Montfort Associação Cultural

17 de setembro de 2007

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Faculdades de Teologia ou de heresia

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Luiz Henrique
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau em andamento
  • Profissão: Desenhista
  • Religião: Católica

São Paulo, 13 de Setembro de 2007
 
A Paz!
 
Meu nome é Luiz Henrique da Silva, sou brasileiro de Santa Catarina, e eu resido atualmente na cidade de São Paulo. Venho por meio desta relatar, a quem interessar possa, alguns fatos ocorridos comigo no primeiro semestre deste ano.
Já havia algum tempo que vinha procurando uma oportunidade para participar de um curso livre de teologia que fosse voltado para leigos como eu. Na paróquia Santo Antônio de Lisboa, no bairro do Tatuapé, localizada à Rua Francisco Marengo, nº 1470, me foi entregue um folheto com informações sobre o “Curso de Teologia e Sagrada Escritura para Leigos” da “UniSal” (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), na Região Episcopal Belém – Setor Carrão. Segue anexa uma cópia deste folheto, onde constam as informações de que as aulas acontecem na Paróquia São João Batista, à Rua Coronel Marques, 174, também no bairro do Tatuapé, às segundas e quartas feiras, das 19:30 às 22 horas. 
Muito feliz, me apressei em procurar o local e iniciar o curso. Mas logo na primeira aula sofri uma grande decepção: a professora, cujo nome infelizmente não me lembro, ensinava em sala que os milagres bíblicos não existem, que todas as ocorrências maravilhosas descritas na Bíblia aludem a apenas simbologia ou metáforas, e que “A PRÓPRIA RESSUREIÇÃO DE CRISTO SERIA APENAS UMA METÁFORA, QUE NA VERDADE JESUS NÃO RESSUSSITOU REALMENTE E QUE A ‘PRESENÇA REAL’ NA EUCARISTIA NÃO EXISTE, MAS É APENAS UMA CELEBRAÇÃO SIMBÓLICA”. Essa mesma professora ensinava que (palavras dela): “É preciso que o católico ‘amadureça’ sua fé. Precisamos esquecer tudo que aprendemos na catequese. Os milagres bíblicos são metáforas, a ressurreição de Cristo é um símbolo. O que realmente importa é o serviço social”!
 
Profundamente desapontado, desisti deste curso e fui procurar um outro. Tenho comigo o sonho de me tornar catequista, e o meu objetivo era o de me capacitar e também me aprofundar no sentido da fé cristã, além de aprimorar a minha cultura bíblica.
 
Acabei tomando conhecimento do curso do “Itelsé – Instituto de Teologia da Região Sé”. Nessa instituição, as aulas são ministradas uma vez por semana, às segundas feiras, em horário noturno (das 19:30 às 21:45 horas), no Colégio Maria Imaculada, no bairro do Paraíso, à Rua Bernardino de Campos, 79, e o curso tem duração de três anos. Também estou enviando anexo a cópia do panfleto publicitário deste curso, cujo site na internet é:
 
http://www.regiaose.org.br/forma/itelse_det.html
 
Ingressei nesse curso e, como o meu interesse em aprender era (e é) muito grande, logo no meu primeiro dia de aula me tornei líder de classe, responsável pela interface entre alunos, professores e a diretoria da instituição.
 
Mas qual não foi a minha surpresa ao perceber que o principal objetivo deste curso também é o de negar, abertamente, os princípios essenciais da fé cristã católica, a existência dos milagres, a autoridade do papa como sucessor de Pedro e a importância dos dogmas da Igreja. Chocado, presenciei, por diversas vezes, o professor do primeiro ano “B” (Introdução à Teologia), Sr. Carlos Mario, negando a Presença Real do Corpo de Cristo na Eucaristia, a verdade dos Evangelhos e até mesmo a própria Ressurreição!
 
Presenciei, diversas vezes, à hora do intervalo e na saída das aulas, os alunos se entreolhando, no pátio e nos corredores, estupefatos com o conteúdo das aulas. E assim eu pude compreender o porque de ter sido saudado pelos meus colegas de classe, logo ao ingressar no curso, com a seguinte saudação: “Bem vindo! Aqui você vai perder a sua fé!”. Existe até uma espécie de “dito” entre os alunos: “Quem estuda teologia vira ateu!”.
 
Durante todo o tempo em que participei do curso (em torno de 90 dias, pois mais do que isso não pude suportar), tive a infeliz oportunidade de presenciar, em sala de aula, a figura do papa ser ridicularizada, sua autoridade questionada, e até a capacidade de realizar milagres do Cristo ser alvo de piadinhas e chacotas, por parte do professor.
 
Como líder de classe, participei de reuniões e pude comprovar, por mim mesmo, que esse comportamento não era condição exclusiva do professor supra-citado, mas sim de todo o corpo docente da instituição.
 
Depois de algum tempo, como disse, meu coração não suportou mais e eu abandonei também este curso. Inconformado, procurei ajuda via internet, e através do da Associação Cultural Montfort, fui orientado a escrever esta carta, relatando a minha experiência para que as devidas providências pudessem ser tomadas.
 
Gostaria de salientar que o que mais me preocupa é que percebo claramente o crescimento de um forte movimento pseudo-cristão marxista crescendo assustadoramente dentro da Igreja, aqui em São Paulo; uma ala que quase chega a pregar o ateísmo, composta de membros bastante inteligentes e MUITO ATIVOS, dirigindo atividades importantes e criando cursos como esses, dentro das paróquias, desviando fiéis e destruindo a fé, com o claro propósito de combater os princípios essenciais da Igreja.
 
Sem mais, e na esperança de ter contribuído, de algum modo, para o fim deste despautério, subscrevo-me.

Muito prezado  Henrique,
Salve Maria.
 
     O que você me conta em sua carta não é novidade. Essa é a heresia modernista que é pregada também na Faculdade de Teologia da Assunção, em uma das seções dela, onde os professores declaram aos alunos que visam causar-lhes uma crise na Fé. 
     Vários dogmas da Fé são explicitamente negados nessas “Faculdades” de “Teologia” ou antes Faculdades de Heresia. Na PUC de São Paulo, quem dirige  o cruso de “religião” é um ex padre — mas sempre modernista — e contaram-me que nessa “Pontíficia” Universidade, há profesores de “religião” que se declaram ateus, na própria aula de religião
     E comprovam-se esses erros modernistas e a ignorância imensa dos sacerdotes deformados nessses institutos, nas pregações e homilias de muitos padres deformados por tais cursos. Não é de estranhar pois, que a Igreja Católica em São Paulo esteja sofrendo uma crise tão grande na Fé. 
     Aliás, se o antigo Cardeal de São Paulo — Dom Cláudio Hummes — declarou que o “Lula é católico à sua maneira”, não é de se estranhar que os “Teólogos” paulistanos sejam também católicos à sua maneira. Isto é, que sejam, de fato, tudo, menos católicos.
    Como não ver que todos esses erros modernistas, toda essa indisciplina, e essa auto destruição e apostasia nasceram do Concílio Vaticano II?

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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