Montfort Associação Cultural

21 de janeiro de 2005

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Desigualdade e caridade

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Carlos
  • Idade: 40
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Religião: Católica

Boa tarde,

Tenho freqüentado a Igreja Católica Nossa Senhora do Carmo a pouco mais que 2 anos, antes disso nunca freqüentei. Tenho 40 anos e tenho procurado conhecer a nossa doutrina.

Neste último final de semana, 22/02/03, tive uma conversa com um amigo da comunidade que freqüenta a bem mais tempo do que eu, não sei quanto mais, e ele fez uma colocação que pessoalmente não concordo , mas não tive argumentos para me expressar.

Tomo a liberdade de abaixo expor o pensamento deste meu amigo e gostaria de uma palavra de esclarecimentos e ainda alguma indicação de livros para poder me aprofundar mais.

” A igreja desconhece muita coisa ou não divulga muita coisa, pois qual é a explicação de uma pessoa nascer, viver e morrer na pobreza, ao meio dos maiores sofrimentos e muitas ajudando, fazendo caridade com o pouco que tem e enquanto outras nascem no luxo e são completamente egoístas, exploradoras, outras ainda matando, roubando e nesta vida nada de ruim acontece com eles. “
A explicação dele é que isso é que essa pessoa que cometeu muitas coisas erradas é que volta para pagar aqui.

” Aqui se faz, aqui se paga”

Mas para mim, quando morremos, morremos completamente. Isto acima é teoria espririta?

Por favor, me de uma luz neste assunto.

Me despeço agradecendo a atenção.

Carlos

Muito prezado Carlos, salve Maria.

A doutrina que seu conhecido lhe expôs não é católica. É espiritismo mesmo. A Igreja Católica, com a Sagrada Escritura condena a reencarnação.

São “Tomás de Aquino ensina que Deus cria alguns homens pobre e ouros ricos, uns inteligentes e outros menos capazes, uns fortes e outros fracos, para que possamos uns ajudar aos outros.

Diz São Tomás que Deus é bom, e faz o bem.

Os homens, enquanto criaturas de Deus são bons, mas nem todos fazem o bem. O cangaceiro Lampião – enquanto homem era bom: tinha um bom corpo, saudável, forte; era inteligente. Mas ele não fazia o bem.

Para sermos semelhantes a Deus devemos ser bons como criaturas e devemos principalmente, como Deus, fazer o bem.

Mas, para fazer o bem é preciso que exista desigualdade. A esmola só é possível se houver um bolso cheio e outro vazio. Se ambos os bolsos estiverem vazios, a esmola é impossível. Se ambos estiverem cheios, a esmola é desnecessária. Assim também, se todos fossem igualmente sábios, não seria possível fazer a caridade de dar um conselho.

Portanto, Deus fez os homens desiguais para que um possa servir a outro, e assim seja possível haver no mundo a caridade, imagem do Amor de Deus nos homens e no mundo.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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