Montfort Associação Cultural

19 de maio de 2013

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Domingo de Pentecostes

 

 

1ª Classe – Paramentos Vermelhos

O Espírito Santo vem aos Apóstolos e Maria no Cenáculo.
Afresco por Giotto.

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Santo do diaSão Pedro Celestino (Celestino V), papa e confessor (m. 1295).
Epístola: Atos dos Apóstolos 2, 1-11.
Tinham-se completado os dias de Pentecostes, e estavam todos os discípulos no mesmo lugar, quando, de repente, sobreveio do céu um estrondo, como de vento soprando impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam. Em seguida, viram aparecer-lhes, semelhantes a fogo, línguas que se repartiam, pousando-se sobre cada um deles. Nisto, todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram todos a falar em várias línguas, conforma o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Ora, estavam presentes, em Jerusalém, Judeus, piedosos, vindos de todas as nações que há debaixo do céu. Logo depois do estrondo, acudiu muita gente, ficando pasmada, por cada um ouvir falar na sua própria língua! Estavam, assim, todos espantados perguntando-se, admirados: “Porventura, não são Galileus, todos estes que falam? Como é que então cada um de nós os ouve falar na própria língua materna? Partos, Medos e Elamitas; habitantes da Mesopotâmia, da Judéia, e da Capadócia; do Ponto e da Ásia, da Frigia e da Panfília, do Egito e das bandas da Líbia Cirenaica; Romanos de passagem, Judeus e prosélitos, Cretenses e Árabes, – nós (todos) os ouvimos exprimir, nas nossas mesmas línguas, as maravilhas de Deus!”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14, 23-31.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; e viremos até ele, e nele faremos a nossa morada. Quem não me ama, não observa as minhas palavras. E a palavra que ouvistes, não é minha, mas do Pai, que Me enviou. Eu disse-vos estas coisas, enquanto estive convosco. Porém, o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, Ele vos ensinará todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos tenho dito. Deixo-vos a paz: dou-vos a minha paz; não vo-la dou como a dá o mundo. Que o vosso coração se não perturbe, nem assuste. Ouvistes o que Eu vos disse: Vou, mas regresso a vós. Se vós me amásseis, certamente havíeis de folgar de Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes que suceda, para que, quando suceder, acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque vem o Príncipe deste mundo, que nenhum poder tem sobre Mim; é, porém, necessário que o mundo reconheça que amo o Pai, e faço como o Pai me ordena.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 271 (extraído do site do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, apud Per Ipsum).
“Realiza-se em vós o que foi prenunciado nos dias da vinda do Espírito Santo”
Irmãos, despontou para nós o dia feliz em que a Santa Igreja brilha nos rostos dos fiéis e se abrasa em seus corações. De fato, estamos celebrando o dia em que o Senhor Jesus Cristo, glorificado pela ascensão depois que ressuscitou, mandou à terra o Espírito Santo.
(…)
Aquele vento purificava os corações da palha da carne. Aquele fogo consumia o fogo da velha concupiscência. Aquelas línguas faladas pelos que estavam repletos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, que haveria de estar entre as línguas de todos os povos. De fato, após o dilúvio, a impiedade soberba dos homens construiu uma torre elevada contra o Senhor, e o gênero humano mereceu ser dividido em línguas diversas, começando cada povo a falar sua língua para não ser entendido pelos outros povos (cf. Gen 11). Agora, ao invés, a humilde piedade dos fiéis recolheu a diversidade destas línguas na unidade da Igreja, onde a caridade reuniu aquilo que a discórdia tinha espalhado. E os membros dispersos do corpo humano, como membros de um único corpo, voltam a ser unificados na única cabeça que é Cristo, fundidos na unidade de seu santo corpo pelo fogo do amor.
Por isso são inteiramente estranhos ao dom do Espírito Santo os que odeiam a graça da paz e não conservam a comunhão e a unidade. E, embora também eles hoje se reúnam solenemente e ouçam estas leituras em que se fala da promessa e da vinda do Espírito Santo, ouvem-nas como condenação e não como prêmio. Pois de que lhes serve ouvir com os ouvidos aquilo que rejeitam com o coração e celebrar o dia cuja luz odeiam? Vós, porém, irmãos, membros do corpo de Cristo, germes de unidade, filhos da paz, celebrai este dia alegres, celebrai-o seguros. Porque em vós se realiza aquilo que era prefigurado nos dias em que veio o Espírito Santo. Porque, como outrora quem recebia o Espírito Santo, embora fosse um homem só, falava todas as línguas, assim agora fala todas as línguas, através de todos os povos, a própria unidade. Estabelecidos nela, possuis o Espírito Santo, os que não estais separados por nenhum cisma da Igreja de Cristo que fala todas as línguas.

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