Montfort Associação Cultural

29 de dezembro de 2010

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Defesa ´tolerante` do Pe. Libânio

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Paulo Henrique Cavalcanti
  • Localizaçao: Belo horizonte – MG – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Estudante
  • Religião: Católica

Caro Professor Orlando,

Gostaria de comentar vosso comentário ao texto do Pe. João Batista Libanio. ” modelos eclesiologicos“.

Muito me surpreende o modo como o senhor trata os autores que divergem de sua posição intelectual, de sua concepção eclesial e, sobretudo, do seu modo de compreender a fé cristã católica. O sebhor os menospreza, os ridiculariza. No caso do Padre Libanio, ao menos reconhece a sua capacidade intelectual.
Sua posição é anti-modernista o que denota uma concepção eclesial que obviamente choca-se com o escrito do padre Libanio. Num contexto cultural marcado pelo pluralismo, e pela valorização da alteridade é equivocado querer afirmar só um modo de ver o mundo, e pior considerá-lo como sendo O único e verdadeiro.
Acusar o padre Libanio de lìngua dupla citando as Escrituras é desconhecer sua trajetória eclesial e sua vivencia de fé. Não raro o senhor desdenha dos autores que comenta. Gostaria de ver o senhor acompanhando padre Libanio em seu trabalho ministerial na cidade de Vespasiano, próxima a Belo Horizonte. Ou melhor, participando de uma aula com ele. Para quem dispõe de todos os beneficios como o senhor, fica fácil comentar escritos de homens e mulheres que buscam aproximar a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo aos homens e mulheres de hoje como sendo traição ou lingua dupla. Quereria vê-lo encontrar uma familia cuja situação de vida é miserável e qual seria sua resposta. Claro seria pronta e repetiria as enciclicas papais antes de Leão XIII que nada dizem a respeito da mútua implicação entre fé e compromisso social e assim pedem aos pobres para se resignarem pois da paciência vem a salvação. Nunca se esqueça que como diz a carta de Tiago uma fé que despede um pobre abençoando-o, mas não o ajudando em suas necessidades reais é vã !!!!
É de seu conhecimento que na elaboração da Lumen Gentium foi necessário costurar o texto com dois modelos eclesiologicos: o dos progressitas e os dos conservadores; e isso não descredita ver a Igreja como Povo de Deus, nem tampouco como Corpo de Cristo ou templo do Espirito Santo.
O importante é não ficar numa leitura fixista e intransigente. O Espirito sopra onde Ele quer, não pense que suas reflexões são a verdade da fé cristã católica, assim como as minhas não o são. O importante é que o batismo nos fez corpo de Cristo para sermos o Povo de Deus que caminha no mundo sustentados pela força do Espirito procurando que nossa fé aja pela caridade.

Em Cristo e Maria
Paulo Henrique

Data: 3 Abril 2007

 
Muito prezado Paulo,
Salve Maria.
 
     Você destaca minhas críticas aos que atacam a Igreja. Isso prova que você coloca pessoas acima da Fé e acima da Igreja.
     E se aquilo que você chama de “contexto cultural pluralista” — o relativismo – é o critério que o guia, você está bem errado.
     Nosso Senhor nos recomendou que não nos conformassemos com o mundo. Aquilo que você chama de “contexto cultural pluralista” é, de fato, o relativismo doutrinário. 

     E que significa para você “valorização da alteridade“?
     Atacar a Montfort?
     Se se deve valorizar toda alteridade, por que a Montfort estaria excluída dessa alteridade? Por que minha “alteridade” é repelida por você?
     
     Esssa fórmulas relativistas — “Contexto cultural pluralista“, “ valorização da alteridade” , “tolerância” — somente são usadas para bajular os inimigos de Deus e da Igreja, para fagar erros doutrinários e heresias. Jamais aqueles que enchem a boca com essas formulas ambíguas protestam contra os que blasfemam continuamnete contra Cristo e contra a Santa Igreja.
 
     Padre Libânio, pelo menos no ponto que tratei, não teve língua dupla: ele mostrou claramente sua simpatia por aqueles que pretendem demolir a Igreja. Em nome do “contexto cultural pluralista“, e da “ valorização da alteridade”.
     Ele é um herege demolidor infiltrado na Igreja e que quer permanecer nela, para destruí-la. E ele confessa isso mesmo. E conta com a sua simpatia.
 
     Como você é caridoso…
 
     Ainda agora, os teólogos da libertação, isto é, os teólogos da escravidão castrista, estão organizando uma rebelião geral contra o Papa Bento XVI, pela sua condenação à “teologia” de Jon Sobrino.  
     Padre Libânio apóia essa rebelião ?
     Ele vai defender o papa durante a reunião do Celam?
     Ele participou da redação do documento dos Jesuítas de Belo Horizonte fazendo o elenco dos pontos “inegociáveis” que o Papa teria que aceitar, na reunião do Celam? 
 
     Você me pinta como alguém que não se importa com os pobres…
     Como sabe você se ajudei ou não alguns pobres? 
     O que minha mão direita fez, por caridade, nem minha mão esquerda pode saber, quanto menos você que nem conheço! Você, que é da esquerda!
 
     E, se você é seguidor das heresias da teologia da libertação de Padre Libânio, você já não tem Fé. E, por isso mesmo, já não pode ter caridade, pois sem a verdadeira Fé não há caridade. 
 
     Que Deus o esclareça nessa Páscoa que se aporxima, fazendo-o clamar por Cristo e não aderir ao contexto cultural pluralista que grita “Crucifica-o“, e nem ter o respeito da alteridade para com Barrabás.
 
     Passe bem.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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