Montfort Associação Cultural

19 de novembro de 2004

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Evidência do Criacionismo

Autor: Fábio Vanini

  • Consulente: Lucas
  • Idade: 18
  • Localizaçao: Salvador – BA – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto

Da última vez que te escrevi, vocês me responderam com uma série de ataques pessoais e nenhuma lógica. Pois, bem; desta vez foi ser direto para que não possam fugir da pergunta: vocês criticam a teoria da evolução por não ter validade científica. Não quero discutir esta questão com vocês porque é perda de tempo. Minha questão é a seguinte: me apresente uma única prova, veja bem prova não argumento, científica que justifique o criacionismo.

Caro Lucas, salve Maria.

Espanta-me profundamente sua consulta. Não pelos erros conceituais (prova não é mais argumento? Um argumento correto não serve de prova? Os argumentos que demos são lógicos e corretos, mas não valem para você? Se um argumento é perda de tempo, por que você freqüenta um curso superior, onde se aprendem argumentos? Você sabe a diferença entre prova e evidência? Prove para mim que você existe!).

Erros conceituais todo estudante tem, por isso não me causam espanto.

Mas você deve estar em busca, na verdade, de uma evidência – algo que se ! – e não prova. O que se prova, assim se faz por não ser evidente. O que é evidente não necessita de prova. Óbvio! É evidente que uma gaivota voa, mas que ela esteja doente pode não ser evidente. Nesse caso, é necessário uma prova.

Pois é evidente que há uma ordem na natureza. Desde a matéria bruta, passando pelos vírus, bactérias, fungos, algas, plantas, animais, até o homem, há uma escala! Uma régua é uma escala, e você não vê (evidencia) uma régua na natureza, resultado de um processo aleatório e desordenado. Quem evidencia que existe uma escala ordenada na natureza, deduz – numa conclusão óbvia – que há um ordenador inteligente, ainda que tenha Ele atuado por causas segundas.

E os seres vivos, seguem uma evidente orientação? Seria loucura afirmar que as criaturas irracionais têm intenção em si mesmas, mas seria um absurdo maior ainda, dizer que a natureza é caótica e sem lógica. É tão evidente, que qualquer homem, por mais ignorante, pode dominar a natureza, pois vê que ela é previsível e compreensível. E só é previsível aquilo que obedece leis fixas e compreensíveis.

É também evidente que a ordem interna de qualquer ser vivo é frágil. Tire uma foto das fibras neurais do globo ocular, veja e conclua você mesmo: o que aconteceria se eu mudasse cegamente apenas um desses “fiozinhos”. Quem não vai mais ver nada é o dono daquele olho!

Quem não quer ver são os evolucionistas. Os evolucionistas que são “cegos ao meio-dia” e vêem o que não existe. O próprio Dobzhanski diz que as mudanças lentas evolutivas o homem nunca as poderá ver, por causa da dimensão temporal! (in Organic Diversity, 1937). Eis meu assombro: antes, onde estão as evidências da Evolução? Se você as têm, mostre às grandes academias de ciências naturais, que as buscam incessantemente. Quem sabe você consegue uma publicação colorida nas revistas Galileu ou Super Interessante…

E onde estão as evidências fósseis. A paleontologia só complicou a situação dos evolucionistas. Onde estão os intermediários? Quem evidenciou um caso real de especiação?

Sugiro que leia “A Caixa-Preta de Darwin”, de Michael Behe. Mas se quiser, não precisa ler a argumentação, só observe as muitas evidências de uma ordem real bioquímica nos organismos.

Sugiro também que não despreze a argumentação. Pois a ciência sem a argumentação é como sal sem gosto. Não serve para mais nada.

In Corde Iesu,
Fábio Vanini

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