Montfort Associação Cultural

30 de janeiro de 2010

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Diálogo, relativismo e verdade

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Moisés Silva
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Profissão: Militar
  • Religião: Protestante

COM AS BENÇÃOS DO öNICO VERDADEIRO E TRIöNO DEUS!

PREZADOS SENHORES

EU TENHO UMA DöVIDA ACERCA DOS DIÁLOGOS ECUMÊNICOS POR PARTE DA IGREJA. EXISTE OFICIALMENTE ESTUDOS E DEBATES DO ALTO CLERO, OU DIÁLOGO MACIÇO PARA A UNIDADE ORIGINAL DA IGREJA, OU TUDO ISTO É PURA E SIMPLESMENTE ESPECULAÇÃO DE ALGUNS PADRES E LÍDERES LEIGOS?

DESDE JÁ AGRADEÇO A ATENÇÃO, E COMO LEIGO PRESTO MINHA ESTIMA E ILIBADA CONSIDERAÇÃO À SERIEDADE TEOLÓGICA DOS SENHORES

COM AUXÍLIO DO SANTÍSSIMO ESPÍRITO

Muito prezado Moisés,
Salve Maria.

     Obrigado por suas palavras de apreço por nosso trabalho. Tal apreço é tanto mais valioso quanto é insuspeito por provir de uma pessoa que se afirma protestante.

     Você me pergunta pelo diálogo. Essa palavra não existe na Sagrada Escritura e nem na tradição. Essa palavra proveio de Platão e depois foi usada pelos relativistas de todos os tipos.
     
Nosso Senhor disse a seus Apóstolos: “Ide e ensinai”. Não mandou a eles que dialogassem.
     
No diálogo, há uma afirmação implíicita de que nenhum dos dois participantes tem a verdade. Há ainda a suposição relativista de que nenhum homem possui a verdade e que cada um tem algo dela. Pela troca de informações, ambos os dialogantes se enriqueceriam mutuamente comunicando o que pensam ter da verdade. Esta seria como que um horizonte jamais alcançado. Quanto mais caminhamos para o horizonte mais ele se afasta. Portanto, ninguém teria a verdade. Essa é a posição da Fenomenologia que foi adotada quer pelos “teólogos” protestantes quanto pelos teólogos modernistas que se afirmam católicos, e não o são. Por isso, o diálogo não converte ninguém. 
     
O diálogo, negando possuir a verdade, afirma o relativismo. Os que defendem o diálogo não podem admitir que Nosso Senhor Jesus Cristo seja a Verdade. Por isso, o diálogo jamais converteu, e jamais converterá a ninguém porque nega que se possa ter a verdade. Os dialogantes se tornam escravos do relativismo, pois que não admitindo a verdade, nem a possibilidade de tê-la, jamais pooderão ser libertados por ela, pois Cristo nos disse: “A verdade vos libertará“. Daí esse eterno e inoperante dialogar que a ninguém convence.

     Um abraço amigo.
     
Escreva-me sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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