Montfort Associação Cultural

3 de agosto de 2007

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É difícil ser católico atualmente

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Celso
  • Localizaçao: Porto Alegre – RS – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Bancário
  • Religião: Católica

Prezado Professor Orlando,

Sou um pai de família católico, oriundo de uma família católica. 
Gostaria de relatar que me senti muito identificado com a linha do site Montfort, que prega uma volta à autêntica tradição católica. 
Me entristeço ao ver padres citando Leonardo Boff em suas homilias, fico constrangido com as missas carismáticas, onde parece que a fé é algo “EPIDÉRMICO” ou um fenômeno de massas…
Me entristeço por ver que os padres não entregam mais a Comunhão, ficam sentados vendo as ministras da Eucaristia fazerem o “serviço”. 
Não existe mais confissão nas missas, em seis meses que moro em Porto Alegre só ouvi falar uma vez de confissão, e tratava-se das confissões comunitárias, que eu acreditava que nem existissem mais.
E veja só, nós precisamos da santa Eucaristia, de santas confissões, pois somos pecadores. A vida nos mostra a cada dia que longe dos sacramentos não somos nada, e a mãe Igreja está nos negando os sacramentos. 
Está difícil ser católico. Quando caio em pecado (e como humano, isto acontece sempre), quero correr e me confessar, para voltar à graça de Deus, mas para onde correr?
Parece que estamos vivendo o final dos tempos. A Igreja parece não ter mais a força do Espírito…
Assim como Jesus, em sua agonia, tenho vontade de gritar “Meu Deus, meu Deus, porque me (nos) abandonaste”?
Finalizo me desculpando pelo desabafo, e lhe desejando sinceras bênçãos em seu apostolado.
Um forte abraço. 
Se tiver um tempinho, ficaria feliz em receber uma resposta sua.

Muito prezado Celso,
Salve Maria.

     Tenho, sim, não só tempo, mas vontade de ajudá-lo como me for possível. 
     Sua carta angustiada com a miserável situação em que estão os católicos que desejam seriamente particar a religião, é uma comprovação da destruição produzida pelo Concílio Vaticano II.
     O que você descreve da situação dos católicos em Porto Alegre é extamente o que acontece em toda a parte. Dir-se-ia que a Igreja perdeu a força do Evangelho.
     Mas não é verdade. Quem não tem mais força, é o clero modernista que só redige manifestos, longos, prolixos e indegestos, que ninguém lê.
     Na Igreja pós-conciliar só se fazem reuniões, congressos, manifestos, planos pastorais. A desgraça é que não há mais pastores de verdade e da verdade.
     O blá-blá-blá verborréico da CNBB, em suas Campanhas da Fraternidade — (que cheiro de maçonaria) — que não falam senão de problemas materiais, num naturalismo vazio, para salvar as águas e o mico leão, e não para levar as almas para o céu, deixa as almas vazias de Deus. Daí a fuga dos católicos para igrejolas delirantes. Daí o abandono da religião.
     A restauração da Missa trará o começo da reconquista.
     Procure um sacerdote que aceite celebrar a Missa de sempre. Procure formar um grupo de amigos que queiram viver a Fé. Caso você reuna alguns aí em Porto Alegre, irei dar-lhes uma palestra e incentivá-los na prática da religião. 
     Escreva-me sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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