Montfort Associação Cultural

3 de março de 2014

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Domingo da Quinquagésima

 

2ª Classe – Paramentos Roxos
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Jesus cura o cego a beira da estrada para Jericó.
1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 13, 1-13.
Irmãos: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine. E, ainda que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, – uma fé de deslocar montanhas, – se não tiver caridade, não sou nada. E, ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres; e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita. A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não é temerária; não se envaidece; não é ambiciosa, não busca os próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade: tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. A caridade nunca há de acabar; mas as profecias passarão, as línguas cessarão, e a ciência será abolida. Porque imperfeitamente conhecemos, também imperfeitamente profetizamos. Mas quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. Quando eu era criança, falava como criança, discorria como criança. Quando, porém, me tornei homem feito, deixei as coisas que eram de criança. Agora vemos (a Deus) como por um espelho; depois, porém, face a face. Agora conheço-O imperfeitamente; mas, então, hei de conhecê-Lo como eu mesmo sou d’Ele conhecido. Agora, pois, permanecem estas três coisas: A fé, a esperança, a caridade; porém, a maior delas é a caridade.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 18, 31-43.
Naquele tempo: Tomou Jesus a parte os doze, e disse-lhes: “Eis que vamos para Jerusalém, e será cumprido tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem. Pois será entregue aos gentios, e será escarnecido e açoitado, e cuspido: e, depois de o açoitarem, o matarão, e ressuscitará ao terceiro dia.” Mas eles nada disso compreenderam; esta linguagem era para eles sem sentido, nem percebiam coisa alguma do que lhes dizia. Ora sucedeu que, aproximando-se Ele de Jericó, estava sentado, à borda da estrada, um cego pedindo esmola. E, ouvindo a turba que passava perguntou o que era aquilo. E disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. Ele, então, clamou, dizendo: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!” Mas os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Ele, contudo, cada vez gritava mais: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” E Jesus, parando, mandou que lho trouxessem. E, quando ele chegou, interrogou-o dizendo: “Que queres que Eu te faça?” E ele respondeu: “Senhor, que eu veja.” E Jesus disse-lhe: “Vê; a tua fé te salvou.” E, imediatamente, viu, e foi-o seguindo, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, deu louvor a Deus.
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia:
São Gregório Magno (aprox. 540-640), Papa e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho, nº 2; PL 76, 1081 (disponível no site da Diocese de Cruzeiro do Sul / AC, apud Per Ipsum)
O homem começou a ver e seguia Jesus dando glória a Deus
O Nosso Redentor, prevendo que os discípulos ficassem perturbados com a sua Paixão, anuncia-lhes com muita antecedência os sofrimentos da sua Paixão e a glória da sua Ressurreição (Luc 18, 31-33). Assim, vendo-o morrer como lhes anunciara, não duvidariam da sua Ressurreição. Mas, presos ainda à nossa condição carnal, os discípulos não podiam compreender estas palavras anunciando o mistério (v. 34). É então que intervém um milagre: debaixo dos seus olhos, um cego recupera a visão, para que aqueles que eram incapazes de assimilar as palavras do mistério sobrenatural fossem sustentados na sua fé à vista de um ato sobrenatural.
É que devemos ter um duplo olhar sobre os milagres do nosso Salvador e Mestre: são fatos que devemos aceitar como tais e são sinais que remetem para outra coisa… Assim, no plano da história, não sabemos nada acerca de quem era este cego. Mas que ele é designado de forma obscura, sabemo-lo. Este cego é o gênero humano expulso, na pessoa do seu primeiro pai, da alegria do Paraíso, que não tem qualquer conhecimento da luz divina e está condenado a viver nas trevas. Contudo, a presença do seu Redentor ilumina-o: ele começa a ver as alegrias da luz interior, e, desejando-as, pode pôr os pés na caminhada de vida das boas obras.

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