Montfort Associação Cultural

24 de novembro de 2004

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Desafio tefepista

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Rafael Texeira
  • Idade: 20
  • Localizaçao: Belo horizonte – MG – Brasil
  • Religião: Católica

Salve Maria

Estou de bom espirito e gostaria de uma resposta decente

Conheci a ACNSF em uma visita de Nossa Senhora de Fatima a uma casa ,e acabei conhecendo a obra de SrPlinio Correa de Oliveira e permaneci alguns anos e conpreendi a obra de Plinio Correa de Oliveira ,acabei saindo por motivo (6mandamento) que não afeta a minha fé.

Li alguns texto que Falava com Breno Mendes meu irmão de ideal e outras pessoas tambem em que,Blasfemava…contra a obra TFP.

Pelo fato de ter ficado 30 anos na TFP tenho certeza que conheceu muito bem Sr Dr Plinio e antes de alguma coisa se não fosse por ele voçê seria só mais um precito um errante uma pessoa afastada de Deus Vejo Sr Fidili que tem bons argumentos, uma objetividade com a doltrina fenomenal. E que tem uma doltrina da Santa Igreja na ponta da lingua tudo muito bem colocado de acordo com a Santa Igreja Catolica Apostolica Romana ,Realmente ADIMIRO SEU TRABALHO que vem fazendo .

Sabe por que conseque levantar questões, debates, teses ,apologias, discurção…..??? POR CAUSA DE PLINIO CORREA DE OLIVEIRA, EMPORTANTE POR TRAZER CATOLICISMO PARA PESSOAS COMO VOÇÊ!!!

Então como seria voçê em materia de catolicismo hoje? como seria sua devoção por Deus ,se não fosse os tais 30 anos ???

Vejo que tem uma vontade muito grande de abrir os olhos do mundo para onde a civilização esta chegando, assim como Sr.Dr.Plinio lhe encinou Vejo que tem uma alma Pliniana. Sua convicsão nas palavras são fenomenal típico do Sr.Dr.Plinio.

Mas antes antes de escarra no prato que comeu DOBRE A LINGUA. Se até Deus foi defamado, quanto mais um sequidor dele. Aqui na terra sempre avera alguem para tentar empedir as obras de Deus.

responda 2 perguntinhas

Pergunta 1 :P or que tanto odio pelo Sr.Dr Plinio? Sera que voçê não tem o ( + tao chamado de Deus )para enchegar a obra? ou então viu e não conpreedeu COMO LUTERO E LUCIFER.(Nonservian)

Pergunta 2 : Voçê disse que demorou 30 anos para ver . Ver que Sr.Dr Plinio foi enviado por Deus para melhorar a fé catolica? Voçê não ve que ele e muito mais que um simples homem? Como coseque ver o mundo desse jeito e recusar uma pessoa tão boa como ele .

Se o senhor quis casar constituir familia… tudo bem concordo com o Sr Mas falar mau fica meio chato não acha? até para as pessoa que não conhecem a obra do Sr Plinio ficam sem entender o por que tanto odio.

Gosto quando da respostas fuminantes nos protestantes .Desejo para o Sr o Ceu pertinho de Nossa Senhora,dos santos Sr.Dr Plinio… mas o Sr tem que merecer! tudo bem?

Gostaria se fosse possivel publicar estas perguntas e rêsponde-las.

Rafael Texeira

Um abraço

In Plinio et Lucilia

DESAFIO DESAFORADO… E ACEITO!

Prezado e pobre tefepista sem o “cesto”. (Redigi “cesto”, por respeito a você, e seguindo sua norma ortográfica) Rafael Teixeira, salve Maria !

Com muito gosto publico sua carta, e com destaque, para suas perguntas me desafiando.

Em primeiro lugar, você me acusa de que eu “Blasfemava…contra a obra TFP”, por tê-la criticado.

Meu caro, blasfêmia é ofensa contra Deus, ou contra Nossa Senhora. Dizendo esse estapafúrdio, você comprova que, de fato, freqüentou essa entidade, que colocava Plínio no lugar de Deus, e a TFP no lugar da Igreja.

Não se dizia lá dentro, nos tempos em que João Scognamiglio açulava o fanatismo para com o profeta de Higienópolis e para a senhora mãe dele, que “O Espírito Santo, tendo abandonado a Igreja, se refugiou em Dr. Plínio”?

E não dizia então Scognamiglio que “Jesus Cristo só se encarnou, porque Dr. Plínio correspondeu à graça”? É natural que quem foi deformado desse modo, considere que criticar a TFP é blasfemar.

E não reclame pelo que digo, pois eu estava bem quietinho em meu canto, quando me chegou o seu desafio desaforado.

Também é típica linguagem tefepista considerar os que a ela não pertencem como “Precitos”.

Muito provavelmente você nem sabe o que quer dizer essa palavra “precito”.

Precito, meu caro, quer dizer condenado ao inferno, estar em desgraça eterna, ser um amaldiçoado por Deus, sem possibilidade de salvação, nem de remissão.

Se você julga que entrar na TFP é deixar de ser precito, você está repetindo a tese tefepista de que fora da TFP não há salvação.

E um precito não pode se converter.

Se saindo da TFP me tornei um precito, como louva você, muito contraditoriamente, o que escrevo?

Se sou um precito, como você admira e diz bem de meu trabalho e de meu combate?

Transcrevo seu elogio a mim, que você tem por “precito”: “Vejo Sr Fidili que tem bons argumentos, uma objetividade com a doltrina fenomenal. E que tem uma doltrina da Santa Igreja na ponta da lingua tudo muito bem colocado de acordo com a Santa Igreja Catolica Apostolica Romana ,Realmente ADIMIRO SEU TRABALHO que vem fazendo .

Sabe por que conseque levantar questões, debates, teses ,apologias, discurção…..??? POR CAUSA DE PLINIO CORREA DE OLIVEIRA, EMPORTANTE POR TRAZER CATOLICISMO PARA PESSOAS COMO VOÇÊ!!”.

Diz-me você — que com seus vinte anos não pode ter assistido o que lá aconteceu comigo, portanto que só fala de oitiva, repetindo lição impingida — que devo o que sei ao homem que se dizia inerrante.

Pois fique sabendo que, quando estava na TFP, criticavam-me porque eu lia “livros grossos”, porque eu estudava por conta própria, e lá se dizia que isso era inútil, pois a lei, lá, era que “bastava ler os artigos do sr. dr. Plínio“. Lá, quem, como eu, estudava livros que não eram do dr. Oliveira, era debochado, chamado de “caneca amassada”, “plock plock”, gírias que o “profeta” inventava para denegrir quem estudasse.

Portanto, meu caro, você comete, aí, um erro de apreciação, que equivale a todos os seus erros de ortografia e de português amarrados juntos.

Quer saber de uma coisa?

Lá na TFP, nunca recebi uma aula sequer sobre a imensa maioria dos temas de que trato no site Montfort, e de tantos outros problemas que estudei por minha conta e custo. Durante muitos dos anos em que lá estive, só podia dar aulas para uns poucos amigos, sobre esses temas que estudava sozinho, e por isso era muito mal visto.

Lá, se me quis impingir que “a lenda valia mais do que os fatos”, e que “dr. Plínio estava acima dos fatos”. Isso eu ouvi “com estes ouvidos que a terra há de comer”, como se diz pelo Brasil afora.

Rejeitar esse fruto proibido pelo bom senso seria “escarrar no prato”? (E que expressão vulgar essa que você usou!).

Lá, se me quis fazer engolir que toda a História do século XX girava em torno do dr. Oliveira.

Lá, um pobre fanatizado discutiu comigo, tentando me provar que as revoluções ocorridas na Bolívia, no século XIX — portanto anteriores ao nascimento de Plínio — “foram causadas por ódio ao sr. dr. Plínio”.

Que engolisse isso tudo, e, ainda mais, que engolisse que P. C. dos Ohs era inerrante e imortal, que ele era “O Inocente”, era demais para minha alma nada tefepista, porque católica.

Em suma, um “fenomenal” delírio… coletivo. Um delírio capaz de mandar qualquer um, que não estudasse e não guardasse a Fé e o bom senso, para uma certa clínica na Marquês de Alorna.

Rejeitar isso tudo seria “escarrar no prato” — (E que modo baixo de se exprimir é esse!) — ou seria ter permanecido fiel à Fé?

E você me escreve ainda: “Vejo que tem uma alma Pliniana. Sua convicsão nas palavras são fenomenal típico do Sr.Dr.Plinio.

Mas antes antes de escarra no prato que comeu DOBRE A LINGUA. Se até Deus foi defamado, quanto mais um sequidor dele. Aqui na terra sempre avera alguem para tentar empedir as obras de Deus”
Meu caro, Deus me livre de ter “alma pliniana”, pois minha linguagem é sim, sim; não, não.

Não uso “restrições mentais”.

Não sou “aristocrata”. Não sou “elegante”.

(Moi, c´est moralement que j´ai mes élegances”, dizia-me o Cyrano…).

Dr. Plínio vivia repetindo, de modo desprezador, que eu era italiano…

Não, graças a Deus, não tenho e nunca tive “alma pliniana”.

Libera me Domine!

Por isso, eu jamais coube lá dentro, e nem ele me queria lá dentro, tendo feito o possível e o impossível, para que eu me retirasse daquela entidade, “senza rancore”, como ele dizia, citando uma ópera bem romântica…

E fique sabendo que a convicção da verdade católica é sempre fruto da graça de Deus, e jamais resultante de esforço ou de obra humana.

E você me acusa de “escarrar no prato” em que comi, querendo dizer que devo o que sei ao Dr. Oliveira (e será “aristocrática” essa muito prosaica expressão que você usa?).

É como se você acusasse Eva de não ser agradecida a Lúcifer por lhe ter oferecido o fruto que ela comeu.

Mas, deixando de lado isso tudo, que são águas passadas e roladas, vamos ao que você me pediu: vamos ao seu desafio Vamos então às suas duas perguntinhas desafiadoras?

Pois vamos lá:

“Pergunta 1 :P or que tanto odio pelo Sr.Dr Plinio? Sera que voçê não tem o ( + tao chamado de Deus )para enchegar a obra? ou então viu e não conpreedeu COMO LUTERO E LUCIFER.(Nonservian).”

Meu caro, ter ódio de alguém, porque nos prejudicou, nos perseguiu ou nos caluniou é pecado.

Deus me livre de ter ódio pessoal — e por motivo pessoal –de quem quer que seja.

Tomara que Deus Nosso Senhor nos perdoe a todos, e a começar a mim, que devo tanto a Deus, e que preciso tanto de sua misericórdia, antes de morrer.

Se eu não perdoar aos que me fizeram mal, como poderei ser perdoado?

Como rezar o Pai Nosso, se tiver ódio no coração?

Como sermos perdoados por Deus Nosso Senhor, se nós mesmos não perdoarmos aos nossos inimigos?

Os inimigos se combatem, mas não se odeiam. Por eles se reza, e se os perdoa todo o mal pessoal que nos fizeram. Foi isso que Nosso Senhor Jesus Cristo nos mandou fazer.

Por isso, com um velho poeta, lhe digo “Priez Dieu que tous nous veuille absoudre” ["Rogai a Deus que a todos nos queira absolver"].

Perdoam-se os adversários, mesmo que eles nos comparem injustamente a Lutero e a Lúcifer.

(E permita-me fazer-lhe uma confidência? Meu primeiro pedido, na Comunhão, é sempre por aqueles que me ofenderam, que me odeiam, ou me combatem).

Vamos então à sua segunda perguntinha?

Lá vai ela:

“Pergunta 2 : Voçê disse que demorou 30 anos para ver . Ver que Sr.Dr Plinio foi enviado por Deus para melhorar a fé catolica? Voçê não ve que ele e muito mais que um simples homem? Como coseque ver o mundo desse jeito e recusar uma pessoa tão boa como ele”

Meu caro, agradeço-lhe a confissão do grande erro tefepista.

Você o escreveu e assinou o que na tpf se dizia baixinho, e só para alguns: O “Sr.Dr Plinio foi enviado por Deus para melhorar a fé catolica. Voçê não ve que ele e muito mais que um simples homem?”. Estão aí duas grandes e graves razões pelas quais saí da TFP, e dois delírios que não permitem a nenhum católico sério apoiá-la:

1a razão: “Dr Plínio seria muito mais do que um simples homem”.

Que seria, então, Plínio, um anjo?

Estarei diminuindo a importância dele, perguntando se se acredita lá, que ele era um anjo?

Ou será que lá se pensava –e será que você pensa — que ele é Deus?

E que esta minha pergunta não é despropositada se prova lembrando que lá, na TFP, se costumava dizer uma jaculatória idolátrica: “Quis ut Plinius ?” (Quem é como Plínio?), parodiando idolatricamente a jaculatória “Quem é como Deus?”.

Substituía-se, assim, Deus por Plínio.

Mas nada como um dia depois do outro.

Os mortos são logo esquecidos, dizem os franceses: “Les morts vont vite”.

Pobre Plínio que logo foi substituído, na jaculatória e no culto idolátrico, pois que hoje há quem diga: “Quis ut Johanes?” (Quem é como o João?).

Isso também eu já ouvi e vi com meus ouvidos e com os meus olhos que a terra há de comer. Pois, se quem se pensava inerrante e imortal já foi comido por ela — Pax anima ejus! — muito mais o serei eu, que sou inacertante, e muito canceriginamente mortal.

[Imagine!!! Quem é como o João !!! Embora, em certo sentido, seja bem verdade: quem foi como Plínio, e quem é como o João?] Como lhe agradeço essa sua segunda perguntinha, que foi uma confissão preciosa, para o público saber o que se diz lá dentro sobre Dr. Plínio.

E ela se completa por outro despautério delirante e descabelado confessado por você. Pior, por uma frase que cheira a heresia:

2a razão: O “Sr.Dr Plinio foi enviado por Deus para melhorar a fé catolica”. Melhorar a Fé?

Mas então, você quer dizer que a Fé católica havia piorado?

E a promessa que Cristo fez à Igreja de assisti-la todos os dias, Ele não a cumpriu?

Isso, assim expresso, é heresia, meu caro.

A Fé católica não pode variar.

Só a nossa fé pessoal, particular, é que pode aumentar, diminuir, ser perdida, ser recuperada.

A Fé católica é revelada por Deus. A Fé é divina. Ela é perfeitíssima. Ela é imutável. Ela não pode ser melhorada por ninguém.

Se Dr. Plínio foi enviado por Deus para “melhorar a Fé”, ele estaria acima da Igreja. E isso era exatamente o que diziam lá certos alumbrados insuflados pelas reuniões que Scognamiglio dava no “Praesto Sum”, para fanatizar os novatos da TFP, fazendo-os crer que Dr. Plínio estava quase ao nível de Deus.

Devo agradecer-lhe, porém, o desejo que você manifesta de que eu acabe indo para o céu, em que pese o que você considera meus irremissíveis “pecados” de ” blasfêmia” antiplinianos, dos quais não me arrependo e aos quais não renego.

Aliás, se sou um precito, como poderei ir para o céu? Precito é quem já está condenado ao inferno.

Mas, enfim, seu desejo contraditório mas bondoso, não se harmoniza com os slogans que lhe meteram na cuca.

E, para que você não tenha ilusões comigo, repito:

1- Dr. Plínio era um homem como outro qualquer, mortal e errante.

Por isso, ele errou e morreu.

“Il est mort et enterré” [Ele está morto e enterrado]. Exatamente como Malbrough, e como eu mesmo serei enterrado, em breve.

Pax mortuis! ( Paz aos mortos!).

Pax anima ejus! (Paz à sua alma!).

Ele nunca foi profeta e nem foi de jeito nenhum — de jeito maneira, como se diz em sua Minas Gerais — um ser acima do ser humano.

Criticá-lo, por seus erros – e criticar os seus erros – é obra de caridade e de justiça, jamais blasfêmia.

2 — Dr. Plínio jamais foi um enviado de Deus, e, muito menos foi enviado para “melhorar a Fé católica”, o que, além de cheirar a heresia, é uma solene besteira.

Por último, quero protestar contra o seu modo tefepista de se despedir, dizendo, ao concluir sua carta: “in Plínio et Lucília”.

Essa é mais uma prova da substituição dos nomes de Cristo e de Maria Santíssima, pelo nome do dr. Oliveira, e pelo nome da mãe dele.

O costume católico sempre foi de despedir-se em nome de Jesus e de Maria.

Não dizia eu, com razão, que, na TFP, se substituía Jesus Cristo por Plínio e Nossa Senhora por Dona Lucília?

Você me deu, assim, em sua despedida desafiadora, mais uma prova epistolar dessa substituição de sabor idolátrico que se pratica entre os tefepistas.

Porque, meu caro, isso raia pela idolatria.

“Porque, sob o céu, nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos senão o nome de Jesus.” (Atos dos Apóstolos IV, 12) Agradecendo-lhe a oportunidade que você me deu de dizer a verdade, como também de registrar — E por escrito !!! — suas duas preciosas confissões, assim como sua escandalosa despedida, muito úteis para o público saber o que se pensava e se ensinava, de fato, –ou se pensa e ensina ainda? –em certas entidades nascidas do pensamento de P. C. de Oliveira, subscrevo-me atenciosamente, in Corde Jesu, semper, e nunca em nome de qualquer ídolo, Orlando Fedeli.

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