o que Bento XVI tem determinado contra o homossexualismo.
    Se essa medida for aprovada pelo Papa será um imenso labéu no seu Pontificado, e seria uma contradição com tudo o que ele tem proposto para a correção dos escândalos morais do clero.
    Embora seja um jornal que diz isso, o periódico italiano deve ter tido informções de algum eclesiástico .
    De qualquer modo, seja isso determinado pelo Papa ou não, a notícia revela como é forte a ala modernista favorável ao homossexualismo na Igreja, nos seminários e no sacerdócio.
     Bento XVI disse, na abertura do Sínodo, que a ele e à Igreja se aplica atualmente a ameaça da Primeira carta do Apocalipse, dizendo que se não houver um retorno, na Igreja, às obras anterioes, Deus punirá a Igreja, a Europa e o Ocidente, “removendo o seu candelabro“.
    Rezemos pelo Papa, para que ele não caia nessa contradição, que comprometeria tudo. Rezemos para que ele tenha força de reprovar essa concessão iníqua, que permitiria ordenar padres gays com “garantia de três anos”.
    Como se fossem máquinas de lavar roupas.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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