Montfort Associação Cultural

13 de julho de 2010

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Falácias do Evolucionismo: O caso das Mariposas de Manchester

Autor: Fábio Vanini

  • Consulente: Jorge
  • Localizaçao: Rio de Janeiro – RJ – Brasil
  • Religião: Budista

Saudações, prezados leitores da Montfort.

Gostaria de enviar esta errata, que consiste em uma retificação sobre a análise do Evolucionismo por Fábio Vanini.

Fui criado em berço católico e tenho lucidez dos benefícios da religião, no entanto a sua postura de negar a partir de premissas falsas, por muito tem me incomodado.

Serei breve e objetivo. A definição de Evolução está equivocada. A Evolução não sustenta a espontaneadade da mudança, pelo contrário. A mudança ocorre gradualmente segundo esta teoria.

As citadas mariposas não sofreram uma mudança abrupta, ocorreu, como corretamente expôs Vanini, uma alteração na frequência de um gene. E, de fato, não há nada relativo à especiação nesse exemplo.

Contudo, a especiação apresenta-se como fato. Como comprovar?Simples. Através de experimentações. Faça o seguinte: peque um grupo pequeno de uma população (mesma espécie) de formigas e coloque-as em dois ambientes distintos, de modo que as pressões seletivas do ambiente sejam igualmente diferentes. Observe como se comportam. Verifique e anote dados relativos às mudanças observadas ao longo de milhares de anos. Verificará que o processo de especiação ocorre.

Perceba que não há nada de espontâneo nisso. E, se comum ao nosso calendário for o bíblico, talvez Noé com sua idade em centanas possa verificar esse fenômeno.

Ainda, vale ressaltar, que Vanini não indicou a bibliografia de suas argumentações, que podem ser mal intencionadas, como a dos dados relativos às mariposas nos Estados Unidos.

Galileu não buscava provar a incapacidade religiosa, pelo contrário. Deixo-vos com uma frase do ilustre HUMANISTA, que deveríamos todos ser.”A ciência humana de maneira nehuma nega a existência de Deus. Quando considero quantas e quão maravilhosas coisas o homem compreende, pesquisa e consegue realizar, então reconheço, claramente, que o espírito humano é obra divina, e a mais notável.”

Espero ter ajudado, Nélson.

Obs.: As informações constadas aqui foram adquiridas ao longo de minha formação acadêmica e podem ser encontradas em livros didáticos e Enciclopédias.

Um abraço a todos.
(Espero que postem).

Prezado sr. Jorge, salve Maria!

    Você nos escreve:

“Fui criado em berço católico e tenho lucidez dos benefícios da religião, no entanto a sua postura de negar a partir de premissas falsas, por muito tem me incomodado.”

    Confesso que não entendi quais as premissas falsas. Refere-se ao conceito de evolução? Cheguei a tal conclusão, pois em seguida nos diz:

“A definição de Evolução está equivocada. A Evolução não sustenta a espontaneidade da mudança, pelo contrário. A mudança ocorre gradualmente segundo esta teoria.”

    Ora, a mudança “abrupta” de uma espécie para outra é uma das correntes evolucionistas, chamada neutralismo, proposta por Kimura e difundida pelo paleontólogo Stephen J. Gould. Não fui eu quem inventou essa loucura.
     Por outro lado, a evolução que ocorreria gradualmente – uma loucura a conta-gotas -, chamada darwinista e atualizada para neodarwinista ou selecionista, a que esta atrelada a mentira das mariposas de Manchester, é um conceito que deixou de ser acreditado por boa parte dos biólogos por falta de evidências. O gradualismo, para ser corroborado, precisaria de muitos fósseis intermediários e, mesmo com a má intenção de muitos evolucionistas, eles não foram encontrados.
     
Quanto a eventos de especiação, seriam uma decorrência necessária da mudança de frequência gênica, de que o caso das mariposas de Manchester seria apenas uma “fotografia”. O exemplo das formigas que você nos sugere, exemplo de um caso de especiação alopátrica, é uma das fábulas contadas nos cursos e livros de biologia, mas nem mesmo Noé – se devidamente preparado com lupa e PCR – poderia ver. Isso é uma discussão muito longa em biologia evolutiva, de que normalmente os professores poupam os alunos, pois seria arriscado demais expor esse calcanhar da teoria. O fato é que o objeto de estudo em especiação é inadequado à pesquisa, por causa do enorme tempo, como você mesmo já mostrou saber. O que fazer, então? A solução quem propõe é Dobzhanski: é necessário colocar um sinal de igualdade entre macroevolução (especiação) e microevolução (mudanças acidentais) para que se possa estudar a evolução (Genetics and the Origin of Life, 1941). Esse sinal de igualdade é exatamente onde mora o sofisma. Passou-se por cima do bom-senso do método para que não se comprometesse a interpretação de resultados…
    
Sobre o caso das mariposas, propriamente, não são americanas, mas são de uma espécie que vive na ilha inglesa – Manchester não é nos Estados Unidos. Se os dados do artigo que cito são mal intencionados, sugiro que duvidemos, então, de tudo o que já foi publicado sobre ciência até os dias de hoje.
     Meu caro Jorge, mal intencionados são os que espalharam aos quatro ventos a clássica mentira do “melanismo industrial”. Recomendo que leia: “The “Classical” Explanation of Industrial Melanism – Assessing the evidence” (Sargent, Millar & Lambert, 1998, Evolutionary Biology, vol, 30, editado por Max K. Hencht et al., Plenum Press, New York).

 

No Coração de Maria Santíssima,
Fábio Vanini

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