Montfort Associação Cultural

10 de janeiro de 2008

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Evangelização dos jovens

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Gualberto Gracindo Gonçalves Junior
  • Localizaçao: São Vicente – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Atendente Comercial
  • Religião: Católica

Prezado Profº Orlando, Salve Maria!

Primeiramente, gostaria de parabenizar o site pela qualidade do conteúdo, o que é raro. Aqui me sinto a vontade quanto na certeza de ter respostas bem fundamentadas.

Bem, peço a equipe desse site qual a análise que vocês fazem diante do documento resultante da 44ª Assembléia dos Bispos – Evangelização da Juventude (Caderno de Estudos da CNBB número 93). O que acrescenta esse documento ao desafio de nossa Igreja de anunciar a Boa Nova aos jovens?

Gostaria de recorrer a vocês para esclarecer questionamentos que há muito tempo eu guardo: qual a maneira mais eficaz de evangelizar os jovens? Por que a Igreja Católica, que tem experiência de séculos com evangelização e insuperável embasamento teórico, encontra tanta dificuldade em atrair os jovens e amadurecer sua fé? Diante de tantos atrativos que o jovem encontra à sua volta, como a Igreja deve atuar, pois o que mais afasta o jovem é a “monotonia da vida em comunidade”, segundo eles? Shows, festas, clubes etc colocam em prática métodos eficazes para atraí-los; Jesus atraía multidões. O que falta na nossa Igreja para evitar o esvaziamento de jovens em seus templos?

Agradeço-vos desde já vossa atenção e peço-vos orientação quanto a esse assunto.

In Corde Jesu, semper,
Gualberto Gracindo Gonçalves Junior

Muito prezado Gualberto,
Salve Maria.

     Obrigado por suas palavras.
     Nosso Senhor disse que quando fosse levantado (na cruz) atrairia tudo a si. A CNBB e suas xaroposas campanhas não atraem ninguém.
     Os padres, depois do Concílio Vaticano II, ao invés de falar da cruz de Cristo, oferecem aos moços bailes, shows, emoções e rock. O resultado é zero. 
     
Há sim jovens — bem poucos — que vão à Missa em certas paróquias. Mas eles, infelizmente, nada sabem da doutrina católica e só vão lá, na maioria da vezes, se exibir tocando em bandas furiosas, que profanam a Missa. Vão para namoros. E depois se vão com a guitarra e sem Deus.
     A apostasia é geral.
 

     Você tem razão ao dizer que a Igreja sempre atraiu os jovens. Dom Bosco, no século XIX tinha milhares de moços e meninos com ele. E nunca lhes permitiu bailes. Fazia-os rezar e lhes ensinava o Catecismo, por isso os atraía.
     Ora, sempre dei aulas a jovens e sempre tive muitos jovens comigo. A Montfort tem sempre um público jovem com ela.
     Um poeta disse certa vez que “A juventude foi feita para o heroísmo e não para o prazer” (Paul Claudel). É a cruz, o heroísmo, o sacrifício que atraem os moços.
     Essa sempre foi a pedagogia da Igreja: pedir aos moços que busquem fazer o bem com sacrifício de si mesmos.
     Hoje, padres que usam bermudas, sinceros como Judas, oferecem aos jovens bailes, shows, cristotecas e rock. Mas, se é para gozar a vida, parque ir à paróquia? Os jovens vão então diretamente aos antros de perdição. 

     Só Deus atrai. Só a verdade atrai e A Verdade foi crucificada. A Verdade — Cristo Jesus — só se encontra na cruz.


In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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