Montfort Associação Cultural

1 de setembro de 2005

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Elogios e observações para o site

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Eduardo Costa Rodrigues
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Religião: Católica

Prezado prof. Fedeli, Salve Maria!

Primeiramente quero elogiar o site. Posso dizer que, com toda certeza, não existe outro igual na Internet. Como católico interessado em aprender mais sobre minha Igreja, encontrei neste site uma fonte “inesgotável” de ensinamentos confiáveis. Antes de acessar o site meu conhecimento sobre a Igreja era bem mais fraco do que é agora. Graças a Deus (e ao senhor, prof. Fedeli), aprendi muito sobre a situação na qual a Igreja Católica se encontra hoje (muito devida aos modernistas que nela se infiltraram) e também muito sobre a verdadeira doutrina católica.
Hoje combato mais firmemente em defesa da fé do que antes, e quero continuar combatendo mais e mais.

Em segundo lugar, gostaria de fazer alguns pequenos comentários sobre 2 cartas que li no site (com todo o respeito que um aluno pode ter para com um professor, pois é assim que me considero em relação ao senhor).

1) Na carta (http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=polemicas&artigo=20050104081204&lang=bra) o senhor, no final da resposta escreve: “Sim, porque, crendo nessa heresia da salvação universal, ele já não é católico. Ele é um herege modernista.”

É verdade que o dito por esse seminarista é, objetivamente, heresia modernista, e heresia bem grave, porque tem como conseqüência “lógica” a permissão para se pecar à vontade. Mas, até onde eu sei, uma pessoa só se torna herege se dá seu consentimento interior e pleno a algo que sabe ser contrário à fé católica. Ou seja, para ser herege é necessário um fator subjetivo.
O que quero dizer é que não é possível, ao menos na carta enviada pelo leitor, dizer se o tal seminarista é herege ou não, porque ele pode não ter má vontade (embora haja muito seminaristas e padres que sejam bem ruins e que até desobedecem o Papa quando manda algo para, por exemplo, acabar com os abusos nas missas). É verdade que o ensino nos seminários hoje deve ser bem ruim, o que se deduz dos casos de pedofilia e do comportamento de muitos padres atualmente. Mas observo que há alguns padres e mesmo seminaristas que ensinam erros por ignorância, porque as bases teológicas atualmente ensinadas nos semináros devem ser muito fracas, provavelmente. Como neste caso não é possível dizer se esse seminarisa é realmente modernista, penso que seria bom fazer uma correção na carta para que se evite uma possível injustiça com o tal seminarista (embora ele ensine algo certamente contrário à fé católica).

2) Por fim, na carta (http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=rcc&artigo=20050131153338&lang=bra) o senhor diz também no final, após descrever uma cerimônia dirigida pelo padre Roberto Lettieri: ” Como Padre Roberto diz coisas tão certas contra os Padres carismáticos, e, depois, faz exatamente o mesmo: vai pondo a mão na testa das pessoas , para fazê-las “repousar no espírito”?
E isso reconhecendo que dá azo para a ação do malígno e para histeria emocional?
É incoerência e contradição demais.
Tudo isso me convenceu que Padre Roberto é mais um Padre carismático, e que seu respeito pela Missa de sempre não se coaduna com o modo dele usar o Santíssimo Sacramento, no ostensório, nesse caso da cerimônia que presenciei por DVD. “

O que pude entender da fala do pe. Roberto é que ele não condena a RCC, mas sim algumas coisas feitas por ela. Concordo totalmente com o senhor quanto ao fato da RCC ser de origem protestante, e quanto ao fato de não ensinar a verdade católica. Só quero dizer que, no texto, o pe. Roberto não parece condenar os carismáticos por serem carismáticos, mas parece condenar somente aqueles (os quais diz serem maioria) que querem ganhar dinheiro com o nome de Jesus. Também não cita especificamente padres como sendo participantes dessas coisas (embora possa haver).
Ele também parece dizer que os eventos causados por “obra do maligno” naquela reunião foram algo inesperado, e que a cerimônia não seria algo que dá azo às manifestações do maligno (se estou certo nesta minha interpretação do texto, então o Pe. Roberto nisto está muito enganado).

Se essa interpretação que apresento altera o conteúdo da resposta, também penso que seria bom fazer algum correção na carta que está no site.

Com esses 2 comentários só viso a melhoria do site. Porque um vacilo em uma resposta poderia dar motivo para os inimigos da Igreja e para outras pessoas, inclusive católicas, falarem mal do site e, o mais importante, do conteúdo do site, que é incomparável. Como conseqüência, isso poderia até prejudicar a conversão de alguem.
Sei que antigamente o Santo Ofício se limitava a dizer que “este livro contém frases que não são conformes à doutrina católica” , sem condanar (ao menos num primeiro momento) aqueles que os haviam escrito, pois podiam ter escrito um erro sem o saberem. E é com esse mesmo objetivo que escrevo esta carta ao senhor.

Sem mais, me despeço agradecendo mais uma vez pelo bem que o senhor fez a mim pelo site.

Salve Maria,
Eduardo.

Muito prezado Eduardo,
salve Maria !
 
    É uma alegria para mim saber que o site Montfort contribuiu, com a graça de Deus para suscitar mais um combatente contra o Modernismo, pronto a defender a Fé.
    Claro que o terei, com prazer, como mais um de meus alunos virtuais na Internet. Escreva-me sempre.
    Como você é de São Paulo, aproveito para convidá-lo a vir assistir palestras na Montfort. Mande-me o seu telefone, por favor.
    No caso do seminarista, limitei-me a julgar a sua manifestação objetiva de heresia modernista.
    Só podemos fazer um julgamento objetivo do que a pessoa disse. Subjetivamente, só Deus pode conhecer o interior de cada um. Só Deus pode julgar a culpabilidade de cada pessoa.
    Para ser objetivamente herege, é preciso que se negue pertinaz e conscientemente um dogma de Fé proclamado pela Igreja. Mesmo assim, o julgamento que se faz é do fato externo.
    O que disse então tem em vista apenas a negação objetiva de um dogma, jamais um julgamento do foro interior do seminarista, pelo qual rogo a misericórdia e a graça de Deus. Nesse sentido, minha carta era uma advertência a ele para que se desse conta da gravidade do que estava defendendo. Portanto, visei o bem dele e o dos leitores, para que odiassem a heresia. Ademais, não tenho eu nenhuma autoridade judicial ou eclesiástica para pronunciar julgamentos, apenas afirmei sobre um fato objetivo.
    Quanto ao Padre Roberto, o que ele fez foi um escândalo, não só para mim, mas para muitos que assistiram os fatos. Ele faz exatamente o que fazem outros carismáticos, e depois os critica.
    Isso, objetivamente, é uma contradição.
    E não me preocupo que falem mal do site. Ainda que fosse tudo perfeito no site e em mim — o que está bem longe da realidade, por causa de meus inúmeros defeitos — falariam mal do site.
    Nosso Senhor era Deus encarnado e Mestre perfeitíssimo, e, mesmo assim, foi caluniado e crucificado. E Ele nos preveniu que se caluniaria os que O seguissem. Se você quer ser defensor da verdade católica, seguindo a Nosso Senhor, prepare-se para ser caluniado. Se não, desista.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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