Montfort Associação Cultural

21 de setembro de 2005

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Ecumênico Pe. Zezinho

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Márcio Henrique
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Prof. Orlando, transcrevo abaixo dois artigos escandalosos do Pe. Zezinho publicados em uma revista católica (MSA, de abril e maio de 2001, respectivamente). Nestes artigo, o referido padre defende o ecumenismo de forma absurda, colocando a escolha de uma igreja como uma questão puramente subjetiva e iguala a nossa Santa Mãe Igreja às seitas.

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1o Artigo: É isso que me faz católico

Idens é uma palavra latina que significa: o próprio. Identidade é aquilo que faz com que um ens, ente, seja ele mesmo. O que identifica, torna exclusivo, define, carimba alguém ou um produto é, de certa forma, a sua unicidade. Pode haver outros parecidos, mas iguais, não.

Um católico pode afimrar sua afinidade com outros cristãos por causa de algumas práticas ou doutrinas que todas as igrejas cristãs carregam em comum. Por exemplo, cremos num só Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, cremos em Jesus como Filho de Deus, cremos na ressureição, cremos no batismo, cremos no perdão dos pecados, cremos na vida eterna. Se listarmos tudo aquilo que temos de comum com outras igrejas cristãs, encheremos folhas de papel. O que nos diferencia é menos do que o que nos assemelha. Somos mais parecidos que diferentes.

Mas há as identidades. Aquilo que nos faz cristãos católicos e a eles, cristãos evangélicos ou ortodoxos. Eles se orgulham de seus nomes e nós do nosso. A identidade parte de alguns aspectos de nossa teologia ou de nosso culto. Há coisas que fazemos e que um evangélico ou ortodoxo não faz e não faria. Às vezes nem mesmo ele sabe porque. E há coisas que os evangélicos fazem e afirmam que nos não faríamos. Também não sabemos porque. Mas há a atitude consciente: creio nisso e me expresso assim, porque realmente é assim que eu leio os evangelhos. Concluí que pode ser e e assim e por isso escolhi o catolicismo para nele viver o meu cristianismo. No fundo, um católico e um evangélico bem versados na fé e na teologia sabem que por trás da palavra católico e da palavra evangélico está a idéia do evangelho. No caso do evangélico, vivido na mística do evangelho na sua pureza e no caso do católico, o evangelho pregado a toda criatura, portanto universalizado, para todos, não apenas para os descendentes de judeus. As palavras Cat holos, do grego, expressam a idéia da abertura para o mundo. Baseia-se no mandato de Jesus a toda a criatura.

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Primeiro, o padre diz que a diferença entre ser católico ou evangélico reside em “alguns aspectos” da teologia ou do culto:

[Eles se orgulham de seus nomes e nós do nosso. A identidade parte de alguns aspectos de nossa teologia ou de nosso culto.]

Qualquer pessoa que perca um pouquinho de tempo para estudar o catolicismo e o protestantismo sabe que as diferenças entres ambos são fundamentais e de forma alguma suas doutrinas podem ser conciliadas.

Depois, o padre defende a tese de que se escolhe uma religião a partir da maneira subjetiva como se lê o Evangelho:

[Mas há a atitude consciente: creio nisso e me expresso assim, porque realmente é assim que eu leio os evangelhos. Concluí que pode ser e e assim e por isso escolhi o catolicismo para nele viver o meu cristianismo.]

Desta forma, seria indiferente escolher qualquer igreja “cristã”, bastando para isso que se identificasse a sua forma pessoal de ler o Evangelho com a da tal igreja. E se estaria, assim, vivendo o “seu” cristianismo, como se este fosse uma escolha subjetiva, feita “à la carte”.

Mas o pior de tudo vem quando ele comenta a forma como os evangélicos vivem a mensagem do Evangelho:

[No caso do evangélico, vivido na mística do evangelho na sua pureza(...)]

Deus do Céu! De onde se pode tirar a idéia de que os protestantes vivem a “mística do evangelho na sua pureza”?! Logo eles que retalham a Bíblia toda, escolhendo somente o que lhes interessa, usando-a mesmo para atacar a Santa Igreja, ignorando os mandamentos que lhes desagradam e seguindo somente o que lhes interessa!

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2o Artigo: Religião é como a mãe da gente

Religião é como a nossa mãe. Mesmo que não seja bonita, nós achamos que é. E mesmo que não a achemos bonita, nós gostamos dela e não a trocamos por nenhuma outra mãe de quem quer que seja.

Podemos não achar nossa mãe mais bonita do que a mãe dos outros, mas certamente a achamos melhor para nós. Isso não quer dizer que a mãe dos outros não seja bonita. Também não quer dizer que o outro não tenha o direito de elogiar a própria mãe.

Bem educados, nós falamos bem, elogiamos, gostamos de nossa mãe mais do que de qualquer outra mãe, mas respeitamos, elogiamos e admiramos também os outros e as mães deles. Só os moleques falam mal e ridicularizam o outro e a mãe do outro.

Pessoas bem educadas, arranjam um elogio bonito para sua mãe e um elogio bonito para a mãe do outro. Religião é como mãe. Se a gente tem uma, a gente não a troca por nenhuma outra. E se o outro tem uma e gosta dela, a gente aplaude. Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria mãe e com a mãe dos outros. Crentes bem educados sabem conviver com a sua própria Igreja e com a Igreja dos outros.

Só os fanáticos e mal educados gostam de falar mal da Igreja do outro e de colocar a sua acima de qualquer outra Igreja. Só os mal educados e mal instruidos na fé, não aceitam dialogar nem orar juntos. Só eles são contra o ecumenismo. Mas quem tem mãe sabe a importância de ser filho.
Amemos nossas Igrejas, mas respeitemos as Igrejas dos outros, se quisermos de fato ir para o céu.
Religioso mau caráter, acaba criando guerras e destruindo a paz em nome da sua mãe que ele acha que é a única. Religiao verdadeiramente vitoriosa nao e a que faz mais adeptos e arrecada mais fundos e, sim, a que sabe fazer mais caridade e respeitar melhor as maes dos outros.

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[Religião é como mãe. Se a gente tem uma, a gente não a troca por nenhuma outra. E se o outro tem uma e gosta dela, a gente aplaude.]

Novamente o padre tem a coragem de colocar todas as religiões no mesmo plano. E ainda diz que devemos aplaudir a pessoa que está no caminho errado, em vez de conduzi-la para o caminho correto.

[Só os fanáticos e mal educados gostam de falar mal da Igreja do outro e de colocar a sua acima de qualquer outra Igreja. Só os mal educados e mal instruidos na fé, não aceitam dialogar nem orar juntos. Só eles são contra o ecumenismo.]

Aqui, o padre defende novamente que a Igreja não está acima das seitas. E ainda diz que quem faz apologética é fanático e mal educado. E ainda tem a ousadia de dizer que somente estes “fanáticos e mal educados” são contra o ecumenismo.

[Amemos nossas Igrejas, mas respeitemos as Igrejas dos outros, se quisermos de fato ir para o céu.]

Não contente com as loucuras que já disse até aqui, ele ainda coloca como condição de ir para o céu o “respeito” às seitas.

[Religioso mau caráter, acaba criando guerras e destruindo a paz em nome da sua mãe que ele acha que é a única.]

Para terminar o delírio, ele ainda chama aquele que defende a Santa Igreja como a única fundada por Cristo de “religioso mau caráter”. É demais para acreditar que um padre possa escrever isto. E ainda mais que seja publicado em uma revista “católica”. E ainda pensar que famílias católicas desavisadas lêem artigos blasfemos como estes, assinados por um padre…

Acredito que estes casos de “pregação ecumência” são mais prejudicias à Igreja do que o ataque direto de seus inimigos. Uma das coisas que me fez estudar e praticar mais a minha religião foi justamente o desejo de defender a Igreja dos ataques que eu ouvia dos hereges protestantes.

Da insensatez do ecumenismo, libera nos Domine!

In corde Jesu,

Márcio

Muiuto prezado Márcio,
salve Maria !
 
    Você tem completa razão em suas críticas ao Padre José — aquele que se faz chamar e assina Padre Zezinho.
    Os artigos desse sacerdote são completamente liberais — e o liberalismo é pecado — e pregam o indiferentismo religioso condenado tantas vezes pela Igreja, inclusive pelo Papa João Paulo II.
    Esse Padre diz heresias em nome da “boa educação” e da cordialidade para com os inimigos de Deus e da Fé.
    Padre Zezinho é exemplo do péssimo resultado do ecumenismo relativista do Vaticano II.
    Curioso que ele pretende ser cortês e gentil para com os que negam o Papa e a devoção a Nossa Senhora, mas é truculento contra os que defendem a Fé.
    Incoerências de hereges.
 
In Corde Jesu semper,
Orlando Fedeli

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