Montfort Associação Cultural

21 de janeiro de 2005

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Fora da Igreja Católica não há salvação

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Pedro
  • Localizaçao: Recife – PE – Brasil

Olá, eu fico lendo as cartas que o sr responde , e na maioria delas fica buscando contradições, e erros para tirar proveito deles e vencer “BOM COMBATE” procure as contradições desta carta e tire proveito delas se for preciso para vencer o Bom Combate, mas responda com sinceridade.

eu gostaria de saber se uma pessoa que não segue a sua igreja vai para o céu, ou melhor uma pessoa que não segue nenhuma igreja. EX: Um indio nasce no meio da floresta Amazônica e é abandonado , e não aprende nada sobre Deus e Religião, mas ele é humilde, é um bom homem, porém nunca frequenta a igreja, ele vai para o céu? se for, vou dar outro exemplo e se outra pessoa tão humilde , bom de coração,trabalhador como o indio for de outra religião , como budista , espirita, islamista ,, ele vai?

creio que seria tolice dizer que não.

obrigado espero que responda

Prezado Pedro,
Salve Maria.

A Igreja tem como dogma que fora dela não há salvação (IV Concílio de Latrão). Isto não significa que um índio, que vivia no Brasil, antes da chegada dos portugueses, não poderia salvar-se. Esse índio não poderia de modo algum conhecer a Igreja. Como ele poderia salvar-se?

A resposta nos é dada por São Paulo, quando diz que aqueles que não conheceram a revelação de Cristo serão julgados pela lei natural, que Deus imprimiu no coração de cada homem.

Um índio, impossibilitado absolutamente de conhecer a Igreja, estava em estado de ignorância invencível. Mas, ele tinha conhecimento das leis naturais que governam a natureza, e a lei natural é a própria vontade de Deus governando a natureza. Então, esse índio – que o senhor supôs – se ele obedecer sempre as leis naturais – que estão codificadas nos dez mandamentos – ele poderia se salvar. Ele pertenceria, não ao corpo da Igreja (que ele não conhecia), mas sim à alma da Igreja por sua vontade de obedecer à lei que Deus colocou na natureza.

Outro é o caso de quem pertence a uma religião falsa.

Se sua ignorância for vencível, isto é, se for a ele possível conhecer a religião verdadeira, ele deve aderir a ela. Se não lhe for possível, na medida em que ele praticar algo que uma religião falsa manda contra a natureza, nessa medida ele vai se perder.

O senhor cita o budismo como religião. O budismo nega que exista Deus. É uma religião atéia. Há budismos que transformaram Buda num ídolo, mas nessa religião a própria existência é vista como um mal. A vida é para eles um castigo. Então como poderão agradar a Deus que é a Vida?

A Sagrada Escritura diz:

“São vaidade todos os homens nos quais não se encontra a ciência de Deus, e que pelos bens visíveis não chegaram a conhecer Aquele que é, nem considerando as suas obras reconheceram quem era o Artífice; mas tomaram por deuses governadores do mundo o fogo, o vento, o ar sutil, ou o giro das estrelas, ou a imensidade das águas, ou o sol e a lua. Se eles, encantados com a beleza de tais coisas, as julgaram deuses, reconheçam quanto é mais formoso do que elas o que é seu Senhor; porque foi o autor da formosura que criou todas estas coisas. Ou se eles se maravilharam do seu poder e das suas inflluências, entendam por elas, que Aquele que as fez é mais forte do que elas; porque pela grandeza e formosura da criatura, se pode visivelmente chegar ao conhecimento do Criador. Todavia esses homens são menos repreensíveis, porque, se caem no erro, é talvez buscando a Deus e desejando encontrá-lo. Porquanto eles buscam pelo exame das suas obras, e são seduzidos pela beleza das coisas que vêem. Mas, por outra parte, nem estes merecem perdão, porque se chegaram a ter luz bastante para poderem fazer uma idéia do universo, como não descobriram mais facilmente o Senhor dele?” (Sab. XIII, 1-9).

O caso dos espíritas e dos maometanos é mais complexo.

Os espíritas vão diretamente contra o que foi revelado na Bíblia que diz: “Não haja entre vós… quem indague dos mortos a verdade” (Deut. XVIII, 11). E a Bíblia em muitas outras passagens condena a necromancia (a consulta aos mortos).

Quanto aos maometanos, bastaria que eles lessem o próprio Corão, para compreenderem que o livro pelo qual eles deveriam se guiar não é o Corão, pois no próprio Corão se diz:

 ”Demos o Livro a Moisés. (Não tenha dúvida de o encontrares) pois o colocamos como uma boa direção para os Filhos de Israel” (Surata XXXII, 30). “Demos o Livro a Moisés” (Sur. XXVIII, 43). “Certamente, nós demos boa direção a Moisés, e demos o Livro em herança aos Filhos de Israel” (Sur. XL. 56-53). “Demos o Livro a Moisés, colocamos junto a ele a seu irmão Aarão como ministro” (Sur. XXV, 37).

E mais. O Corão mesmo diz que, quando Maomé tivesse dúvida sobre o Livro, que consultasse os mestres de Israel, os rabinos: “Se tens dúvida sobre aquilo que fizemos descer até ti, interroga aqueles que antes de ti liam o Livro” (Sur. X, 94).

Em todo caso, ninguém pode se salvar, praticando o que uma religião falsa ensina de errado, ou manda de contrário à lei natural.

Como também, deve-se lembrar que só Deus sabe quem, em concreto, se salva, e que Deus onipotente e infinitamente misericordioso, pode salvar uma pessoa de modos que não conhecemos.

Esperemos em sua misericórdia, mas seguindo a única Igreja verdadeira – a Igreja Católica – e aceitando o único Salvador que é Cristo Jesus, único nome pelo qual o homem pode ser salvo.

In Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

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