Montfort Associação Cultural

12 de janeiro de 2005

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Fúria contra a Igreja

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Robson
  • Idade: 18
  • Localizaçao: Nazaré – BA – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Religião: Católica

Enquanto algumas alas da Igreja pregam uma demagógica “união com os irmãos separados”, vemos no exemplo seguinte o que os “irmãos” nos respondem, conforme matéria publicada em 16/09/03:


Destruição de imagens revolta fiéis

Salvador – BA, 16/9/2003 – 14:33

Um Senhor dos Passos e uma Nossa Senhora das Dores, esculpidos em madeira em tamanho natural, foram arrancados de suas capelas, trancados a cadeado, e queimados. Sobraram as cabeças das duas imagens Duas imagens sacras do início do século 19 do calvário de Monte Santo, no sertão da Bahia, passaram incólumes pela guerra de Canudos (1896-97), pelos ataques da Coluna Prestes nos anos 20, pelas correrias do bando de Lampião uma década após, mas não resistiram aos conflitos do século 21. Um Senhor dos Passos e uma Nossa Senhora das Dores, esculpidos em madeira em tamanho natural, foram arrancados de suas capelas, trancadas a cadeado, e queimados. Sobraram as cabeças das duas imagens, e do Cristo um pouco mais – o braço direito e o tronco chamuscado.

A destruição das imagens causou comoção em Monte Santo, a 351 km de Salvador. As imagens destruídas foram encontradas no mato, no meio das cinzas, no dia 6 de maio, e desde então já foram realizadas duas procissões só com as cabeças. A primeira delas, em junho, reuniu cerca de 3.000 pessoas, praticamente um terço dos moradores da zona urbana da cidade (a população de Monte Santo é de 54 mil habitantes). Na segunda, em julho, havia perto de 1.000 pessoas, segundo a igreja.

“Em 22 anos de restauração eu nunca tinha visto nada parecido, tamanha a fúria, tamanha a barbárie”, relata Huides Cunha, 44, restaurador do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) de Salvador, que fez a perícia das peças.

O que mais o impressionou foi a violência contra a face do Cristo: “Há um afundamento no nariz e os olhos de vidro, feitos em Portugal, raríssimos, foram esmagados ou com marreta ou tranca de porta”. Nas contas do técnico, sobrou só 30% da Nossa Senhora e 50% do Cristo.

A primeira reação dos católicos de Monte Santo foi jogar a culpa nos evangélicos. “Acho que isso é coisa dos crentes da Universal. Eles já protestaram aqui na cidade dizendo que imagem de santo não presta”, diz o aposentado e militante do PT Rodolfo Andrade, 55. Há um precedente que pode sugerir intolerância religiosa. Em 2000, já haviam cortado o cabelo de Nossa Senhora dos Passos e defecado na capela.

“O povo ligou a destruição das imagens com o chute na santa”, diz o padre Claudio Cobalchini, 51, da igreja de Monte Santo, referindo-se ao episódio ocorrido em 1995. “Mas não dá para culpar ninguém sem provas, é leviano.”
A suspeita sobre os evangélicos era tão forte que a primeira providência do Iphan não tinha nada de técnica: “Fomos lá para apaziguar os ânimos.

Quase não conseguimos fazer a perícia porque havia uma aglomeração grande na igreja e um clima profundo de revolta”, lembra Huides Cunha.

Para evitar que o clima de intolerância aumentasse, o Patrimônio Histórico proibiu as peças de saírem da Igreja em procissão porque já havia boatos de que um novo protesto seria realizado em outubro. “Usar as cabeças em procissão só serviria para incitar o ódio”, diz o restaurador.

Santuário do Século 18 Monte Santo tornou-se um centro místico e mítico no sertão pela sua história religiosa e bélica. A fama religiosa remonta a 1785, quando o frade italiano Apolônio de Todi decidiu construir na serra de Piquaraçá os passos do Senhor e de Nossa Senhora das Dores. Ficaram prontos em 1786.

As imagens atingidas já aparecem listadas numa ata da igreja de 1825, mas podem ser mais antigas. Há uma referência a um Cristo e a uma Nossa Senhora das Dores num documento de 1799, mas podem ser outras imagens.

A fama da cidade só cresceria com a decisão de Antonio Conselheiro de criar em junho de 1893 uma comunidade católica em uma fazenda de gado de Monte Santo chamada Canudos. Uma das primeiras providências do Conselheiro foi substituir o nome Canudos por Belo Monte.

Fonte: Tribuna da Bahia



Os hereges protestantes se empenham em destruir toda a presença do catolicismo na mente e no coração do povo. Enquanto isso, a maior parte dos nossos sacerdotes prefere fugir do confronto contra as trevas que ameaçam a Igreja, e “dialogar”… Espero que eles tenham um bom argumento no juizo final!

Prezado Robson, salve Maria!

Você tem toda a razão: o ecumenismo é, além de um erro, uma ilusão e um mau negócio.

Enquanto, o ecumenismo desarma as defesas da Igreja e abate as suas muralhas e baluartes, como queria o modernista Urs von Balthasar, ele favorece as apostasias e a infiltração de heresias. Por outro lado, ao mesmo tempo em que desarma e divide os católicos, favorece os ataques dos inimigos da Igreja.

O ecumenismo leva a política eclesiástica a acariciar os hereges, enquanto eles só nos atacam, como demonstra o artigo que você me manda.

O famoso, inútil e fracassado diálogo é correspondido com blasfêmias e sacrilégios.

Muito obrigado por sua cooperação.

In Corde Jesu semper,

Orlando Fedeli.

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