Montfort Associação Cultural

7 de janeiro de 2005

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Emolumentos Paroquiais e Festas na Igreja

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Vanderlei
  • Idade: 49
  • Localizaçao: Ribeirão Preto – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído

Prezado Prof. Orlando Fedeli

Que a Paz de Cristo esteja contigo

Quero parabenizá-lo por este trabalho maravilhoso em favor do povo católico, pois muito tenho aprendido lendo seus artigos e estudos.

Desculpe incomodá-lo, mas preciso tirar duas dúvidas que muito me incomodam na Igreja que são as taxas cobradas no batizados, casamentos, intenções nas Missas ,etc. e as festas ou promoções realizadas nas paróquias com o objetivo de angariar dinheiro.

Eu penso que o correto seria ensinar os paroquianos a contribuir com o dízimo e as ofertas e evitar a cobrança das taxas e a realização das festas ou promoções onde são vendidas até bebidas alcoólicas.

Professor será que eu estou errado em pensar assim?

Certo de sua atenção aguardo seus sábios ensinamentos a respeito destes assuntos.

Obrigado,

Atenciosamente,

Vanderlei

Muito prezado Vanderlei, Salve Maria.

Muito lhe fico agradecido por suas palavras tão generosas acerca de nosso trabalho em defesa da religião Católica, a única Igreja verdadeira, a única Igreja de Cristo. Agradeço a Deus que nos permite servi-lo. Peço-lhe que reze por nós, do site Montfort, para que permaneçamos fiéis a Deus e à sua Palavra.

Suas perguntas não me trazem incômodo, mas sim a oportunidade de esclarecer a você, e a outros, e assim praticar a caridade. Deus lhe pague, então, por sua pergunta e por sua confiança.

O sacerdote tem direito de viver do altar, nos ensina São Paulo (I Cor. IX,13) – como é natural – é justo que se dê ao sacerdote o que ele possa viver condignamente.

Na Igreja, se pagava o dízimo, que significa a décima parte do que se ganha. A Igreja fez mesmo um mandamento (o 5°.):”Pagar dízimos,”segundo o costume“.

Repare: “segundo o costume“, isto é, não exatamente e matematicamente a décima parte do que se ganha, mas sim, o que o costume estabeleceu.

No Brasil, o costume sempre foi que cada um desse o que lhe fosse possível, quando pudesse, de acordo com a consciência.

O que se faz, hoje, exigindo matematicamente a décima parte do que se ganha, contraria o costume, e é, de fato, um abuso pois numa época de tão grande crise fica bem difícil a um operário braçal ou a uma empregada doméstica – ou a um professor… – pagar o dízimo, a décima parte do que ganha.

Veja, então, a sabedoria da Igreja ao mandar pagar o dízimo “segundo o costume. Se a Igreja age com sabedoria, é de lamentar que muitos sacerdotes se recusem fazer casamentos de graça, para os pobres, ou que cobrem altas quantias para adornar a Igreja.

Conheço o caso de uma empregada doméstica que, não podendo pagar as despesas do casamento, na Igreja, ia se “juntar” por falta de dinheiro. Graças a Deus, ela tinha uma excelente patroa, que lhe pagou todas as despesas do casamento e, ademais, arranjou-lhe o vestido de noiva.

O Padre deveria ter agido de modo semelhante. Curioso é que essa dureza de coração exista especialmente na hora em que se fala tanto – e tão demagogicamente – em opção preferencial pelos pobres.

Conheci um padre pró-guerrilha comunista, que pôs fora da Faculdade Católica que ele dirigia, um professor pobre, que só tinha aquele emprego, só porque o professor era contra o comunismo. E o substituiu por uma professora marxista…

Justiça caolha do clero progressista…

Quanto às festas “paroquiais”, lamentavelmente, elas são organizadas, muitas vezes, apenas para arrecadar dinheiro. Você critica, com razão, a venda nelas de bebidas alcoólicas. Mas … e o que acontece nessas festas, que muitas vezes incluem baile e rock, o que acontece em matéria de impureza?

Escreva-me sempre. E, se lhe for possível, venha nos procurar em São Paulo, se vier à capital.

In Corde Jesu,
Orlando Fedeli

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