Montfort Associação Cultural

2 de agosto de 2013

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Décimo Primeiro Domingo depois de Pentecostes: Liturgia Tridentina

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

11º DOMINGO APÓS PENTECOSTES
2ª Classe – Paramentos Verdes
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Jesus cura o surdo mudo

Santo do dia: São Domingos de Gusmão, confessor e fundador da Ordem dos Pregadores (m. 1221).
1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 15, 1-10.
Irmãos: Lembro-vos o Evangelho que vos preguei, que recebestes e em que perseverais; pelo qual sereis salvos, se o conservardes como eu vo-lo preguei… A não ser que o tenhais acreditado em vão!… Porque, antes de mais, eu ensinei-vos o mesmo que me foi transmitido, isto é, que Cristo morreu pelos nossos pecados, de acordo com as Escrituras; que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as mesmas Escrituras; que foi visto por Cefas [São Pedro, n.d.r.] e, em seguida, pelos onze; que, depois, foi visto, ao mesmo tempo, por mais de quinhentos irmãos, muitos dos quais ainda vivem, embora alguns já tenham morrido; que foi ainda visto por Tiago, e também por todos os apóstolos; finalmente, e depois de todos, apareceu-me também a mim, como filho abortivo. Eu, na verdade, sou o último dos apóstolos, porque persegui a Igreja de Deus! Todavia, e pela graça de Deus, sou o que sou, e a sua graça não foi estéril em mim.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 7, 31-37.
Naquele tempo: Saindo Jesus dos confins de Tiro, dirigiu-se por Sidônia, ao mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. Trouxeram-Lhe, então, um surdo-mudo, e suplicavam-Lhe que lhe impusesse a mão. Tomando-o à parte, de entre a multidão, meteu-lhe, Jesus, os dedos nos ouvidos, e tocou-lhe a língua com a sua saliva; depois, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse-lhe: “Effeta”, que quer dizer “Abre-te”. Imediatamente se lhe abriram os ouvidos e se lhe soltou a prisão da língua, falando normalmente. Ordenou-lhes, Jesus, que o não dissessem a ninguém; porém, quanto mais Ele o recomendava, mais eles o publicavam! E todos pasmavam cada vez mais exclamando: “Este, sim, que fez bem todas as coisas, e até fez ouvir os surdos, e falar os mudos!”
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Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário do dia:
Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Sermão “Sobre o Nosso Senhor”, 10-11 (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum; acesso em 02/08/2013, às 12:23h).
“Meteu-lhe os dedos nos ouvidos [...] tocou-lhe a língua”
A força divina que o homem não pode tocar desceu, envolveu-Se num corpo palpável, para que os pobres Lhe tocassem, e, tocando a humanidade de Cristo, percebessem a Sua divindade. Através de dedos de carne, o surdo-mudo sentiu que lhe tocavam nas orelhas e na língua. Através de dedos palpáveis, percebeu a divindade intocável, quando o nó da sua língua foi quebrado e as portas fechadas das suas orelhas foram abertas. Porque o arquitecto e o artesão do corpo veio até ele e, com uma palavra suave, criou sem dor aberturas nas orelhas surdas; então, também a boca fechada, até então incapaz de dar vida à palavra, proclamou ao mundo o louvor d’Aquele que desta forma deu fruto à sua esterilidade.
Do mesmo modo, o Senhor fez lama com a Sua saliva e ungiu os olhos do cego de nascença (Jo 9, 6), para nos fazer compreender que lhe faltava algo, como ao surdo-mudo. Uma imperfeição inata da nossa dimensão humana foi suprimida graças ao fermento que vem do Seu corpo perfeito. [...] Para colmatar o que faltava a estes corpos humanos, deu algo de Si mesmo, da mesma maneira que Se dá a comer [na Eucaristia]. É por este meio que faz desaparecer os defeitos e reanima os mortos, para que possamos reconhecer que, graças ao Seu corpo “onde habita toda a plenitude da divindade” (Cl 2, 9), os defeitos da nossa humanidade são ultrapassados e a verdadeira vida é dada aos mortais por este corpo onde habita a verdadeira vida.

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