Montfort Associação Cultural

25 de agosto de 2013

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Décimo Quarto Domingo depois de Pentecostes

 

14º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

2ª Classe – Paramentos Verdes
Para ler/baixar o Próprio da Missa de hoje, clique aqui.
O sermão da montanha. Ilustração de H. Hoffmann.
Santos do DiaSão Luís IX, Rei da França e confessor (m. 1270).
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas 5, 16-24.
Irmãos: Andai segundo o espírito, e não dareis satisfação aos desejos da carne. Porque os desejos da carne são contrários aos do espírito, e os do espírito aos da carne. De fato, estas coisas opõem-se entre si, de tal modo que não fazeis aquilo que quereis. Se, porém, vos deixais levar pelo espírito, já não estais sob o domínio da Lei. Por outro lado, todos conhecemos bem as obras da carne, que vêm a ser: a desonestidade, a impureza, a luxúria, a idolatria, a magia, as inimizades, as rixas, as rivalidades, as exaltações, os conflitos, as discórdias, as facções, as invejas, os homicídios, as embriaguezes, as orgias, e outras coisas semelhantes. Já vos disse, e torno-vos a dizê-lo: Os que se entregam a tais excessos, não possuirão o reino de Deus. Ao contrário, os frutos do espírito são: a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a afabilidade, a bondade, a longanimidade, a mansidão, a fidelidade, a doçura, a temperança, a castidade. Contra estas coisas não há Lei. Os que são de Cristo, crucificaram a sua própria carne, com os seus vícios e paixões.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6, 24-33.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou há de indispor-se com um, e amar o outro; ou há de dedicar-se a um, e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza. É por isto que vos digo: Não vos inquieteis, nem quanto à vossa vida, sobre o que haveis de comer; nem quanto ao vosso corpo, sobre o que haveis de vestir. Acaso não vale a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido?! Reparai nas aves do céu: Não semeiam e não ceifam, nem fazem provisões nos celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as! Acaso não sois vós mais do que elas? E qual de vós, por muito que pense, pode acrescentar um côvado à sua altura? E quanto ao vestido, por que vos inquietais? Reparai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois digo-vos que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles! Ora, se Deus assim veste uma erva do campo, que hoje existe, e amanhã é deitada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé! Portanto, não vos incomodeis, a dizer: Que havemos de comer? Ou: Que havemos de beber? Ou: Como nos havemos de cobrir? Os pagãos é que se preocupam com estas coisas; o Pai celeste, porém, sabe que precisais delas. Em conclusão: Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo isto vos será dado por acréscimo.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia:
São Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja
Escritos morais sobre Jó, 34 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum, c/ adaptações a/c blog; acesso em 22/08/2013, às 22:00h).
“Não se pode servir a dois senhores”
Querer pôr a esperança e a confiança em bens passageiros é querer fazer  fundações em água corrente. Tudo passa; Deus permanece. Agarrarmo-nos ao que é transitório é desligarmo-nos do que é permanente. Quem, portanto, levado no turbilhão agitado de um rápido, consegue manter-se firme em seu lugar, nessa  torrente fragorosa? Se quisermos recusar-nos a ser levados pela corrente, temos de nos afastar de tudo o que corre ; senão o objeto do nosso amor constranger-nos-á a chegar ao que precisamente queremos evitar. Aquele que se agarra aos bens transitórios será certamente arrastado até onde vão ter, à deriva, essas coisas a que se apega.
A primeira coisa a fazer é abstermo-nos, portanto, de amar os bens materiais; a segunda, não pormos total confiança naqueles bens que nos são confiados para ser usados e não para ser desfrutados. A alma que se prende a bens perecíveis apenas, depressa perde a sua própria estabilidade. O turbilhão da vida atual arrasta quem nele se deixa ir e, para aquele que é levado nesta corrente,  é uma tonta ilusão nela querer manter-se de pé.

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