Montfort Associação Cultural

8 de agosto de 2005

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Em defesa do Pe. Léo – II

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Aparecida Carrasqueira
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Religião: Católica

Prezado Sr. Orlando Fedeli

Gostaria em primeiro lugar de dizer que eu o admiro muito, especialmente, por sua dedicação na defesa de nossa fé.

A respeito da entrevista do Pe. Léo no Jô Soares, foi respondido a um leitor do Rio de Janeiro que nem o Jô Soares nem tãopouco a Rede Globo são exemplos cristãos, e isto é mesmo óbvio. Mas, acredito que a entrevista do Pe. Léo não foi bem compreendida por alguns leitores.

Primeiro porque ele foi convidado, e esta é uma excelente oportunidade para se falar de fé, de caridade, de Bíblia e de Catolicismo em uma emissora de TV, que, quer gostamos ou não, atinge a milhares de lares no Brasil e no Exterior. Não foi Nosso Senhor Jesus Cristo que disse: “Eu vim para os doentes”?
O Pe. Léo estava mostrando as suas fraquezas, para conquistar sutilmente as pessoas, com bom humor, que é a linguagem da juventude.

Como dever ser de seu conhecimento, a TV Brasileira, tem promovido alguns debates sobre assuntos polêmicos para a sociedade (não convertida) como aborto, camisinha, casamento de homosexuais, onde os representantes católicos, são, com todo respeito, padres tão idósos, que mal conseguem falar, diante de homossexuais, jovens desinformados e até pastores protestantes que gritam, gritam, e conseguem o que querem, ridicularizar o representante da nossa Santa Igreja.
E o Pe. Léo, é um homem inteligentíssimo. De bem com a vida, o que também elimina a impressão que muitos têm, que, ser um membro da Igreja, seja qual for sua posição, implica em ser limitado para enxergar o mundo atual, emburrado e até infeliz, porque não vai na “onda” e “modas” do mundo.

Com aqueles fatos citados por ele, relacionados ao seu envolvimento com drogas, ele dá um exemplo para as pessoas que hoje se encontram na mesma situação, sendo assim, se todos somos iguais, e se ele conseguiu mudar de vida, todos podem conseguir o mesmo milagre. Viver em Jesus, e ser muito feliz.

Deus se mostra aos humildes de coração e confunde os soberbos de sabedoria. É preciso trabalhar a nossa sensibilidade para enxergar os caminhos de Deus.

Que Deus os abençõe,

Muito prezada Dona Aparecida,
Salve Maria!
 
    Muito obrigado por suas palavras benévolas com relação à minha pessoa. Peço-lhe que se lembre de mim quando rezar, pedindo a Deus misericórdia por minha alma. Deus lhe pague.
    A senhora tem razão ao dizer que se devem aproveitar as oportunidades de defender a Igreja e a Fé. Entretanto, há certos limites que não podem ser ultrapassados.
    Veja a senhora que Jesus se recusou a dizer uma palavra sequer para Herodes. E o tal Jô Soares é pessoa que faz programas escandalosos, que ofendem gravemente a moral . Ir à seus programas é um modo de não censurar esses erros, e, de algum modo, passando por cima dos escândalos que nele se dão, promover tais programas. Se um padre vai a um programa desses, porque um simples católico não poderia assisti-los?
    Nosso senhor veio curar os “doentes”, é verdade. Mas Padre Leo não converteu o locutor responsável por tais programas escandalosos. Nem sequer, que eu saiba, o criticou. Coisa que tinha obrigação de fazer. 
    E Nosso Senhor não procurou conquistar a juventude com bom humor.
    Ele pregou a cruz, dizendo: “quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga”. Jesus disse isso exatamente a um moço rico e de “bem com a vida”…
    Desde o Vaticano II, os padres vivem correndo atrás dos jovens, sem nenhum êxito, porque a juventude ama o heroísmo, e é conquistada pelo desafio dos sacrifícios, e não com piadas, pandeiros, guitarras e outras capitulações vergonhosas.
    A senhora me diz que o tal padre Leo — que nunca vi nem li — é “inteligentíssimo“e de “bem com a vida“. O tal Marcos Valério do mensalão parece ser bem inteligente e estar, também, de ”bem com a vida”. Entretanto…
    Minha senhora, o que a Igreja precisa é de Padres santos, que estejam bem com Deus, e não de bem com a vida.
    Tomara que o tal padre Leo esteja nesse caso.
    O Santo cura d´Ars, São João Maria Vianney, era pouco inteligente, e teve vida bem dura e pura, sacrificada e pobre. O Papa fez desse santo o modelo para os padres. Seria muito bom que Padre Leo o imitasse. Para começar, não indo cortejar os grandes segundo o mundo…
    Lembro-lhe que Nosso Senhor diz que não rezou pelo mundo, e que tirou os seus do mundo.
    Nas Primeira Epístola de São João, lemos:
    ”Não ameis o mundo, nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba de vida, e isto não vem do Pai, mas do mundo.. Ora, o mundo passa, e as suas concupiscências com ele, mas o que faz a vontade de Deus permanece eternamente”. (I Jo. II, 15-17). A senhora já viu aplicação mais correta, concreta e direta dessas palavras do que quando se as aplica à Televisão?
    Pois não é à TV que se aplica perfeitamente o dizer que ela é “concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba de vida, e isto não vem do Pai , mas do mundo”?.
    Como o “inteligentíssimo” padre leo não percebeu isso ?
    Dona Aparecida, a força e o prestígio da TV passam como fumaça. E o que nela é aplaudido, hoje, amanhã estará esquecido,     As palavras ditas na TV passam, e são arrastadas pelo vento do esquecimento, ficando ao leu, nas sarjetas das vias lamacentas de seus programas escandalosos.
    Que o Deus que se mostra aos humildes de coração lhe abra os olhos — e os do Padre Leo — e que Ele confunda os soberbos do mundo que se curvam ante o baal da TV.
    E para a senhora enxergar os caminhos de Deus, desligue a TV .
    Joque-a fora.
    Ao leu.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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