Montfort Associação Cultural

12 de janeiro de 2011

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Dircurso do papa Bento XVI aos bispos na catedral da Sé (11/05/07)

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Luiz Ribeiro
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Prezado prof. Orlando e amigos da Montfort,
Salve Maria!

É com a “alma lavada” que escrevo esta carta. O senhor assistiu ao discurso de Bento XVI aos bispos? Se não, assista, porque o Papa deu verdadeiramente um enorme recado aos bispos brasileiros. Falou da castidade, da mídia que despreza o casamento e – principalmente – da verdadeiro respeito à liturgia (criticando todos os abusos); que eles devem ser pastores e irem atrás as ovelhas perdidas, das seitas que prometem coisas contrárias ao evangelho, e muitas outras que esta carta ficaria muito longa se eu descrevesse. Foi um discurso de um verdadeiro Professor.

O Papa demostrou sua inteligência, clareza e objetividade (como todo o professor deve ser), e com um português gramaticalmente melhor do que o do Presidente Lula. Não há como se obter mais de uma interpretação de seu discurso (a “letra” e o “espírito” são os mesmos). Quem acompanhou esse discurso, como eu, se sentiu abençoado.

Deus nunca erra. E no momento em que a Igreja mais precisa de uma chamada à ortodoxia, Ele sabiamente escolheu como sucessor de Pedro a pessoa mais preparada para ser nosso pastor.

Deus de muitas graças a Bento XVI!

Na Paz de Cristo (com com a “alma lavada”),

Luiz

Data: 16 Maio 2007


 
Muito prezado Luis,
Salve Maria.
 
     Muito bem. Eu também fiquei felicíssimo com os discursos do Papa Bento XVI. Há quanto tempo não ouvíamos palavras de vida eterna!
     Chega de ouvir faar de emprego, transporte, saúde, lazer e moradia. Eta discursinhos politiqueiros chatos o desses Bispos sem teologia e o desses padres sem Fé.
 
     E “lavada” mesmo foi a que levaram os Bispos da CNBB defensores da “teologia” da Libertação (da escravidão castrista) cujo discurso nada tem de religioso e mais parece discurso de candidato a vereador:
 
“Ataca-se impunemente a santidade do matrimônio e da família, iniciando-se por fazer concessões diante de pressões capazes de incidir negativamente sobre os processos legislativos; justificam-se alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual; atenta-se contra a dignidade do ser humano; alastra-se a ferida do divórcio e das uniões livres. Ainda mais: no seio da Igreja, quando o valor do compromisso sacerdotal é questionado como entrega total a Deus através do celibato apostólico e como disponibilidade total para servir às almas, dando-se preferência às questões ideológicas e políticas, inclusive partidárias, a estrutura da consagração total a Deus começa a perder o seu significado mais profundo. Como não sentir tristeza em nossa alma? (Discurso do Papa Bento XVI, Catedral da Sé, São Paulo, 11 de maio de 2007, destaques nossos)”     
 
     Bento XVI teve tal sucesso porque falou como um Papa deve falar. Falou como um verdadeiro pastor fala às ovelhas. E as ovelhas se rejubilaram porque “elas conhecem a voz do bom pastorque é bem diferente da voz do mercenário e da voz do mau pastor.
     Como foi boa a bem merecida reprimenda pública e caridosa na CNBB. Ela bem que precisava ouvir isso que ouviu, ela que fala tanto e não diz nada de elevado.
     
     Só não concordei com sua frase comparando o português do Papa ao português do Lula. Eles não podem ser comparados. O Lula não fala. Repete. Não discursa: lê. E lê mal! E não sabe o que lê.
     
     E viu você a “banalidade deplorável” do show montado pela CNBB no Pacaembu?
     O papa dizendo palavras de sabedoria, palavras corajosas e destemidas…. E Padre Zezinho cantando a … Amazônia. Falando das fogueiras da Amazônia, enquanto a Casa de Deus está em fogo. Enquanto milhões de almas podem cair no fogo do inferno, como Nossa Senhora disse em Fátima!
     E as danças para exibir nossa “cultura” ao Papa? Frevo, catira, capoeira… Que espetáculo lamentável para apresentar a um Papa!
     Era hora para isso, se há hora para isso?
     
     Que horror!
   
     E a Aquarela do Brasil? Falar para o papa do “mulato inzoneiro” na hora da maior crise da história da Igreja!
     Que coisa mais deslocada ou Tresloucada?
     E o tal cantor cantando “Ninguém te amou mais do que eu“?
     Isso era para Cristo ou para uma namorada!
     Que ambiguidade horrorosa!
 
     Que horror!
 
     E os discursinhos infantis de festinha de formatura? Que horror!!
     E os estudantinhos tentando falar em “caribenho” canhestro, (só eles julgando-se “autênticos”), para agradar “al líder del Caribe”? ( Fidel ou Chávez?)
     
     Que horror!!!
   
     Que paciência a do Papa!
     Pelo menos houve uma vantagem nesses horrores: o Papa pode ver com os próprios olhos que espetáculos meio-circenses a CNBB promove, apresentando-os como shows “sagrados” ou para litúrgicos. Foi uma boa amostra.
     Pelo menos o Papa — que conhece música — pode ouvir com seus próprios ouvidos, as horrendas canções que nossos padres cantores — que horror!!!! — cantam em Nossas show-missas.
     
     Que horror! Que sacrilégios!
     E — permita-me dizê-lo — Que vergonha!!
     Graças a Deus tudo isso foi largamente superado pelas palavras benditas do Papa.
     Deus proteja o Papa.
     VIVA O PAPA!!!
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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