Montfort Associação Cultural

24 de janeiro de 2005

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Ecumenismo sem fundamento

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Adilson
  • Idade: 25
  • Localizaçao: Santo André – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Religião: Católica

Olá caro irmão.Gosto de ler suas respostas no que diz respeito ao ecumenismo.Creio não haver fundamento em tudo o que você diz.Ao contrário,há mais insultos contra os que escrevem manifestando seu ponto de vista do que argumentos a seu favor.Digo a seu favor pois a Igreja em que tanto creio não rechaçaria ninguem em nome da doutrina.Ao contrário,mostraria a nobreza da verdade expondo seus braços,não para ferir ,mas para acolher não se importando com as condições do filho.

Creio sumamente que nossa igreja(minha e sua)não seja a verdade,mas um grandioso e belo caminho que pode nos conduzir até ela,se optarmos por aceita la.

Mas isso não supõe que Deus se prenda nas quatro paredes de uma teologia específica(que creio ser verdadeira a ponto de não ignorar a presença de um mundo tão diversificado e dinâmico) deteriorando toda espécie de cultura só para garantir que Sua imagem permaneça inteira.

Deus ama.Ama tanto que sabe conviver com a fé de seus filhos,fé as vezes muito fantasiosa, mas ainda sim acolhida por Ele quando manifestada em procura da verdade.

Creio também que quanto mais o homem se aproxima da verdade,mais sua fantasias se diluem,restando apenas a verdade.Não está escrito que um dia os dons cessarão?Mesmo nossas verdades(dogmas) cessarão ,e essa é a razão pela qual escrevo.

É bem provável que ás seus olhos eu possa nesse momento sendo visto com vestes heréticas.Porém,caro irmão,convido-te a retirar por um momento apenas,as lentes de sua ideologia(e não diga que não as tem,pois todos temos,senão já seríamos santos ou cadáveres)e tentar me responder sem isultos,mas num gostoso diálogo entre irmãos.Se me responder a altura ,estarei aberto a dialogos.

Salve Maria.

Meu caro Adilson, salve Maria.

Sinto muito que você seja tão contraditório.

Mas sinto muito mais ter que dizer-lhe que sua religião não é a minha, e que você, de fato, já não é católico.

Começo provando suas contradições.

Como pode você me dizer que: “Gosto de ler suas respostas no que diz respeito ao ecumenismo.Creio não haver fundamento em tudo o que você diz(…)há mais insultos contra os que escrevem manifestando seu ponto de vista do que argumentos a seu favor”. Quer dizer que você gosta do que digo sem fundamento?

Você não vê que escreveu um absurdo?

E como você diz que gosta do que escrevo sem fundamento e, pior ainda, insultando os outros?

Você vê que escreveu novo absurdo?

Ou você gosta de ver insultar os outros, ou você não foi sincero, quando diz que gosta do que escrevo.

Veja ainda uma nova contradição sua, quando você me escreve dizendo: “Creio sumamente que nossa igreja(minha e sua)não seja a verdade,mas um grandioso e belo caminho que pode nos conduzir até ela,se optarmos por aceita la”. Mas então você crê sumamente que a sua igreja – não a minha — não é a verdade?

Você não vê que, escrevendo isso você diz que crê sumamente que sua igreja é a mentira?

E aqui, além de mostrar como você é contraditório, começo a demonstrar que sua igreja não é a Igreja Católica, pois que a Igreja Católica Apostólica Romana possui toda a Verdade.

Meu caro, você já não é católico.

E você continua dizendo outro absurdo: “A Igreja em que tanto creio não rechaçaria ninguém em nome da doutrina”.

Sua igreja não é a Católica, pois que a Igreja Católica sempre excomungou os que defendem idéias que são contrárias à revelação divina.

Ou será que você desconhece que a Igreja sempre excomungou, isto é, amaldiçoou os hereges?

E como você pode conciliar o que Cristo disse contra os fariseus no Evangelho, chamando-os de “raça de víboras”, “sepulcros caiados”, “hipócritas”, “filhos do demônio”, como que você diz de sua igreja, quando escreve: “Ao contrário,mostraria a nobreza da verdade expondo seus braços, não para ferir ,mas para acolher não se importando com as condições do filho”. ? Por acaso, meu caro e romântico Adilson, você se esquece que, quando Cristo “abriu os braços” para os vendilhões do Templo, foi para chicoteá-los?

No meio de tanta incoerência e de tantas contradições, você escreve uma frase que tem coerência interna, embora seja uma frase totalmente herética. E essa coerência interna me faz ver que, por trás de todas as suas contradições e heresias, há um padre modernista que o está insuflando, pois você me escreve uma tese completamente modernista ao dizer: “Mas isso não supõe que Deus se prenda nas quatro paredes de uma teologia específica(que creio ser verdadeira a ponto de não ignorar a presença de um mundo tão diversificado e dinâmico) deteriorando toda espécie de cultura só para garantir que Sua imagem permaneça inteira”. Você não vê que, escrevendo esse despautério, você colocou o que você chama de “culturas” acima de Deus?

Você se lembra anda que o Primeiro Mandamento da lei de Deus é de amar Deus acima de todas as coisas, mesmo acima daquilo que você chama de “culturas”?

E se que lhe perguntasse o que é cultura, você provavelmente ia consultar um dicionário ou a enciclopédia Barsa.

Meu caro, jogue fora a sua enciclopédia — assim como as apostilas de seu cursinho de heresias paroquiais — e vá estudar o Pequeno Catecismo da Doutrina Cristã. E quer ver você mais uma prova de como você necessita urgentemente de estudar o pequeno Catecismo ou de ler os Evangelhos?

Veja esta outra frase sua: “Deus ama.Ama tanto que sabe conviver com a fé de seus filhos,fé as vezes muito fantasiosa, mas ainda sim acolhida por Ele quando manifestada em procura da verdade”.

Pois você se esqueceu de que Jesus nos disse: “Quem crer e for batizado, este será salvo; o que porém não crer será condenado” (Mc XVI, 16).

Se Cristo disse que quem não crê, será condenado, de onde você tirou essa idéia de que Deus aceitaria a “Fé às vezes muito fantasiosa” dos homens?

E é possível haver Fé fantasiosa?

Meu caro Fé e fantasia são coisas inconciliáveis.

E fique sabendo que Fé não é ideologia. Eu nunca tive “ideologias”, palavra que você usa, e nem sabe o que ela quer dizer.

Quanto a responder sem insultos, me é fácil. Você confunde insultos com verdades duras, e com essa confusão, você condenaria até a Jesus, que, segundo o seu modo torto de ver, teria injustamente e mal educadamente “insultado” os fariseus.

Mas um diálogo “gostoso” com você se me torna impossível, pois não é nada “gostoso” ter que constatar como os católicos têm, hoje, destruída a Fé. E além disso, um diálogo deve ser sábio e não “gostoso”. Gostoso é sorvete, meu caro. Esse é um adjetivo que não cabe para uma conversa elevada.

Meu caro, se você quiser aprender a doutrina católica, estou pronto a ensiná-lo.

Você se lembre que Cristo mandou os Apóstolos ensinarem, dizendo-lhes : “Ide e ensinai”.

Cristo nunca disse; “Ide e dialogai”.

Isso é conversa de modernista.

Então não há o que “dialogar” com você, pois que para você cabe bem uma palavra de humildade: “Filho, abaixa a cabeça, e aprenderás”.

In Corde Jesu, semper, e triste, muito triste,
Orlando Fedeli.

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