Montfort Associação Cultural

8 de agosto de 2013

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Décimo Segundo Domingo depois de Pentecostes

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande


2ª Classe – Paramentos Verdes
Para ler/baixar o Próprio da Missa deste domingo, clique aqui.
2ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios  3, 4-9.
Irmãos: É esta a confiança que temos em Deus por Cristo. De nós mesmos e por nós mesmos, nada (de sobrenaturalmente bom) somos capazes de pensar: a nossa capacidade vem só de Deus, que também nos fez ministros idôneos duma Nova Aliança – não a da letra, mas a do espírito: porque a letra mata, e o espírito é que vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado em letras sobre as (pedras da Lei), foi acompanhada de tal glória que os filhos de Israel não podiam olhar para o rosto de Moisés, por causa do esplendor, transitório do seu semblante, como não será de maior glória o ministério do Espírito?! Com efeito, se o ministério da condenação foi glorioso, de quanta maior glória não será o ministério da santidade?
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10, 23-27.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Ditosos os olhos que veem o que vós vedes. Pois vos afirmo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”. Nisto, porém, levantou-se um certo doutor da Lei, que Lhe disse para O experimentar: “Mestre, que devo eu fazer para possuir a vida eterna?” Jesus perguntou-lhe: “Que é que está escrito na Lei? Como lês tu?” Ele, respondendo, disse: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças, e com todo o teu espírito; e o teu próximo como a ti mesmo.” Jesus disse-lhes: “ Respondeste bem; faz isso, e viverás.” Ele, porém, querendo justificar-se disse a Jesus: “ E quem é o meu próximo?” Jesus então, retomando a palavra, disse: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que o despojaram; além disto, depois de o terem espancado, retiraram-se, deixando-o meio morto. Aconteceu, entretanto, passar pelo mesmo caminho um sacerdote: viu-o, mas passou de largo. Igualmente um levita, de passagem por aquele sítio, viu-o também, mas passou adiante. Um samaritano, porém, que ia seu caminho, chegou perto dele; e, quando o viu, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, pois, e ligou-lhes as feridas, deitando-lhes em cima azeite e vinho. Em seguida lá o acomodou sobre a própria montada, levou-o à estalagem, e tratou dele. No dia seguinte, puxou por dois denários, e deu-os ao estalajadeiro, dizendo: Trata dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei, quando voltar a passar. Qual destes três te parece que te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?” “Foi, respondeu ele, o que usou com ele de misericórdia.” Jesus, então, disse-lhe: “Vai, e faz também o mesmo.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário do dia
São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo.
Homilia 15 sobre o Cântico dos Cânticos (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum; acesso em 07/08/2013 às 22:53h).
O bom Samaritano
“Este é o meu amado; este é o meu amigo, mulheres de Jerusalém” (Ct 5, 16). A Esposa do Cântico mostra aquele que procurava, dizendo: “Eis Quem eu procuro, Aquele que, para Se tornar nosso irmão, veio de Judá. Tornou-Se amigo daquele que caiu nas mãos dos salteadores; curou as suas feridas com azeite, vinho e ligaduras; içou-o para a Sua própria montada; levou-o para uma estalagem; deu duas moedas de prata para que cuidassem dele; e prometeu pagar, quando regressasse, o que tivessem gastado no cumprimento das suas ordens”. Cada um destes detalhes tem um significado bem evidente.
O doutor da Lei tentou o Senhor e quis mostrar a sua superioridade em relação aos outros, dizendo: “E quem é o meu próximo? ” O Verbo expõe-lhe então, sob a forma de uma narrativa, toda a história sagrada da misericórdia: conta a queda do homem, a emboscada dos salteadores, o roubo da veste incorruptível, as feridas do pecado, a invasão causada pela morte em metade da nossa natureza (uma vez que a nossa alma permanece imortal), a passagem inútil da Lei (uma vez que nem o sacerdote nem o Levita trataram das feridas daquele que tinha caído nas mãos dos salteadores).
“Era, na verdade, impossível que o sangue dos touros e dos carneiros apagasse o pecado” (Heb 10, 4): só o podia fazer Aquele que revestiu toda a natureza humana: a dos judeus, dos samaritanos, dos gregos, numa palavra, de toda a humanidade. Com o Seu corpo, que é a montada, Ele veio ao encontro da miséria do homem. Curou as suas feridas, fê-lo repousar na Sua própria montada, fez da Sua Misericórdia uma estalagem, onde todos os que penam e se vergam sob o seu fardo encontram repouso (cf. Mt 11, 28).

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