Montfort Associação Cultural

19 de outubro de 2004

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Ecumenismo?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Alinny Amorim
  • Localizaçao: Campo Grande – MS – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Jornalismo
  • Religião: Católica

Salve Maria Santíssima!!

Infelizmente vejo tantas pessoas catolicas adeptas ao ecumenismo modernista. Tenho pena daqueles que, sem intrução nenhuma aderem esse erro humano. Mas graças ao bom Pai os papas, principalmente Pio XI, é contrário a esse tipo de pecado.

Tenho conversado com uma pessoa por e-mail e ela me mandou esse texto revoltante:
_____________________________________________________________________________
Dimensão Ecumênica e de Diálogo Inter-Religioso – CNBB

Encontro dos Arce/Bispos responsáveis pelo Ecumenismo e
dos Assessores Regionais

Casa de Retiros Pio XI, Rua Pio XI, n. 1.100
Alto da Lapa , São Paulo, SP

Segunda-feira, 27 de janeiro

Após a apresentação dos participantes e da oração inicial, acolhemos com satisfação a notícia da nomeação de D. Oneres para o Pontifício Conselho de Unidade dos Cristãos. Tomando a palavra, ele relembrou que o encontro é o momento para partilhar experiências e idéias e refletir sobre as perspectivas de linhas e de trabalhos na área do Ecumenismo e do Diálogo Religioso.

O Encontro dos Bispos e o VI Encontro de Professores foram planejados seguidamente para permitir, àqueles que desejassem, participar desses dias de estudo.

D. Oneres lembrou que Ecumenismo é uma área desafiadora no interior da Igreja Católica. Há preconceitos: alguns bispos, padres e leigos pensam que Ecumenismo é algo quase proibido. Esquecem o Concílio Vaticanos II. Mas, para D. Oneres, o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso são trabalhos gratificantes e vale a pena trabalhar nessa área. Lembrou que a CNBB já tem uma boa caminhada ecumênica, mencionou os nomes dos muitos bispos e padres que contribuíram para o trabalho ecumênico e inter-religioso.

D. Oneres apresentou os objetivos do Encontro:
- Ver como as coisas estão acontecendo nos Regionais;
- Refletir sobre o trabalho da CNBB, nos Níveis Regional e Nacional;
- Deixar algumas propostas para quem assumir essa Dimensão, após a próxima Assembléia Geral da CNBB.

Em seguida, foi apresentada a síntese das respostas ao questionário, enviado aos Bispos em preparação ao encontro: Avanços, desafios e perspectivas do ecumenismo nos Regionais.

A partir dessa síntese, o grupo dedicou o dia a uma rica partilha de experiências e de idéias sobre os diferentes itens indicados no documento.

À noite, D. Oneres partilhou com o grupo sobre o encontro, em Roma, da Comissão para a América Latina, do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos. A CAL é presidida pelo Cardeal Arcebispo D. João Batista Ré e D. Cipriano Calderón é o vice-presidente. Preocupa-se com a realidade religiosa latino-americana. D. Eusébio e D. Zico são os representantes do Brasil. Anualmente a CAL tem uma plenária. A próxima será no mês de março de 2003 e o tema será “Seitas na América Latina”.

Terça-feira, dia 28 de janeiro

Após o momento de oração, dando início aos trabalhos do segundo dia do encontro, D. Oneres lançou a pergunta: o que ficou da partilha de ontem?
As respostas a essa pergunta situam-se nos três níveis de trabalho da CNBB.

Nível Nacional
• Pesquisar, antes de tudo, quais os Institutos de Teologia que já têm a matéria Ecumenismo.
• Criar, nos Institutos de Teologia, o Departamento de Ecumenismo.
• Incluir nos programas da disciplina Ecumenismo a leitura obrigatória dos documentos sobre Ecumenismo.
• Apresentar uma temática ecumênica para os Encontros da OSIB tendo em vista a preparação da CF Ecumênica em 2005 e a IX Assembléia do CMI em 2006, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
• Convidar o Cardeal Kasper para orientar o retiro dos bispos de 2004 ou 2005.
• Comunicar aos senhores Arce/Bispos notícias, artigos sobre ecumenismo.
• Promover o II Encontro de Organismos Ecumênicos.
• Tratar, no Encontro de Professores, da possibilidade de um Curso Latu Sensu para Ensino Religioso.
• Na Assembléia da CNBB, ter um estudo sobre os Novos Movimentos Religiosos, situando-o no contexto do imperialismo no mundo.

Nível Regional
• Criar Equipes para o trabalho da Dimensão 5 em todos Regionais. Essas Equipes poderão ser formadas só por católicos ou poderão ser também equipes ecumênicas.
• Nas Assembléias dos Regionais, apresentar temas ecumênicos, retomar o estudo do Documento BEM, publicado pela ASTE.
• Criar encontros bilaterais.
• Divulgar uma Agenda Ecumênica: Dia Mundial de Oração, Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, Década de Superação da Violência.
• Encontros de Organismos Ecumênicos em Nível Regional, precedendo os Encontros de Organismos Ecumênicos em Nível Nacional.
• Criar Centro de Promoção, Assessoramento e Orientação Ecumênica com equipe Volante ajudando nos Regionais.

Nível Diocesano
• Insistir para que as Dioceses tenham suas Equipes responsáveis pelo trabalho ecumênico.
• Definir algumas das atribuições dessas Equipes: preparar a CF Ecumênica do ano 2005, dinamizar a celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
• Promover a Formação Ecumênica e a Espiritualidade Ecumênica.
• Visitar as diferentes Igrejas locais, buscar ter com elas uma troca de experiências, momentos de oração, de espiritualidade e de estudo.

Avaliação
• Dos 17 Regionais da CNBB só 6 Regionais estiveram presentes: 4 Bispos e 2 padres assessores participaram do encontro. A ausência de tantos irmãos , bispos e assessores, foi lamentada.
• O envio de assessores pode ser bom, mas dificulta amarrar o trabalho.
• Apesar do número reduzido, o encontro motivou e inspirou a me engajar mais no Regional.
• A dificuldade é o medo de não poder interferir nas dioceses. Você se sente como “se estivesse pisando em ovos”.
• Não falamos como poderíamos articular o nosso trabalho com pessoas da CNBB.
• Foi boa a presença dos padres, assessores e das irmãs que trabalharam como secretárias.
• Grupo simples, natural, espontâneo. O encontro foi acontecendo.
• Teria sido bom se
tivéssemos aprofundado um tema com um especialista.
• Trabalhamos muito de forma pragmática e empírica o que pode limitar o alcance do trabalho. Teria sido bom ter uma explanação mais teórica.
• Ecumenismo é uma questão de fé. Fomos encorajados porque estamos no horizonte da fé. E este ideal, na fé, não é tão frágil quanto parece. O Ecumenismo é um ato profético.
• A partilha de D. Oneres sobre o trabalho de Roma – Novos Movimentos Religiosos na América Latina – foi muito apreciado.

Concluindo, D. Oneres agradeceu muito aos que vieram participar do encontro, agradeceu à Casa da Reconciliação e disse o quanto apreciou a possibilidades de se encontrar com o grupo. Sugeriu que, para a próxima vez, o tema seja “ A espiritualidade ecumênica”.

Ir. Gisa Fonseca
secretária
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Gostaria de saber qual o fundamento desse documento. E será que dá pra me explicar o que significa esse tal de CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) onde participam essas igrejas:
- (Igreja Católica Apostólica Romana)
- Igreja Cristã Reformada
- Igreja Episcopal Anglicana
- Igreja Evangélica de Confissão Luterana
- Igreja Metodista
- Igreja Presbiteriana Unida
- Igreja Ortodoxa Siriana

Quais participantes da igreja catolica concordam com esse movimento?? Isso é puro ecumenismo. Deus tem que se adaptar a esses absurdos??
Desculpe minha revolta Sr. Fedeli. Se eu estiver equivocada, me corrija por favor, mas me mande informações sobre esse movimento.

In Corde Jesu Semper,
Alinny Amorim

Muito prezada Alinny ,
salve Maria!
 
    Você está muito certa em ficar com o que disse o Papa Pio XI sobre o ecumenismo na Encíclica Mortalium Animos.
    Você tem também muita razão em se manifestar indignada com o ecumenismo. Ele é uma desgraça como poucas houve na História da Igreja.
    Infelizmente, o Concílio Vaticano II — um mero Concílio pastoral, que não é infalível– lançou o movimento ecumênico, contrariando tudo o que a Igreja Católica sempre ensinou sobre isso.   
    Os resultados foram desastrosos: multidões abandonaram a religião Católica e passaram a freqüentar igrejolas protestantes, ou simplesmente abandonaram a prática religiosa. Nenhum protestante se tornou católico por causa do ecumenismo. Graças a Deus, porém, o movimento ecumênico vem produzindo muita fumaça, e bem pouco fogo.
    E por fumaça entendo a verborréia dos encontros, diálogos, congressos dessa nova igreja ecumênica, com seus manifestos chatos, prolixos, nos quais se usa uma linguagem empolada e vazia. O resultado é muito bla bla blá, sem nada se produzir, de fato é um fracasso. Graças a Deus.
    Repare você mesma no que confessam Dom Oneres e Irmã Gisa, nesse documento.
    
    Nele afirma que:
    1- “o momento para partilhar experiências e idéias e refletir sobre as perspectivas de linhas e de trabalhos na área do Ecumenismo e do Diálogo Religioso”.
    Eles estão sempre partilhando e refletindo.
    Nunca apresentam nada de positivo e concreto.
 
    2-”Lembrou que a CNBB já tem uma boa caminhada ecumênica, mencionou os nomes dos muitos bispos e padres que contribuíram para o trabalho ecumênico e inter-religioso”.
    Traduzindo: há muito se vem “partilhando” o bla bla blá do ecumenismo. Declara-se que já se fez uma boa (?) “caminhada“.
    Esses movimentos eclesiais estão sempre caminhando, mas nunca chegam a lugar nenhum. Perderam o rumo. Não sabem onde estão, nem para onde vão.
    Resultados práticos?
    Não se os diz, porque são iguais a zerO.
 
3- “Ver como as coisas estão acontecendo nos Regionais;
- Refletir sobre o trabalho da CNBB, nos Níveis Regional e Nacional;
- Deixar algumas propostas para quem assumir essa Dimensão, após a próxima Assembléia Geral da CNBB”.
    Repare nos frutos e resultados: “ver“;  ”refletir sobre o trabalho“; “Deixar algumas propostas”.
    Ora, quem se limita a VER, REFLETIR sobre o trabalho, e DEIXAR propostas, confessa que nada fez, e que nada vai fazer.
    Tudo isso não passa de blá  blá  blá, inútil. E se fosse só inútil !…
    O pior é espalhar a idéia de que todas as religiões são boas, e que todas salvam.  O que é contrario à Fé.
    Depois, se diz que se apresentaram os “Avanços, desafios e perspectivas do ecumenismo nos Regionais”.
    
    Que avanços pode ter feito o ecumenismo que, em essência , é só recuo ?
    Avanços ele faz apenas na obra de destruição da Igreja verdadeira.
  
    A seguir se conta que “À noite, D. Oneres partilhou com o grupo sobre o encontro, em Roma” etc.,
    Que quer dizer, aí,  que Dom Oneres “partilhou”  o encontro que ele teve em Roma?
    Significa que ele contou o que os ecumenistas ficaram debatendo, isto é conversando, em Roma, onde é sempre agradabilíssimo fazer qualquer coisa, ou, mesmo, não fazer nada.
    Todo mundo que “partilhou” esse relato de Dom Oneres deve ter ficado com água na boca!
    Sei de cada cantina, em Roma, onde literalmente se partilham pizzas, “carcciofini a la romana”, e “abacchio al forno” — Uhuum !…- uma delícia.
     Isso sim é que é partilha!
 
    Conta o documento que você me enviou que, no dia seguinte, “D. Oneres lançou a pergunta: o que ficou da partilha de ontem?”
    Que será que restou da partilha do dia anterior, a não ser bocejos, e saudades das pizzas de Roma?
 
    De acordo com a própria AVALIAÇÃO do documento em pauta, se reconhece o desinteresse por essas “partilhas” ecumeneistóides,– quando não são compensadas pelas iguarias romanas, pois se confessa que:
     ”Dos 17 Regionais da CNBB só 6 Regionais estiveram presentes: 4 Bispos e 2 padres assessores participaram do encontro. A ausência de tantos irmãos , bispos e assessores, foi lamentada“.
   
    Um fracasso!
    Bem feito! 
   
    Garanto que se a “partilha” tivesse sido em Roma, “chiacherando”  [batendo papo] numa velha cantina, enquanto se “partilha” um dourado “abbacchio al forno”  [carneirinho ao forno] haveria interesse maior.
    Ah!… as cantinas de Roma!.
    Ah!… O  vinho “dei Castelli Romani”!
    Que saudades de “partilhar”  um  Frascati!
   
    Sabiamente, depois, se reconhece nesse documento, que “O envio de assessores pode ser bom, mas dificulta amarrar o trabalho
    Então para que servem esses assessores?
    Só se por “amarrar o trabalho” se entende atrapalhar…
   
    O item seguinte da AVALIAÇÃO dá uma notícia preciosa: o ecumenismo é tão bem visto nas Dioceses, já que Dom Oneres confessa que “A dificuldade é o medo de não poder interferir nas dioceses. Você se sente como “se estivesse pisando em ovos”.
    Dificuldades também com a CNBB e com os Bispos! Ótimo !
    
    E o encontro foi “acontecendo…”.
    Empiricamente.
    Sem explanação teórica.
    E Irmã Gisa, que assina o documento, lembra que o ecumenismo é “questão de fé”
    Fé em que ?
    E que é um ato “profético”.
    Talvez fosse melhor ter dito que o ecumenismo, mais que um ato profético é …apocalíptico!
   
    Uma última observação a registrar é que Irmã Gisa notou que “A partilha de D. Oneres sobre o trabalho de Roma – Novos Movimentos Religiosos na América Latina – foi muito apreciado”.
    Isso, sim, compreende-se perfeitamente.
    Escreva-me sempre, porque gostei de partilhar com você, a mesma santa indignação contra o ecumenismo       
                                                               
In Corde Jesu, semper, 
Orlando Fedeli
 

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