Montfort Associação Cultural

25 de novembro de 2004

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Elogios / Código Da Vinci

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Renato
  • Idade: 24
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Vendedor
  • Religião: Católica

Ola caro amigo Orlando Fedeli.

E com muita satisfaçao que lhe escrevo esta carta, visto que nos dias atuais são poucas as pessoas que ainda defendem a verdadeira fé católica, una e santa.

Gostaria de parabenizá-los pelo excelente trabalho que vem realizando em nome da santissima Igreja e pedir que em momento algum fraquejem diante do inimigo que se torna cada dia mais feroz e poderoso.

Fora os elogios que se fazem necessario devido a sua ardua luta contra os inimigos de Deus, gostaria de lhe fazer algumas perguntas.

 Por curiosidade comprei um livro que vem sendo muito comentado ultimamente, e que tenho certeza o senhor ja ouviu falar do “O Codigo da Vinci”. Na verdade eu com meu pouco conhecimento acredito mesmo assim que esse livro foi escrito para desmoralizar a santissima igreja, e que vem sendo usado como um instrumento poderoso nas mãos de pessoas que querem induzir os menos instruidos contra a verdadeira fé.

Minha pergunta e a seguinte:

 Existe realmente a seita “Priorado do Sião”?

Existe alguma verdade nesse livro cheio de informações distorcidas?

A Opus Dei e um braço aliado da santa fé, ou apenas uma organizaçao em busca de prestigio e nome?

Desculpe-me tomar-lhe tanto tempo, mas sendo o senhor um homem tao culto e sempre pronto na defesa do nome de Jesus Cristo, nao a quem mais recorrer a nao ser o senhor.

Fique com Deus, e acredite, estarei sempre rezando pelo trabalho excelente que o senhor e seu grupo realizam.

Muito prezado Renato,
salve Maria !
 
    Muito lhe agradeço as suas palavras de elogio ao trabalho que desenvolvemos no site Montfort. Peço-lhe que reze a Deus que nos sustente nesta luta em defesa da Igreja Católica Apostólica Romana.
 
    Quantas vezes tenho escrito frases como essa! Sinto-me repetitivo em meus agradecimentos, tantos tenho que fazer. Tantos que, por vezes, fico com saudades de alguma carta desafiante que me permita esgrimir com a espada da verdade. Uma bem santa espada.
 
    São tantas as cartas de apoio que recebemos,– e cada vez mais freqüentes – que gostaria de fazer um pequeno comentário sobe esse ato, se você me permite.
 
    Normalmente se pensaria que um site tão polêmico e tão “agressivo” — no bom sentido da palavra –só atrairia ódio.
 
    Certamente, o ódio dos maus não nos falta. O que nos honra.
 
    Desonra é receber elogios dos maus. Desonra é ser bem recebido por Caifás. Desonra é ser aplaudido pelos inimigos de Deus.
 
    Disse-nos Nosso Senhor:
 
“Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas porque vós não sois do mundo(…) por isso o mundo vos odeia” (Jo. XV 19) 
 
Se somos de Cristo, seremos odiados e caluniados, por causa de seu Nome.
 
    Não recusamos a honra de sermos odiados pelos inimigos de Deus.
 
    Por isso, os que de fato são amigos de Deus, esses são atraídos pelo site Montfort.
 
    O que muitos não esperariam é que um estilo tão combativo como o das cartas do site Montfort causasse tanto apoio, tanta gratidão, tanta adesão e interesse pela doutrina católica.
 
    Afinal, o site Montfort não tem figurinhas. Não tem fotografias. Seus textos são longos e doutrinários. Os temas são elevados. O estilo… o estilo…O estilo é combativo e destemido, amando desafios, e sem temor do combate. Tudo isso, pensar-se-ia, seriam motivos que afugentariam os leitores. O site Montfort contraria as regras do marketing “simpaticão”.     
 
    Não temos medo de sermos considerados antipáticos. 

    Só fazemos questão de defender com firmeza e ufanamente a Fé Católica. E é isso que nos traz tantos apoios e tantas adesões, mormente por jovens, porque a juventude ama a luta e aceita o sofrimento por Deus. “A juventude não foi feita para o prazer, e sim para o heroísmo”, disse com razão um poeta que — infelizmente — nem sempre tinha razão (Paul Claudel).
 
     Graças a Deus, então, são inúmeras as cartas que recebemos de apoio, de eolgio, de incentivo.
 
     Melhor ainda: são inúmeras as conversões de hereges à Igreja Católica alcançadas pelo combate que desenvolvemos. São numerosas as almas católicas que se voltam mais ardentemente para Deus pela argumentação exposta no site Montfort. E estou perdendo a conta dos jovens que me pedem para formar grupos de estudo semelhantes ao da Montfort, em todo o Brasil.
 
    Deus seja louvado por essa prova de que o estilo, digamos, “diplomático”, isto é conciliador, para não dizer capitulacionista, é um verdadeiro fracasso, se comparado com o resultado obtido pela polêmica franca –dura contra os erros- caridosa para com as pessoas enganadas, ou mais fracas que só cairam em erro pela completa falta de formação doutrinária em que jazem os católicos, normalmente, hoje em dia.
 
                                                                        ***
   
    Passo a tratar da questão que você me propõe, e que é o livro “O Código da Vinci”. Estudei razoavelmente a doutrina de Leonardo e suas obras de arte conhecendo bem o verdadeiro “código” que ele emprega em suas famosas pinturas. Um dia que me sobre algum tempo, escreverei algum artigo sobre o “código” desse pintor gnóstico.
 
    (Quem sabe, se, lançando essa frase provocante, alguém me escreve, obrigando-me a tratar dele. Assim cumpriria o dever de responder uma carta com o prazer de atacar um herege inimigo de Deus).
 
Conhecendo, pois o “código” gnóstico desse pintor, quando alguém me deu o livro com esse título, claro, interessei-me logo por ele.
 
    E qual não foi a minha decepção ao ler as primeiras linhas que atribuem a Leonardo um crime que ele não cometeu:  a falsificação do Santo Sudário!!!???
 
    A afirmação era tão grotesca que perdi comletamente o “apetite”  de ler esse livro, pela náusea causada em mim, por afirmação tão esdrúxula. Fechei o livro.
 
    Há certas besteiras que a mente recusa engolir.
 
    O ódio causado pelo milagre autêntico e espetacular do Santo Sudário leva os inimigos de Deus a afirmar ora que ele foi fasificado no século XIV, ora que le foi pintado no século V ou XVI.
 
    (Recomendo que você leia, no site Montfort, o artigo sobre o Santo Sudário feito por meu aluno, cooperador e amigo Sidney Gozzani)
 
     Além da aberração sacrílega, o erro histórico absurdo: Leonardo teria pintado o Santo Sudário… que não é pintado.  
 
     Concordo, então, inteiramente com você ao dizer que esse livro “foi escrito para desmoralizar a santíssima igreja, e que vem sendo usado como um instrumento poderoso nas mãos de pessoas que querem induzir os menos instruidos contra a verdadeira fé”.
 
    Só não considero que esse instrumento seja, de fato, “poderoso”.
 
    Como não li esse livro todo, não sei o que ele entende por “Priorado de Sião”.

    Quanto ao Opus Dei, você me coloca uma pergunta bem embaraçosa e bem difícil de responder: “A Opus Dei e um braço aliado da santa fé, ou apenas uma organizaçao em busca de prestigio e nome?”

    Mistério que só Deus conhece…
 
    Responder genericamente o que é o Opus dei é bem difícil, tantas são as variedades de aspectos que essa organização  eclesiástica — eclesiástica?… Ou de leigos ? — assume. Em cada país, ele é bem diverso que em outro. 
 
    No Brasil, o Opus é conservador e reúne pessoas das melhores. Em outros, é tão progressista que admite maometanos, budistas, como…cooperadores. Firulas jurídicas.
     
    Conciliar. Reservadamente, reza a Missa tridentina. Em público, reza a Missa nova. 
 
    Vá lá se saber o que pensa realmente o Opus Dei.
 
    Claro que se devem louvar os membros do Opus que praticam sincera e fielmente o catolicismo, assim como suas oposições, ainda que veladas, ao Vaticano II.
 
    Mas que o Opus e criticado universalmente por buscar prestígio, e, mais ainda, poder, e para isso, buscar riqueza…
 
    Ah disto não há dúvida alguma: o Opus é riquíssimo.
 
    E é uma pena… Porque é uma pena querer ser — e depois ser – riquíssimo.
 
    Escreva-me sempre.
 
    In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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