Montfort Associação Cultural

7 de abril de 2016

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Fim do aborto se aproxima na Polônia. Esquerda internacional esperneia.

Autor: Leandro S. Correia

Está em curso na Polônia um projeto de lei que defende o fim do aborto em (quase!) todos os casos — é claro que o noticiário dá ênfase à “dor” das mulheres, que terão que recorrer a métodos clandestinos para continuar abortando. A dor do bebê abortado não é mencionada.

O líder do partido PiS (Direito e Justiça) que governa o país há seis meses, Jarosław Kaczyński, que é católico, disse estar seguindo as orientações dos Bispos. Deo gratias! A proposta tem o apoio também da Primeira-Ministra Beata Szydlo.

Fontes da notícia:  ACI DigitalO GloboRFI

Comentário: Leandro S. Correia

Noticiário católico:

A Conferência Episcopal da Polônia (CEP) expressou seu apoio ao movimento pró-vida que pede a proibição total do aborto neste país europeu, prática permitida atualmente nos casos de má-formação do feto, de violação ou quando a mãe corre perigo de vida.

A lei que permite o aborto nestes três casos é de 1993. Entretanto, recentemente foi apresentado ao Parlamento uma iniciativa de lei das associações pró-vida, com o apoio do governo do Partido Nacional-Conservador Direito e Justiça, do presidente Andrzej Duda.

Entretanto, esta iniciativa gerou o rechaço de setores abortistas, que marcharam no domingo (03), recebendo apoio da imprensa local.

Neste mesmo dia, em apoio aos movimentos pró-vida, em todas as paróquias do país foi lida uma carta dos Bispos, através da qual afirmam que “quando se trata de defender a vida do não-nascido não pode permanecer calado” ante a lei de 1993, informou a Rádio Vaticano.

Se esta iniciativa for aprovada, a nova legislação somente permitirá um aborto quando a vida da mãe estiver correndo perigo. Além disso, o texto estabelece que as pessoas que participam de um aborto ilegal sejam castigadas com cinco anos de prisão. Atualmente, a pena é de apenas dois anos.

Trechos do noticiário pró-aborto:

Com a volta da democracia após a queda da Cortina de Ferro, o aborto voltou a ser proibido na maioria dos casos. Entretanto, recentemente a Igreja Católica no país e políticos conservadores começaram uma campanha para proibir o fim voluntário da gravidez em todos os casos, sem exceção.

Neste domingo, padres poloneses leram em suas paróquias uma carta dos bispos poloneses, pedindo que os legisladores comecem a redigir um projeto de lei para conseguir a proibição total, até em casos de risco para a mãe, estupro e incesto. Na carta, os bispos dizem que não se pode mais haver relativizações sobre o tema, seguindo o principio bíblico de “Não matarás”:   “No que diz respeito à vida dos nascituros, não podemos permanecer no compromisso atual expresso na lei de 7 de janeiro de 1993”. “A posição católica sobre isso é clara e imutável. Precisamos proteger a vida de cada pessoa desde a concepção até a morte natural. Pedimos aos legisladores e ao governo para mudar a legislação”, dizia a carta. E acrescentava: “Pedimos aos deputados e ao governo que tomem a iniciativa de criar leis e programas concretos de ajuda aos pais de crianças doentes, deficientes ou provenientes de uma violação”.

Na manifestação de hoje [03] em Varsóvia, capital da Polónia, mulheres gritaram slogans como “tire as mãos do meu útero” e “meu corpo, minhas escolhas”. Muitas traziam cabides de aço nas mãos, símbolo de abortos clandestinos. [o alegado comparecimento de “milhares” de pessoas não é comprovado com fotos]

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Um vídeo publicado pelo jornal polonês Gazeta Wyborcza no Facebook mostra [algumas] mulheres a abandonar uma missa em Varsóvia enquanto o padre lê a carta, e uma mulher a responder ao padre e a outros fieis em protesto à interferência da Igreja Católica nos direitos das mulheres.

Contudo, a maioria dos cidadãos poloneses não está feliz com isso [maioria? cadê a fonte desta pesquisa?]Mesmo as leis de aborto do Irã são mais liberais do que esta proposta [da Polônia]”, disse Marta Nowak, uma das militantes presentes nos protestos, em entrevista ao The Guardian. “É por isso que devemos protestar”.

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