Montfort Associação Cultural

31 de janeiro de 2005

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Espécies humanas extintas

Autor: Fábio Vanini

  • Consulente: Marcelo Bondioli
  • Localizaçao: Pindamonhangaba – SP – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação em andamento
  • Religião: Católica

Em várias ocasiões, os senhores referem-se à várias fraudes relacionadas à espécies humanas extintas, como o H. Piltdown, Pequin, etc…

Não considerando as espécies muito antigas, como Habilis ou Erectus, que comprovadamente foram extintas antes do surgimento da espécie H. Sapiens, como explicar o Homem de Neandertal ? Análises de DNA já comprovaram que geneticamente eles são diferentes da espécie humana atual. Pois bem, registros arqueológicos demonstraram que os Neandertais e a nossa espécie conviveram durante um determinado periodo, cerca de 30 mil anos atrás.

O que isso significa ? Que duas espécies humanas viveram juntas, milhares de anos atrás ? Mas isso não contradiz o que a Igreja prega ?

Envio um link, http://en.wikipedia.org/wiki/Homo_neanderthalensis, com maiores informações sobre os homens de neandertal.

Grato pela atenção,

Marcelo Bondioli.

Prezado Marcelo Bondioli,
 
Ao contrário do que você põe em sua carta, tratamos sim de outros fósseis humanos, seja em outras cartas, seja no artigo sobre a Teoria Darwinista, neste site. O que não consideramos, pois é um erro, é o tratamento de tais fósseis como se fossem espécies distintas. Para cada fóssil humano ou macacóide novo que encontram é dado um nome que confere ao paleontólogo ou arqueólogo descobridor da relíquia seus 15 minutos de fama na revista Nature.
 
Porém, é mais uma armadilha dos evolucionistas tratar esses registros desta maneira. Basta encontrar uma calota craniana mais achatada que o normal, pronto: foi encontrada uma nova espécie intermediária entre homens e macacos.
 
Só que junto a muitos desses fósseis (de H. erectus, H. habilis, H. neanderthalensis) são encontrados restos de fogueiras, ferramentas, vestígios de funerais com polens de flores, e outros resquícios de civilidade.
 
Meu caro Marcelo, segundo o texto que me indicou, até mesmo uma flauta diatônica foi encontrada junto ao Homem de Neanderthal. Só não encontraram também um livro do Jay Gould, pois eles deviam preferir estudar metafísica ou filosofia.
Quando você diz que a análise de DNA provou que eles são diferentes dos humanos atuais, o que quer dizer? Que finalmente alguém descobriu uma fórmula que permite a classificação de espécies por análise de DNA? Dar-se-á um grande pontapé nos aproximadamente oito conceitos de “espécie” conhecidos, para que seja aceito esse exame infalível, que tão facilmente diferencia uma espécie de homens que fazem flautas da nossa espécie que “leva a vida na flauta”.
A tal comparação de DNA foi feita com base em DNA mitocondrial. É curioso como os evolucionistas lutam contra as evidências contrárias à sua apaixonada teoria: tendo um objeto como uma flauta diante dos seus olhos, vasculham as moléculas em busca de alguma solução para a teoria. De qualquer forma, gostaria que você procurasse se informar se já definiram qual o grau de similaridade de seqüência de DNA que determina a separação de espécies. Posso te garantir que sua procura será bastante demorada, tal a confusão reinante na chamada “filogenia molecular” que escolhe, para efeitos de comparação, diferentes seqüências de nucleotídeos, como mais convém ao objetivo: separar ou unir diferentes taxa ao gosto do cliente. Mas de qualquer forma, gostaria de saber o que diz a análise do DNA nuclear, pois se não foi divulgado, provavelmente mostra algo que eles não desejam divulgar.
 
Como podemos nos certificar que as primeiras espécies citadas por você foram extintas antes do “homem atual”, se o que “temos” em mãos é a ausência de fósseis? Como podemos provar que o Homem de Neanderthal, que coabitou com o homem atual, realmente já é extinto? Apenas por uma ausência de vestígios? A ausência não prova que ele não existiu ali e naquele tempo, do mesmo modo que o exame de DNA, proveniente de fósseis e de homens atuais, apenas mostra que são DNAs diferentes. As conclusões – ou o que você chama de provas! – de que são espécies diferentes e não existiram em tal época são apenas meios dos darwinistas distorcerem um fato em prol dessa ideologia. Tanto é que o artigo a que você se refere menciona que a decisão de chamar o Homem de Neanderthal de outra espécie foi calorosamente debatida, antes de ser publicada. Ou seja, provas assim, na ciência moderna, valem até que surja prova em contrário. E a especulação da Dra. Myra Shackley, citada no artigo, mostra que não há consenso entre os evolucionistas. Ainda mais: se há um grupo de selvagens no Cáucaso que seria de descendentes dos Neandertais, alguém diria que eles são de outra espécie, que não a humana? Não seria esse tipo de situação extremamente propícia ao racismo, tão comum e conseqüência natural do evolucionismo? Se eu lhe apresentar alguém baixinho, com a cabeça 10% maior que o normal e com musculatura desenvolvida, você se arriscaria fazer um exame de DNA mitocondrial nele para testar se ele é um Neanderthal das cavernas, escondido entre nós humanos?
 
Além disso, quem pode afirmar que o H. heidelbergensis seria um híbrido entre H. sapiens e H. neanderthalensis? Um mulato é um híbrido em que grau taxonômico? Repare, Marcelo, que esta tese esta a um passo de uma justificativa a uma descriminação racial, como a de Darwin, em “A Descendência do Homem”.
 
Caro Marcelo, classificar os homens da história com nomes de espécies é mais uma falácia darwinista, é um sofisma evolucionista, que trai o método científico. Note que são todos classificados como pertencentes ao gênero humano. A partir daí, é muito fácil alguém se proclamar espécie derivada, acima dos miseráveis humanos flautistas.
 
No Coração de Maria Santíssima,
Fábio Vanini.

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