Montfort Associação Cultural

11 de outubro de 2004

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Evolucionismo rejeitado como princípio científico

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JB 12.VIII.99 TOPEKA, EUA – As autoridades educacionais do Kansas rejeitaram ontem a evolução como princípio científico, lançando mais lenha na fogueira da polêmica entre os defensores da criação (criacionistas) e os cientistas que aceitam a evolução das espécies. A medida representa uma vitória para os conservadores religiosos, que cada vez mais desafiam a educação científica nos EUA.
A decisão da Junta Estadual de Educação exclui toda menção às teorias evolucionistas no currículo das matérias desde o jardim da infância ao fim do 2° grau e elimina a evolução como forma de descrever o surgimento de novas espécies – como a evolução dos primatas para o homo sapiens. Desenvolvida no século 19 pelo cientista britânico Charles Darwin, a teoria da evolução – um processo guiado pelo sobrevivência dos mais aptos, do qual não participa nenhuma força sobrenatural – foi ruidosamente discutida nos EUA em 1925, num caso conhecido como “Scopes Monkey Trial”, em que o estado de Tennessee processou o professor John Thomas Scope por violar a lei que proibia o ensino da evolução.
Os grupos religiosos dizem que a teoria não pode ser provada, que destrói a fé em Deus e está em desacordo com o que diz a Bíblia sobre as origens da vida. Nos últimos quatro anos, pelo menos oito estados tentaram eliminar das matérias científica o tema da evolução. Dos 270 milhões de americanos, 45% acham que o Universo se formou há 10 mil anos, que nunca ocorreu o Big Bang, que deu origem a tudo quanto existe, e apenas 10% aceitam a teoria da evolução.

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