Montfort Associação Cultural

13 de fevereiro de 2015

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Encontro em Viena reúne direita política, “eurasianos” e católicos pseudo-tradicionais como Roberto De Mattei

Cresce na política europeia a votação dos partidos de direita – de monarquistas e conservadores a neonazistas – impulsionada pela degeneração da sociedade e pela crise econômica produzida pelos governos de esquerda.

Contraditória ou dialeticamente, esses direitistas têm buscado inspiração em um novo messianismo – o “eurasianismo” –  centrado no sonho da “Mãe Rússia”, cuja alma seria a Igreja Ortodoxa Russa e cuja cabeça seria ninguém menos que Vladimir Putin, o ex chefe da KGB comunista, mal convertido em defensor das “tradições cristãs”!

Segundo essa doutrina, a Europa estaria incapaz de resistir à degradação da sociedade trazida pelas leis contra a família, como o casamento gay, o aborto e a eutanásia, imposta pelos Estados Unidos e por Israel –  sem a liderança e a proteção da Rússia.

Graças a certas medidas de contenção do aborto, de combate à militância gay, de favorecimento da natalidade, o governo Putin se habilitaria, diante dos defensores dessa tese, junto com a Igreja Ortodoxa, cujo trunfo seria a liturgia tradicional, à restauração da “civilização cristã”…

Representantes desses partidos e movimentos aprofundaram seus laços em um encontro em Viena, destinado a se manter secreto, no mês de abril de 2014, patrocinado pelos russos e contando com a participação do ideólogo do eurasianismo Aleksandr Dugin. Presentes estavam representantes da nobreza e de partidos de várias correntes de direita: do Front National francês, do FPÖ ou Partido da Liberdade da Áustria, do partido búlgaro Ataka, dos carlistas espanhois… e de um personagem agora onipresente no mundo católico tradicional: Roberto de Mattei.

Teoricamente, o encontro comemorava os duzentos anos da Santa Aliança, mas era nítida a esperança da criação de uma nova aliança pan-direitista… E a quem se pretende dar a liderança desse movimento?

Ora, direita e esquerda têm sido irmãs gêmeas dialéticas, ambas úteis e necessárias para, em sucessivas guerras, revoluções e falsos progressos sociais, destruir a Cristandade – a antiga sociedade católica submissa à Igreja.
Fonte da notícia: Don Curzio Nitoglia
Comentário Montfort
Leia-se sobre esse assunto o ensaio do Prof. Orlando Fedeli, Direitas e Esquerdas

 

 

 

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