Montfort Associação Cultural

27 de julho de 2013

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Décimo Domingo depois de Pentecostes

 

Parábola do Fariseu e do Publicano. Ilustração de Gustave Doré

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

Santos do Dia 28 de julho: Santos Nazário e Celso, mártires; São Vítor I, Papa e mártir; SantoInocêncio I, Papa e confessor.
1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios  12, 2-11.
Irmãos: Sabeis que, quando éreis gentios, deixáveis-vos arrastar, sem critério nem razão, atrás de ídolos mudos. É por isso que vos declaro que ninguém que fale sob a inspiração do Espírito de Deus, diz: “Maldito seja Jesus!” Como também ninguém pode dizer: “Senhor Jesus”, – senão sob a inspiração do Espírito Santo. Há certamente diversidade de graças espirituais, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é dada a cada um, em ordem ao bem comum: a um, é dada a palavra de sabedoria, pelo Espírito; a outro, a palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom de curar, neste único Espírito; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, a faculdade de as interpretar. Todavia, é sempre um só e o mesmo Espírito que faz tudo isto, repartindo por cada um consoante lhe apraz.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 18, 9-14.
Naquele tempo: Propôs Jesus esta parábola a uns certos que se enfatuavam de justos, e desprezavam os outros: “Subiram dois homens ao Templo, a fazer oração: Um, fariseu; e outro, publicano. O fariseu, de pé, orava no seu interior desta forma: ‘Graças te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros; nem, por exemplo, como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e pago o dízimo de tudo o que possuo.’ O publicano, porém, conservando-se a distância, nem sequer se atrevia a levantar os olhos ao céu; o que fazia era bater no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tende piedade de mim, que sou pecador!’ Afirmo-vos que foi este que voltou justificado para sua casa, e não o outro: Porque quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963.
Comentário do dia:
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
3º Sermão Sobre a Anunciação, 9-10 (disponível no site da Diocese de Cruzeiro do Sul/AC, apud Per Ipsum).
“O publicano… não ousava sequer levantar os olhos ao céu
Qual é o vaso para onde a graça se inclina de preferência? Se a confiança foi feita para receber nela a misericórdia, e a paciência para recolher a justiça, que recipiente podemos propor que esteja apto a receber a graça? Trata-se de um bálsamo muito puro e precisa de um vaso muito sólido. Ora, o que há de mais puro e o que há de mais sólido que a humildade de coração? É por isso que Deus “dá a sua graça aos humildes” (Tg 4,6); foi com razão que “Ele pousou o seu olhar na humildade da sua serva” (Lc 1, 48). Com razão, porque um coração humilde não se deixa ocupar pelo mérito humano e a plenitude da graça pode expandir-se nele mais livremente…
Observastes este fariseu em oração? Ele não era, nem um ladrão, nem injusto, nem adúltero. Não negligenciava a penitência. Jejuava dois dias por semana, dava o dízimo de tudo quanto possuía… Mas não estava esvaziado de si mesmo, não se despojara de si próprio (Fl 2,7), não era humilde, mas, pelo contrário, altivo. Com efeito, não se preocupou em saber o que ainda lhe faltava, mas exagerou o seu mérito; Não estava cheio, mas inchado. E foi-se embora vazio, por ter simulado a plenitude. O publicano, pelo contrário, porque se humilhou a si próprio e se preocupou em se apresentar como um vaso vazio, pôde trazer uma graça muito mais abundante.

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