Montfort Associação Cultural

24 de novembro de 2004

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Divisões na Igreja

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Renato
  • Idade: 27
  • Localizaçao: Ourense – Espanha
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Religião: Católica

Prezado Sr.

Entrei a primeira vez neste site e li algumas perguntas e respostas. Sou católico, participava de grupos de oraçao enquanto estava no Brasil e ia e continuo assistindo as Missas. Percebo que em algumas Igrejas Católicas que frequentei existe algumas posturas (acredito humanas) de Padres que ao invés de fazer com que as pessoas se aproximem da Igreja, de Deus, fazem o contrário e acabam afastando e criando uma “imagem” diferente da real.

Posturas como egoísmo (sou “dono” desta Igreja), ou venda de determinadas coisas dentro da Igreja o que é condenado por Cristo (pois a Igreja é uma casa de Oraçao), ou “shows” (nao estou condenando nada nem ninguém só algumas posturas de padres e pq nao de fieis), ou na forma de alguns sacerdotes e/ou pessoas que ajudam na Igreja responderem ou tratarem os outros como se fosse inferiores…

Minha pergunta: Se Jesus voltasse nos nossos tempos que Igreja ele entraria, já que pelo que parece quase todas fazem o que Ele disse para não fazer (algumas coisas foram citadas anteriormente). Seja Católica, Protestante, etc…

Na verdade não entendo o porque algumas Igrejas MAntém celebraçoes tradicionais e nao aceitam a Renovaçao… e outros da Renovaçao criticam a Tradicional e o pior (perdoa se estou totalmente equivocado) o Papa aprova o movimento da Renovaçao Carismática. Já vi bastante “coisas” dentro da Igreja. Nao sou católico porque me convém, e acho que ser Católico por conveniência é melhor não ser… ou é ou não é.

Apesar de estar dentro da religião ainda não entendo essas determinadas “posturas”

Perdoa se fiz uma salada, mas gostaria de uma explicação.

Muito obrigado e Que Deus Abençoe.

Muito prezado Renato, salve Maria !

Nosso Senhor Jesus Cristo fundou sua Igreja sobre Pedro. A Igreja Católica Apostólica Romana é a única Igreja de Cristo.

As divisões e a confusão atualmente existentes na Igreja são o resultado das inovações do Concílio Vaticano II, concílio pastoral e não dogmático, portanto falível, que pretendendo unir católicos e hereges através do ecumenismo só dividiu os católicos. A unidade é fruto da verdade. Só a verdade une. Por isso só pode haver uma Fé, uma só crença.

O Vaticano II, colocando a Fé abaixo do amor — e um amor humano, filantrópico e não a caridade que é o amor sobrenatural — só desuniu e quebrou a unidade dos católicos.

Assim, o movimento carismático foi uma invasão do pentecostalismo protestante na Igreja, patrocinada pelo Cardeal Suenens com o aval de Paulo VI. Esse mesmo Papa Paulo VI– que desde a juventude se aliara aos Modernistas e simpatizava com o comunismo, permitiu a formação da Teologia da Libertação com a orientação que deu à Conferencia de Medellín.

A recuperação da união dos católicos só se dará quando se condenarem os erros do Vaticano II.

Por exemplo, o Papa João Paulo II fez decretos restabelecendo os confessionários e quase ninguém deu ouvidos ao que o Papa mandou.

Ainda esta semana, segundo se informou, o Papa João Paulo II determinou que a CNBB assinasse um documento defendendo a moral católica nas questões familiares, e que não se desse a comunhão a divorciados recasados. Bastou isso para que alguns Bispos, entre os quais Dom Casaldáliga, se rebelassem contra o Papa e declarassem que continuariam a dar a comunhão a recasados.

É mais que uma desobediência; é um verdadeiro cisma. E esse cisma não é apenas local.

A revolta contra as mais recentes determinações do Papa João Paulo II é tão grande que alguns julgam que, no próximo Conclave, se dará um cisma universal.

O Terceiro Segredo de Fátima e os sonhos proféticos de Dom Bosco apontam nessa direção ( Peço-lhe que veja o texto sobre esses temas no site Montfort).

Esperando tê-lo ajudado a compreender a crise atual, me despeço

in Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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