Montfort Associação Cultural

24 de abril de 2011

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Em resposta a: ´Descobrimento do Brasil´

Autor: Marcelo Andrade

  • Consulente: Lucca
  • Localizaçao: Curitiba – PR – Brasil
  • Religião: Ateu

A resposta dada pelo Sr. Fedeli possui lacunas e incorreções:

1) Embora os relatos iniciais não acusassem a existencia de riquezas minerais no Brasil, as terras foram usadas para plantio de cana e outros usos que fizeram a riqueza de Portugal. Portanto, as navegações e o colonialismo tem sim uma conotação “financeira”, com o objetivo de enriquecer as coroas européias. Outra prova disso é a rapina do ouro realizado pelos espanhóis no México.

2) O catolicismo não tem direito ou não pode colonizar a China e o Japão? Se não tem o direito de colonizar civilizações já estruturadas, porque houve a conquista e escravização da civilização Asteca no México?

Lucca.

Lucca, Salve Maria!
1) Inicialmente, há de se distinguir os objetivos das colonizações portuguesas e espanholas das inglesas e holandesas. Estas últimas tiveram um caráter nitidamente econômico e político. Os holandeses, então, foram verdadeiros rapinadores.
     Os espanhóis e portugueses, por sua vez, tiveram um escopo principalmente religioso, secundariamente político e só depois econômico (que cresceu ao longo do tempo).
     
Poder-se-ia perguntar: onde está escrito que o objetivo de Portugal era a missão religiosa? Só que esta não é a pergunta inteligente. A pergunta perspicaz é: onde não está escrito isto? Aí a resposta é difícil.
     
Pois, está na bula Romanus Pontifex, que elogia o zelo apostólico de Henrique, o navegador, que morreu endividado por causa das navegações.
     
Está na carta de Pero Vaz de Caminha que escreveu que a maior riqueza das terras do Brasil eram as almas para converter.
     
Está nos comentários dos ingleses sobre Goa, dizendo que os portugueses só a mantinham por causa da honra e da religião, uma vez que esta cidade, depois do séc XVII, só deu prejuízo para a Coroa.
     
Está na carta do governador de Goa a D. João V reclamando que o rei mandava mais dinheiro para as missões do que para a administração.
     
Está na carta de Henrique Couceiro a Salazar, já no fim do Império, pedindo que o Estado Português reforçasse seu empenho missionário em Angola.
     Isto para exemplificar.
2) O caso da China e do Japão é diferente dos Astecas e dos Incas. A corrupção dos primeiros, apesar da sodomia e do infanticídio, era bem menor que a dos segundos. Na China havia até uma sínderese que foi reconhecida pelos primeiros missionários. O nível de civilidade deles era nitidamente superior.
     O Império Asteca, talvez, foi o que mais realizou sacrifícios humanos e o que mais praticou a antropofagia em toda a história. Até um autor moderno e nada simpático aos espanhóis como David Landes, no livro “A Riqueza e a pobreza das nações”, reconhece que é difícil defender o império Asteca tamanha a selvageria daquele povo. Por causa disto, Cortez foi reconhecido como o libertador.
     
Os Incas também praticavam sacrifícios humanos em grande escala e eram especialistas em sacrifícios de crianças de um modo tão horroroso que não dá nem para contar.
     
Os crimes destes impérios clamavam por justiça e a Espanha livrou estes povos da selvageria. A Espanha os salvou e não os “escravizou”. A maioria da população do México é mestiça ou indígena, idem para a Bolívia e Peru.
     
Quanto ao caso do ouro, é ridículo afirmar que Espanha e Portugal “roubaram” o ouro de suas colônias, porque estas junto com aqueles formavam as mesmas nações. Por exemplo, o Brasil explora minério do estado do Pará, mas se amanhã o Pará se tornar independente, ele poderá dizer com direito que o Brasil “roubou” seu minério? Claro que não, porque na data da exploração, o Pará e o resto do Brasil formavam uma mesma nação.
     
E depois, perto da obra espanhola e da portuguesa, perto das nações que construíram, reclamar o ouro é descabido. Antes deles não existiam Brasil nem México nem Peru, o que havia eram povos selvagens, canibais e assassinos, sem o menor traço de civilidade. O que Portugal e Espanha fizeram na América não há ouro que pague.
     
Deve-se abandonar a visão errada da história marxistóide que deforma os fatos históricos e só enxerga sua fracassada ideologia.
     
O que se diz, hodiernamente, sobre a história da Espanha e de Portugal, as duas nações augustas missionárias de outrora, é pura mentira.
     Vejo que você se qualifica como ateu, convido-o a ler este texto: Existência de Deus
     E  assistir a esta aula: http://pt.gloria.tv/?media=105822
     Se objeções houver, por favor, envie-as à Montfort.
Marcelo Andrade


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