Montfort Associação Cultural

23 de outubro de 2015

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Discurso de boas-vindas da Peregrinação Summorum Pontificum 2015

Publicado em 23 de outubro de 2015 pelo Cœtus Internationalis Summorum Pontificum. Tradução Montfort.

Por Padre Claude Barthe, Capelão do Summorum Pontificum Internacional

Excelências, reverendíssimo padre, amados irmãos no sacerdócio, queridos amigos.

Começamos hoje a quarta “Peregrinação Summorum Pontificum”. Reunimo-nos, do mundo todo, à Sé de Pedro e ao túmulo do Apóstolo a fim de dar graças pelo Motu Proprio de Bento XVI, que liberou a antiga liturgia romana. Viemos também para pedir ajuda a Nosso Senhor pelas nossas dioceses, nossas paróquias, nossas comunidades e associações, para que Ele nos ajude a desenvolver esta santa forma da liturgia a qual, sabemos, traz frutos de fé, santidade, conversão, evangelização e surgimento de vocações. Nossa intenção particular para este ano é para a Família Cristã, já que [oportunamente] a segunda reunião do Sínodo dos Bispos sobre este mesmo assunto chega à sua conclusão.

Estendo meus sinceros agradecimentos aos prelados presentes nesta noite, pelas suas amáveis presenças: Sua Excelência Dom François Bacqué, Núncio Apostólico, Sua Excelência Dom Juan Rodolfo Laise, celebrante das Vésperas de hoje à noite, e ao Reverendíssimo Dom Jean Pateau, Abade de Fontgombault.

Em nome de todos agradeço particularmente ao Padre Joseph Kramer [FSSP], Pároco de Santissima Trinità dei Pellegrini, juntamente com os seus colaboradores, pelos esforços que fazem repetidamente todos os anos para receber-nos durante este tipo de Tríduo, continuando assim a cumprir admiravelmente a vocação de cuidado aos peregrinos, associada à fundação desta igreja pela Confraria da Santíssima Trindade dos Peregrinos, ela mesma fundada por São Filipe Néri, que é também padroeiro desta Peregrinação.

De modo particular penso na assistência aos peregrinos pobres. Não somos também nós, que estamos ligados à missa tradicional, pobres de alguma forma? Já fomos até deixados de fora, considerados como cristãos das “periferias”, como o papa Francisco gosta de dizer. Agrada-nos pensar que, desta forma, representamos aqui em Roma o “populus Summorum Pontificum”, ou seja, todos aqueles sacerdotes, religiosos, seminaristas e fiéis ligados à missa tradicional. De fato, olhando para trás ao longo dos últimos cinquenta anos, vemos que a preservação da Missa Tradicional se deve a uma espécie de instinto da fé dentre o povo cristão. Esse “sensus fidelium” é um pouco como uma oração de apelo pela intervenção da hierarquia, o qual gerou em 2007 o “Summorum Pontificum”, confirmando assim os méritos da celebração dos “usus antiquior”.

Que este [sensus fidelium] possa fazê-lo novamente no futuro, porque a História – nossa história – continua. Na Igreja de amanhã – uma Igreja de famílias cristãs numerosas, de sacerdotes plenamente conscientes da sua identidade sacerdotal, de apóstolos missionários, de comunidades religiosas e associações, que mostram a eterna juventude da Igreja, a liturgia tradicional, sempre jovem, irá certamente desempenhar um papel na ordem sacramental como fermento de crescimento espiritual.

É com esta convicção que nós, nas nossas amplas variedades de origens e sensibilidades, viemos trazer “ad Petri Sedem” nossas orações, nossas celebrações, oferecendo aqui em Roma os esforços, a constância e os sacrifícios daqueles a quem desejamos representar, pedindo para
nós mesmos e para eles a bênção de Pedro, que receberemos Sábado na Basílica Vaticana.

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